quarta-feira, 16 de agosto de 2017

05/15 - FORMAÇÃO PROFISSIONAL – ADMINISTRAÇÃO/CONTABILIDADE - (GERENTE/ASSISTENTE/ANALISTA)


05. INDICADORES FINANCEIROS INICIAIS




CONTEÚDO DO CURSO:

ABORDAGENS PRÁTICAS

01. ESTRUTURA FINANCEIRA DA EMPRESA

02. CONTABILIDADE EMPRESARIAL

03. ANÁLISE VERTICAL E HORIZONTAL

04. CAPITAL DE GIRO (FONTES E APLICAÇÃO DE RECURSOS)

05. INDICADORES FINANCEIROS INICIAIS

06. CICLO OPERACIONAL, FINANCEIRO E DE CAIXA

07.ALAVANCAGEM FINANCEIRA, OPERACIONAL E  COMBINADA

08. CONCESSÃO DE CRÉDITOS

9. VIABILIDADE E CONVENIÊNCIA ECONÔMICA

10. COMPETIÇÃO MERCADOLÓGICA COM BASE
NO PONTO DE   EQUILÍBRIO

11 - GRAU DE GARANTIA  DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO OU GRAU DE PRESSÃO DOS CREDORES

12 - INVESTIMENTOS NA ATIVIDADE OPERACIONAL  

 - INDICADORES FINANCEIROS -

13 - EXPECTATIVA DE LUCROS E TAXAS DE RETORNO


 14 - GRAU DE APLICAÇÃO DE RECURSOS NA ATIVIDADE OPERACIONAL



15 - FLUGRAMA DE CAIXA


CÓPIA DOS DEMONSTRATIVOS E TABELA DE SIGLAS PARA ACOMPANHAMENTO 







OS VALORES SÃO REFERENTES A TRÊS PERÍODOS. COMO CALCULAR?
  
1º - Divide-se o valor do segundo período pelo valor do primeiro.

2º - Divide-se o valor do terceiro período pelo valor do segundo.

3º - Divide-se o valor do terceiro período pelo valor do primeiro.

O QUE PASSAR DE 1,0 É O QUANTO AUMENTOU. 

O QUE FALTAR PARA 1,0 É O QUANTO DIMINUIU (%). 



Que preocupações trazem os altos investimentos em ativos Fixos?


No período como um todo o aumento dos recursos próprios, representados pelo Patrimônio Líquido foi de 90% enquanto que as aquisições de Ativos Fixos (Imobilizado) aumentaram em 192%. Esse comportamento já vinha acontecendo do 1º para o 2º período com um aumento do Patrimônio Líquido de 21% para o aumento na imobilização de 46%, assim como do 2º para o 3º onde as compras de Ativos Fixos cresceram 99% para um aumento no Patrimônio Líquido de apenas 57%.

Diferente do Capital de Giro operacional, temos aqui salientado o Capital de Giro Próprio. No primeiro exercício 74% do dinheiro do proprietário ou sócios, investidos na empresa (PL), foram utilizados na compras de Bens Patrimoniais (Ativos Fixos, Imobilizado) restando 26% de Capital de Giro próprio. No segundo exercício, as aplicações em Ativos Fixos foram de 90% deixando-se 10% a título de Capital de Giro Próprio. No último período, todo o Patrimônio Líquido (100%) e mais 14% foram utilizados para imobilização, ou seja, 14% já se referem à Capital de Terceiros, que se não for bem manipulado, pode consumir o lucro do empreendimento.

Normalmente, em situações como essa, se os recursos para compra dos bens não forem de longo prazo e ainda, se não houver um forte aquecimento nas vendas, a empresa poderá passar por sérias dificuldades.



As vendas ou receitas operacionais  justificam os investimentos em Ativos Fixos?


O aumento do Imobilizado na empresa foi de 192%, para um aumento nas Vendas de apenas 95%. A situação do 1º para o 2º período estava mais equilibrada, com um aumento nas vendas de 44% para um aumento nas Imobilizações de 44%. O mesmo não aconteceu do 2º para o 3º, período quando as compras de Ativos Fixos cresceram 99% para um crescimento nas Vendas de apenas 35%. As Vendas no primeiro exercício foram 3,72 vezes superiores ao valor do Imobilizado, com uma queda insignificante no segundo exercício, ou seja: 3,66 vezes. Já no terceiro exercício, contando com um imobilizado bem maior, a vendas superaram apenas 2,48 vezes.

Vê-se que o giro do imobilizado com relação às Vendas caiu, com um crescimento do imobilizado inversamente proporcional ao aumento das vendas. Já é um motivo para queda no Capital de Giro da empresa, e mais ainda, se para a compra dos bens foram utilizados recursos do Circulante.

Em situações semelhantes, é necessário aquecer fortemente as vendas, analisar muito bem antes de novas imobilizações, com outros tipos de operações e vender Ativos Fixos ociosos se houver.


Qual a capacidade da empresa para liquidar seus compromissos a curto prazo?

O Ativo Circulante e o Passivo circulante são os grupos de contas que estão diretamente ligados ao Capital de Giro da empresa. O primeiro menos o segundo mostra o valor do capital de giro na data do levantamento do balanço ou balancete. O primeiro dividido pelo segundo, mostra a capacidade de pagamento de forma percentual ou em forma de índice.

No período como um todo, enquanto que os bens e direitos a curto prazo da empresa (Ativo Circulante) aumentaram 59% as obrigações aumentaram 109%. Isso já vinha acontecendo antes: do primeiro para o segundo período as obrigações aumentaram 8% diante dos bens e direitos que diminuíram 11%. Do segundo para o terceiro período, a situação não foi muito diferente: O Ativo circulante aumentou 78% contra um aumento de compromissos de 94%. No 1º exercício, o melhor deles, a capacidade de pagamento da empresa era de 127% ou seja; para cada $1,00 de dívidas a curto prazo, a empresa dispunha de $1,27, contando com dinheiro em caixa e bancos, valores a receber e estoques.  No 2º exercício, essa capacidade caiu para 105% ou $1,05 para cada $1,00 de dívidas a curto prazo. No último exercício, o Ativo Circulante já não dava mais para cobrir os compromissos, ou seja: para cada $1,00 de dívidas ela dispunha de apenas $0,96, configurando utilização de Capital de Terceiros.



Qual a capacidade da empresa para liquidar seus compromissos totais?

Aqui também se mede a capacidade econômico-financeira da empresa para liquidar os compromissos. Entretanto, são consideradas também, as operações a longo prazo, ou seja, não afeta diretamente o Capital de Giro onde se envolve somente os Circulantes.

No caso, os compromissos totais da empresa cresceram 138% contra um crescimento dos bens e direitos a curto e longo prazos de 63%.  Essa tendência de desequilíbrio já aconteceu do primeiro para o segundo período com uma redução de 11% dos bens e direitos para um crescimento de 5% das obrigações assim como do segundo para o terceiro onde os bens e direitos a curto e longo prazos aumentaram 83% e as obrigações também totais, 138%.


No 1º exercício, a capacidade de pagamento da empresa era de 118% ou seja: pagava 100% das dívidas e ainda sobrava 18%. No 2º exercício essa capacidade caiu para 99% e no 3º caiu mais ainda para 81% o que equivale dizer que neste terceiro exercício, para cada $1,00 de dívidas a curto e longo prazo, a empresa dispunha de $0,99.

 COMPARANDO: 


Novamente: Estaria a empresa se utilizando de recursos financeiros a longo prazo, na aquisição 
de Ativos Fixos, diante da expectativa de vendas 
em benefício do Capita de Giro?

É quase certo que, até esta fase da análise, a empresa não esteja utilizando de recursos a longo prazo. Eventualmente para a compra dos Ativos Fixos (Imobilizado).  Observa-se que os últimos índices onde se consideram também as operações de longo prazo, são bem semelhantes aos índices que levam em conta somente os circulantes. Se a empresa tivesse usado dos recursos a longo prazo, os valores sairiam do circulante passando para o longo prazo apresentando, índices anteriores maiores, em benefício do Capital de Giro.

Pode se dizer então nesse caso, que uma empresa, mesmo com um alto grau de imobilização, com perspectivas de mercado futuro, apresentando um bom capital de giro na análise dos circulantes, mas, com um índice de solvência geral baixo, identifica que os Ativos fixos foram adquiridos através de financiamentos a longo prazo, permitindo uma amortização mais lenta, o que não está acontecendo nessa análise.


A empresa tem se resguardado com uma certa reserva financeira imediata, no Fluxo de Caixa, para emergências e/ou  para fins de reciprocidade
 junto às instituições financeiras?


Na data do encerramento dos exercícios, para cada $1,00 de dívidas a curto prazo, e empresa contava em Caixa e Bancos, $0,06 no primeir período, $0,15 no segundo e $0,07 no terceiro.


NA ANÁLISE DESSE ÍNDICE DEVEM-SE CONSIDERAR DOIS ASPECTOS: 1º, SE SÃO ALTOS E/OU CRESCENTES, DEMONSTRAM QUE A EMPRESA ESTÁ DEIXANDO DINHEIRO PARADO, QUANDO PODERIA OBTER RECEITAS FINANCEIRAS COM APLICAÇÕES NO MERCADO FINANCEIRO OU POR EXEMPLO, ENTRE OUTROS, COM PAGAMENTO ANTECIPADOS DE TÍTULOS, EM COMPRAS A VISTA, MEDIANTE DESCONTOS VANTAJOSO. 2º SE FOREM DEMASIADAMENTE BAIXOS, NÃO ESTÁ HAVENDO RECIPROCIDADE JUNTO ÀS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS, MANTENDO UM SALDO MÉDIO MUITO BAIXO. ISTO SIGNIFICA QUE, NUM MOMENTO DE DEFICIÊNCIA DE CAIXA, NECESSITANDO DE UM APOIO (EX.: UM DESCONTO DE DUPLICATAS), NATURALMENTE A RECEPTIVIDADE SERÁ MELHOR PARA O CLIENTE DE MAIOR RECIPROCIDADE

Na data
Aqui não se pode dizer a mesma coisa. Há um desequilíbrio entre as compras  e as necessidades de produção principalmente no último período. Uma diferença de 11,  9  e 20 dias.

Continua!!!

06. CICLO OPERACIONAL, FINANCEIRO 
E DE CAIXA




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