Sim, é humano e matematicamente
correto. A empresa pode aumentar sua margem de lucro na comercialização de
produtos, seja no processo de produção e venda ou mesmo somente na revenda.
Basta usar corretamente as informações devidamente registradas das operações
diárias das despesas e receitas e partir para uma nova política de marketing
que, no caso específico, basta uma divulgação bem direcionada.
O sono tranquilo, em consequência do
nível em que se encontra o P.E., significa o acerto quando se usa o “remédio”
na forma correta. O P.E., ou seja, o Ponto de Equilíbrio, que alguns chamam de
Ponto de Ruptura e outros que gostam de “esnobar”, para se mostrarem
“atualizados” falando no Break Even Point, nada mais é do que o ponto a partir
do qual, a empresa começa a operar com lucro. Abaixo dele, estará operando com
prejuízo, ou seja: se as vendas estiverem abaixo desse ponto a empresa está em
ritmo de prejuízo. Se estiverem acima, está operando em ritmo de lucro.
Os sistemas de custos de um modo
geral classificam as receitas como “variáveis”, ou seja: pode-se vender muito,
pouco ou nada dependendo de vários fatores, entre eles, o mais significativo, o
preço. Classificam também as despesas em
“variáveis”. Produzindo-se mais gasta-se mais, produzindo-se menos, gasta-se
menos. Por exemplo: mão de obra operária e matérias-primas. Classificam também
em “fixas” quando, produzindo-se e vendendo ou não, elas existem
obrigatoriamente. Por exemplo: Aluguéis, salários administrativos. Existem
também as “semi-variáveis” tais como: energia elétrica, água (produtos que as
utilizam) etc. Se a produção for maior elas serão maiores na fábrica. Se o
ritmo da produção cai, elas também diminuem. Todavia, independente da produção,
nos setores administrativos elas permanecem.
A soma dos custos fixos e variáveis
representa o custo total da empresa e a diferença entre o valor das vendas e
custos totais representa o lucro do exercício, por exemplo, no mês. A diferença
entre o valor das vendas e custos variáveis representa a Contribuição Marginal
(um lucro desconsiderando os custos e despesas fixas). No mínimo, a empresa tem
que produzir e vender o suficiente para pagar os custos e despesas fixas. Nesse
ponto, não opera com lucro nem prejuízo (não ganha nada, mas também não perde
nada) Abaixo dele está operando com prejuízo e acima, operando com lucro e
quanto maior o volume maior o lucro.
Tendo-se conhecimento do volume
médio mensal das vendas e tendo os custos devidamente registrados, o P.E. pode
ser estimado para cada mês. Se o expediente da empresa é de 26 dias mensais, o
P.E. médio pode ser estabelecido em dias (P.E. dividido por 26) Assim, se as
vendas de determinado dia ou até aquele dia, não atingiu o P.E., o sono não
será tranqüilo porque se está operando em ritmo de prejuízo.
Um exemplo (uma pequena empresa):
Digamos que as vendas (V.) médias
mensais da empresa sejam (dispensando centavos) de $20.000. Que as despesas e
custos fixos (C.F.) sejam de $1.800 e que as despesas e custos variáveis (C.V.)
sejam de $10.800. Isto significa que o custo total (fixo mais variável) é de
$12.600 e que, deduzido das vendas, chega-se a um lucro de $7.400. A
contribuição marginal (C.M.) (vendas menos custos variável) é de $9.200. Qual o
valor do Ponto de Equilíbrio?

Isso significa que, enquanto as
vendas não atingirem o nível de $3.913, a empresa estará operando com prejuízo.
Acima desse valor, passará a operar com lucro e quanto maior o volume acima
desse ponto, maior a margem de lucro.
Se o expediente da empresa é de 26
dias mensais (não opera aos domingos) o Ponto de Equilíbrio médio diário é de
$151 ($3.913 / 26 = $151). Se no final do dia, o valor das vendas ultrapassou
esse valor, essa noite será tranquila. O princípio é o mesmo, para qualquer
porte e ramo de atividade.
Partindo desse princípio, as
empresas podem competir com preços menores no mercado, sem reduzir a margem de lucro
ou até mesmo aumentá-la. Assunto para um próximo artigo.
Bom
sono!