domingo, 12 de agosto de 2012

A VIDA NA EMPRESA OU A EMPRESA NA VIDA?

        Qual a sua opção?

            Veslaine Antônio Silva



Diante da atual situação mundial, em clima borbulhante de inovações, da incrível velocidade das informações, da brutal concorrência, quando as organizações de um modo geral, para sobreviverem se defrontam de todas as maneiras para a conquista de uma parcela ou de um mercado maior e extrair dele, o lucro, a compensação pelo capital investido, os reflexos psicológicos tornam-se evidentes e o “senhor empresário”, debate-se incessantemente contra o estigma de incertezas e riscos, responsabilizando o “senhor executivo” pelos resultados.

            Nem sempre a promoção de um executivo a um cargo mais elevado, mesmo com um salário astronômico, traz o retorno esperado pelo capital investido. É bem possível ou quase certo que este poderá vir mais rápido e mais sólido, se o investimento maior acontecer no “ser humano” dentro da organização.

Segundo a Ciência Logosófica (http://www.logosofia.org.br), os problemas sociais, na maioria das vezes, deixam de ser resolvidos, porque se carece de valor e hombridade para se encarar e adotar as soluções necessárias. Três tendências especulativas dos seres humanos e em particular das organizações, impedem o avanço na busca da excelência do comportamento social e suas conseqüências favoráveis, chocando-se com os bons propósitos. São eles: o interesse particular, o prazer sem medida e a ambição egoísta, diferente da ambição racional de progresso. Com a existência dessas tendências negativas nenhum processo de socialização poderá ser mantido. É imprescindível, um trabalho de conscientização, levando em consideração que cada um, é importante como parte integrante de um sistema de interdependências, voltado para o objetivo de melhoramento constante, ao ponto de tornar-se uma cultura dentro da organização.

            Segundo Murphy,a grande maioria dos homens não esconde sua fragilidade nos momentos de dificuldade e pede ajuda.  Mas um executivo, aparentemente, não mostra fraqueza nunca. Convencionou-se que um executivo tem que ser um homem forte, corajoso, ousado, firme, seguro, sem o que, o sucesso teoricamente não será alcançado. Talvez esteja aí, o ponto-chave da questão. Os problemas começam a acontecer quando o executivo se esquece de que não é um super-homem, quando é difícil externar sua fraqueza e não é capaz de identificar alguém ou alguma coisa que funcione como “válvula de escape” para desabafar seus tormentos e aflições. Em casa, com a família, não pode, porque pode provocar insegurança na mulher e nos filhos, que não são capazes de entendê-lo; com amigos, vem a preocupação de ser visto por baixo. Tem medo das férias como tem medo do inferno preocupado com a possibilidade de sua ausência não ser sentida. Assim, o executivo vai excluindo as possibilidades de ajuda até que se vê na mais absoluta solidão. Não busca terapia por preconceito e acaba derrotado, num estado de estresse e de depressão.

             O “bastar-se a si mesmo” não faz parte do repertório do executivo que, em face das necessidades atuais das organizações, em paralelo com as novas exigências de “Qualidade Total”, exigindo polivalência na ocupação do cargo que se torna vulnerável, envolvendo toda a hierarquia subordinada

            Sem a capacitação pessoal para enfrentar a vida, sem o preparo para encarar e vencer as resistências do ambiente em que cada um deve atuar, o profissional pode chegar a tal estado de inferioridade de condições que finalmente terminará vencido, decepcionado e mergulhado na impotência e no desespero. Para os indivíduos inseridos nesse contexto, não haverá qualidade de vida e a conseqüência no desenvolvimento operacional nas diversas áreas será negativa, devido ao menosprezo da importância de uma decente socialização a partir do topo da pirâmide.

 
            Na ascensão, o executivo não deve abandonar sua primeira ocupação sem primeira saber com certeza o que a nova lhe oferecerá. Para aqueles que se encontram no topo das pirâmides organizacionais e priorizam a empresa esquecendo-se da vida, os próximos passos serão de queda!

            Pense nisso e uma boa semana!