segunda-feira, 11 de agosto de 2014

“POLÍTICA APOCALÍPTICA” UM ALERTA OU UMA ESPERANÇA MUNDIAL?



Veslaine Antônio Silva

            Buscando restaurar a sanidade e a ordem na sua terra, a China, ou quem sabe em toda a terra, Confúcio, nascido em 552 a.C., já teria dito:

 “Os grandes antigos, quando queriam revelar e propagar as mais altas virtudes, punham seus Estados em ordem. Antes de porem seus Estados em ordem, punham em ordem suas famílias. Antes de porem em ordem suas famílias, punham em ordem a si próprios. Antes de porem em ordem a si próprios, aperfeiçoavam suas almas. Antes de aperfeiçoarem suas almas, procuravam ser sinceros em seus pensamentos e ampliavam ao máximo os seus conhecimentos. Essa ampliação dos conhecimentos decorre da investigação das coisas ou de vê-las como elas são. Quando as coisas são assim investigadas, o conhecimento se torna completo. Quando os pensamentos são sinceros, a alma se torna perfeita, o homem está em ordem, sua família também fica em ordem. Quando a família está em ordem, o Estado que ele dirige também pode cair na ordem. E quando os Estados caem na ordem, o mundo inteiro goza de paz e felicidade”.

            Os astrônomos já concluíram que o nosso Universo não é apenas um mar de estrelas e planetas dispersos pelo espaço. Muito pelo contrário, apresenta uma estrutura bem evidente, nos diversos níveis.  As estrelas encontram-se agrupadas em galáxias, que constituem grupos de ordem mais elevada, designados enxames, que por sua vez formam super-enxames, representando uma hierarquia dos sistemas ligados por forças gravitacionais. De acordo com o astrofísico e doutor em cosmologia Stephen Hawking, famoso físico da atualidade, o telescópio espacial Hubble, que opera em órbita a 300 quilômetros da terra vem mostrando bilhões e bilhões de galáxias de variadas formas e tamanhos. Cada galáxia possui incontáveis bilhões de estrelas e, muitas delas com planetas à sua volta. Portanto, o nosso universo não é mais do que um ínfimo grão de areia num infinito oceano de universos paralelos. Daí, afirmar que só a terra tem o "privilégio" de possuir uma humanidade seria deduzir, ser ela uma exceção dentro das leis naturais ou divinas, o que é incompreensível, pelo menos até o alcance de nossa mente, na atualidade.

            Segundo ainda os pesquisadores, o nosso planeta vinha recebendo luz de alta freqüência na cor azul, há anos, proveniente da estrela Alcione, que faz parte da Constelação das Plêiades, e que atingiu o seu ápice no final de dezembro de 2012, época que para muitos crentes se daria o “Juízo Final” ou o “Fim do Mundo”, o que não aconteceu. Mas, um fato se pode confirmar, a movimentação dos seres humanos que “perderam o juízo” é evidente e violentamente maior do que a dos que o “mantém em equilíbrio”. Basta acompanhar ou ligar uma televisão, um rádio, ler um jornal. Os noticiários são assustadores, o homem, está se jogando cada vez mais no labirinto dos mais variados vícios. Pergunta-se: “o mundo está perdido! ou “homem está perdido”?
           
            O ser humano civilizado, responsável pela lógica da tecnologia e da ciência, apesar das extraordinárias realizações e descobertas crescentes, está distanciando-se de um verdadeiro estado de saúde e bem  estar. Não se pode negar, que os fortes efeitos das mudanças climáticas e muitas situações catastróficas, que não eram comuns no planeta, têm aumentado sistematicamente nos últimos tempos, tanto em quantidade como em intensidade, numa freqüência cada vez maior. A terra está tremendo sem parar, o que nada de bom significa para os seres humanos. Terremotos, furacões, erupções, inundações, etc., estão causando destruições, gerando doenças e mortes. O impressionante e curioso é que, essa situação de grande insegurança já fora prevista há milênios para toda a humanidade. Na Grande Pirâmide de Gizé, no Egito, existe uma câmara chamada “Sala do Juízo”, com um piso desigual, preconizando a insegurança dos seres humanos na “época do Juízo”. A explicação original é transmitida por Roselis Von Sass, em sua obra, A Grande Pirâmide Revela seu Segredo: "O piso desigual indica que, na “época do Juízo”, os seres humanos não mais terão sob os pés um solo liso e firme, não sabendo o que o próximo passo lhes poderá trazer. Que juízo é esse? Seria o “Juízo Final”, enfatizado nos pronunciamentos bíblicos, Calendário Maia e outros?

            Segundo ainda os especialistas, enxergamos o ápice de uma crise planetária multidimensional. O nosso planeta, com grande parte das suas terras dilapidadas, mal cuidadas e muitas vezes envenenadas, já respira com dificuldade.  Isso deveria sacudir o íntimo dos seres humanos, para que se libertem ainda em tempo de sua inércia espiritual. Não é se isolando do que ocorre de ruim no globo terrestre, que as pessoas se livram de problemas. Estamos interligados como uma corrente e cada um de nós representa um elo. Uma violenta ocorrência, mesmo muito distante, terá seus reflexos em toda a terra. Trata-se da propagação de ondas negativas, tão velozes quanto o pensamento, que direta ou indiretamente todos receberão os seus efeitos, já que a terra e o universo formam um grande organismo que geram efeitos recíprocos, mas, palavras de alerta são ridicularizadas e postas de lado, como inconvenientes.

            A lei magna é a que rege o equilíbrio universal e é a lei soberana em todas as partes e para todos os seres que existem na criação. Quando essa lei é infringida, quando é desobedecida, seus ditames supremos, que encarnam a vontade todo-poderosa, pronuncia-se corrigindo os desvios, buscando restituir ao curso normal, os excessos provocados pelo desequilíbrio. Os maiores impérios que existiram na terra, ruíram pela sede de seus dirigentes, de subjugarem outras nações e por lutas e traições internas. Isso se repete nos dias atuais
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            A política não é apenas uma atividade das instituições sociais. Sua origem está na própria essência da sociedade. O bem comum, é a concepção da função política dentro da sociedade.  O conceito foi definido e entendido como forma de atividade ligada ao poder, que por sua vez foi tradicionalmente definido como algo que se baseia nos meios para se obter vantagens. Um destes meios é o domínio hierárquico sobre os outros homens. Todavia, muitos políticos e poderosos que deveriam trabalhar com o povo, pelo povo e para o povo, além de corruptos, acham que se suas roubalheiras e desonestidades não vierem a público, ninguém as descobrirá. Entretanto, pode-se ter a certeza de que as leis que regem o universo, mais cedo ou mais tarde irão proporcionar-lhes sofrimentos iguais aos que causaram a outros, para fazê-los ver o que fizeram de errado.

Pode-se afirmar que todos aqueles que têm nas mãos o poder e a riqueza, têm a chance de ajudar ou prejudicar muitos. Tudo depende, entretanto, do modo como é utilizado, uma vez que o mau uso poderá gerar efeitos negativos. Daí o livre-arbítrio para usá-lo como quiserem. A palavra “política” vem do grego “politikós” que significa “cidade” ou tudo o que se refere à cidade, substituído por expressões tais como “ciência do Estado”, "ciência política”, “doutrina do Estado” e “Filosofia Política”. Os abusos têm sua origem muitas vezes quando o poder está nas mãos de homens menos esclarecidos e desonestos. O maior bem para uma nação, para um povo, é evitar que ignorantes ocupem cargos públicos e tomar conhecimento o máximo possível, para selecionar homens que evidenciem sabedoria comprovada, para ocupar o governo. Não bastam apenas títulos e certificados. Soberbo é o indivíduo que aspira a ocupar posições de destaque, sem ter capacidade nem cultura,

            A mostra de descontentamento que durante um tempo ficou silenciada, agora voltou intensificada por parte do ser humano de um modo geral. Os povos estão se despertando do entorpecimento, cada vez mais conscientes da realidade em que vivem, que a cada dia se torna mais transparente e clara. Em todo lugar, mesmo no mundo dito civilizado, o ser humano, mero pagador de impostos, é explorado ao máximo para receber o mínimo em troca. Em face disso, está se organizando, manifestando seu poder inato e exigindo reformas concretas contra a administração incompetente, o mau uso de verbas públicas, a corrupção disseminada e o descaso com os problemas básicos, ou seja, um senso de indignação generalizado, excessivamente tolerado.            

            A tal “época do Juízo” está chegando ou uma “nova era de civilização” no terceiro milênio, tem como desafio a educação do convívio entre os seres humanos. A globalização que iniciou no campo econômico-financeiro se dirige ao campo cultural e tecnológico. Espera-se que transpasse fronteiras e fomente a aproximação dos homens. A construção desse mundo de pluralismo cultural passa pela mobilização, em caráter mundial, pelo incremento significativo da educação em todos os países. Para Gregg Braden, o “fim do mundo” o “Apocalipse” estará bem próximo quando soubermos utilizar o imenso manancial do nosso corpo-mente e resgatar conscientemente o papel de criadores do nosso próprio mundo. Desse modo, abrimos caminho para a dimensão espiritual, que nada mais é do que compreender, que leis invisíveis regidas por uma ética cósmica fazem parte da construção da nossa realidade a cada instante. Todos os nossos pensamentos, sentimentos e emoções são a matéria prima para a construção dessa realidade. Não interessa qual a religião ou mesmo se se tem ou não religião. O que realmente importa é a conduta perante o semelhante, a família, no trabalho, na comunidade, perante o mundo.

            Apocalipse,  etimologicamente do grego  apokálypsis”, significa "revelação",  formada por "apo", “tirado de”, e "kalumna", véu. Um "apocalipse", na terminologia do judaísmo e do cristianismo, é uma revelação divina de coisas que até então permaneciam secretas. À medida que o conhecimento foi evoluindo as cosmogonias foram passando de mitos e histórias populares para posteriores explicações religiosas, em seguida para explicações mais racionais no âmbito da filosofia até chegarem aos nossos dias com explicações científicas. Muitos, porém, ainda se mantém apegados fortemente às tradições e dogmas religiosos de forma literal. As culturas de um modo geral têm seus mitos com expressões comuns à toda a humanidade ou à todo universo. É o caso do “Apocalipse” bíblico que recorre `a linguagem simbólica, voltada para processos de transformação através dos quais o homem tem de passar para atingir a plenitude de seu “ser” e a plena “União com o Divino”. Nascemos para tornar o mundo melhor. Para isso não é preciso pegar em armas, assaltar o poder, discursar para as massas com eloqüência enganosa, converter pessoas. O Apocalipse fora escrito com o propósito de confortar e encorajar a igreja do seu tempo em face da extrema perseguição aos cristãos, no período político compreendido entre o reinado de Nero, e a destruição de Jerusalém.

            O fim do mundo, em expectativas noticiadas que muitos acreditam, estaria então associado ao fim de um ciclo que oportunizou a crise gigantesca pela qual passa a humanidade e não um julgamento que premiará eternamente os bons com um espaço no céu e, para os maus o inferno.  Céu e Inferno existem dentro de cada um de nós. Um “estado de espírito”. Nós não somos elevados ao Céu nem lançados ao Inferno, nós mesmos nos transportamos para lá, e embora a maioria de nós não o perceba, temos a capacidade de entrar ou sair de lá à vontade. Pode-se dizer que “Juízo final”, “fim do mundo” é um mito, e, positivamente pensando, será o final da insensatez humana. Com esse pensamento, “Apocalipse” passa a ser essencialmente o livro da esperança, quando a sociedade será impactada para aceitar um "novo mundo", onde as diferenças serão postas de lado e o bem comum será alcançado através da “Paz Global”.

            Não é se isolando do que ocorre de ruim no globo terrestre que as pessoas se livram de problemas; estamos interligados. Uma violência que ocorre, mesmo muito distante, terá seus reflexos em toda a terra. Trata-se da propagação de ondas negativas, tão velozes quanto o pensamento, que direta ou indiretamente todos receberão os seus efeitos, já que a terra e o universo formam um grande organismo simbiótico. Para uma vida melhor, aqui ou quem sabe depois, não devemos nos limitar, deixando-nos colhidos pelo temor de possíveis acontecimentos nefastos para a humanidade, sejam eles bélicos, biológicos, atômicos, econômicos e outros.  Trabalhemos cada dia com maior entusiasmo, com maior valor, e se, por acaso, suceder algo que afete seriamente a vida, bom será que, ao invés de vinganças, revanches, complexos de superioridade, surpreenda-nos trabalhando para o bem da humanidade.  A partir dessa perspectiva, estaremos criando no mundo vibracional, infinitas possibilidades. Nada é impossível quando temos um desejo sincero, que se torna parte das nossas possibilidades futuras. Só precisamos sintonizá-lo.  Já sabemos, segundo Gregg Braden, que a ciência atual consegue provar através da física quântica, que pensamento é energia, que toda energia tem uma vibração e que a vibração cria o mundo. Se temos bons pensamentos e nos mantemos em sintonia com as correntes vibratórias carregadas de energia positiva, nos tornamos capazes de realizar as ações que nos levarão à felicidade. Confiamos que esse mundo interior e exterior em desarmonia está tendo uma grande oportunidade de reconciliação. “Porque Deus enviou seu filho ao mundo, não para que seja condenado, mas, que seja salvo (João 3,17)”.


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GLOBALIZAÇÃO E EMPREENDEDORISMO – 3º MILÊNIO OU ESTAÇÃO PRIMÁRIA?



Veslaine Antônio Silva

           
            A maioria das organizações, desprezando os processos naturais, avalia o potencial, o desempenho e a capacidade profissional das pessoas, direta ou indiretamente, por meio do intelecto, pura e simplesmente e muitas vezes do “suposto intelecto”. Entretanto, nenhum sucesso será permanente, sem as energias propulsoras dos valores internos do ser humano, para superação dos problemas que surgem constantemente na vida profissional e de relação, ou seja: a razão e a sensibilidade. Na verdade, os dois devem ser considerados, ora o primeiro ora o segundo ora ambos em paralelo, objetivando-se atender às necessidades do momento.
           
            Como as mudanças se verificam em tudo, desde o princípio do mundo e quem sabe do próprio universo, hoje, de forma mais acentuada, estamos presenciando as macro tendências econômicas, o extraordinário avanço tecnológico, a velocidade das informações, a constante busca da excelência da qualidade, mas também, da “falsa qualidade” com enganosos revestimentos. Isso tem assustado os empreendedores, os dirigentes, com reflexos causados particularmente nas micro e pequenas empresas. Cabe ressaltar, portanto, que o conhecimento deve ser absorvido, não só para atender às necessidades das organizações, face à luta descomunal, para se concorrer num mundo econômico, mas, acima de tudo, deve ser absorvido para se “viver” com qualidade e “compartilhas”, mesmo num mundo de concorrência.

            Segundo a Bíblia, o rei Joaquim reinou em Judá, em 608 antes de Cristo. Foi nessa época que Daniel teve o privilégio de escrever o seu livro, relatando tudo o que lhe fora revelado. Veja-se que daquele tempo em diante, quando Daniel disse “a ciência se multiplicará” a mesma não parou de avançar. A cada dia as pessoas estão valorizando com extremismos o desenvolvimento da inteligência, abandonando cada vez mais os valores éticos. O aspecto tecnológico e todo esse aparato não terão representatividade, se não houver o desenvolvimento que qualifica os seres humanos, ou seja: as questões do sentimento, do afeto, do equilíbrio físico, biológico e mental, além do aspecto da segurança, da proteção contra as doenças e intempéries e, com muita urgência, a sustentabilidade da atividade operacional, de onde vem a energia monetária sem o que, o equilíbrio “evapora”.

            De acordo com as informações que se tem, o desenvolvimento da ciência e da tecnologia, junto ao processo econômico, tem proporcionado ao homem uma enorme quantidade de objetos e serviços, que atendem a uma vasta gama de necessidades humanas, mas, merece destaque, também uma vasta gama daquilo que é desnecessário. O esperado uso de forma vangloriosa, que o homem faz da ciência e da tecnologia, e julgando ainda que tudo esteja sob controle, pode ser enquadrado como consequência positiva na chamada globalização? Não, não é o que acontece, que se percebe, diante da realidade.

            Afinal, não era de se esperar que com a globalização, se chegasse a uma fase histórica em que o planeta como um todo se tornasse um ambiente natural, onde cada indivíduo, com conhecimentos e experiências, possuísse o direito de emitir juízo sobre povos inteiros. Já foi dito, no século passado, que o próximo século, ou seja, o século atual deveria apresentar um ambiente social maravilhoso, diferente, onde as pessoas viveriam e fariam negócios, sem abusos na comercialização.  Que a tecnologia cumpriria a sua promessa de oferecer os meios para aliviar a vida profissional e social das pessoas. A porta desse novo século já se abriu há mais de uma dezena de anos. Pode-se dizer que isso é globalização na esperada essência da palavra? Pode-se pensar em empreendedorismos, na certeza de que realmente não há ou haverá abusos na comercialização? Qual será a situação das micro e pequenas empresas, diante do atual clima, fervilhante de inovações, de incrível velocidade das informações, de acirrada concorrência, quando as organizações, para sobreviverem se defrontam de todas as maneiras, para a conquista de uma parcela cada vez maior de mercado, “sem compartilhas” e extrair dele, margens de lucro também cada vez maiores, diferente da real compensação pelo capital investido? Isso, sem falar das intempestivas preocupações com a valorização de ações nas bolsas. Mas uma vez questionam-se, quais as consequências para as empresas de menor potencial, principalmente as micro e pequenas?

            Mas, e a tão falada responsabilidade social e em consequência, é claro, também a empresarial?  A verdade é que estamos num cenário de concorrência predatória no mundo. Nosso mercado está sendo apropriado cada vez mais pelos produtos importados.  Os novos fenômenos não deveriam ser de “equilíbrio de mercado”, com medidas altamente favoráveis, com o avanço da globalização da economia? Sim, mas, muitos políticos e poderosos que deveriam trabalhar com o povo, pelo povo e para o povo, além de serem corruptos, têm somente metas e objetivos pessoais, esquecendo-se de que o cargo lhe foi dado para lutar por aqueles que o puseram lá, em maior escala, a massa popular, mas também para os que não o puseram. Em geral, não fazem nada para justificar os altíssimos ganhos. É comum o povo sentir-se feliz, delegando poderes a governantes para solucionarem problemas, mas muitos deles acabam rindo-se de todas as formas de liberalismo e democracia que destroem.

            Ampliando as observações sobre a real responsabilidade social, as grandes empresas enfatizam projetos nos seus Planos Orçamentários.  O potencial delas permite. É digno de admiração. Todavia, é de suma importância, ou melhor, é louvável saber que as micro e pequenas empresas têm feito a sua parte de forma sigilosa com um nível de importância bem maior, mas, ninguém se lembra porque não é divulgado, não aparece nos jornais. Todavia, é extremamente significativa a participação delas em benefício das famílias, da sociedade de um modo geral.  O número chega a ser assombroso. Mesmo com aberturas e encerramentos constantes, elas são responsáveis por, aproximadamente 80% dos empregos no país.

            As grandes empresas cumprem sem dúvida a sua parte. Entretanto, diante de crises ou de “supostas crises”, vem uma decisão da matriz ou da “holding” e determina, por exemplo, um “corte de 20% do pessoal” e aí, quantos ficam desempregados? Ora, o que é de se admirar, experiências já vivenciadas, é que as micro e pequenas empresas encontram-se ou podem se encontrar, também diante das mesmas crises ou “supostas crises”, mas, o lado humano, essência de uma responsabilidade social, impera, e o dono humildemente diz: “a situação está apertada, mas se Deus quiser, logo melhora”. “Segura daqui, segura dalí” e mantém o empregado. Mesmo com os encargos que afetam os custos, o que não ocorre de forma semelhante em muitos países que exportam seus produtos prejudicando a concorrência. Dá para imaginar o caos, se elas que são responsáveis por aproximadamente 80% dos empregos, tomassem a mesma decisão.  20% dos 80% aproximado, da bolsa de empregos do país, promovidos pelos micro e pequenos empresários, estariam na rua. Daí a necessidade imperiosa do apoio e maior valorização do governo federal, governo estadual, governo municipal, profissionais, cidadãos.  Uma “compartilha” cujo ganho, indiretamente, em breve, será maior, num amplo sentido.

            É claro que quando os noticiários anunciam crises de ordem econômico-financeiras, não se deve ignorar, até mesmo para se cuidar e evitar decisões de investimentos que podem aguardar, mas, não se deve deixar de produzir melhores produtos e serviços, explorando ideias construtivas.  O problema é quando vêm os pessimistas que não mudam de assunto, fazem-se de entendidos, dramatizam exageradamente e tentam desestimular os que querem trabalhar. Basta observar as contradições positivas e negativas, noticiadas entre os “doutores” analistas.

            O que está se sobressaindo na praia da concorrência é o “Made in”, quando se esquece da qualidade, ignorada em face do enganoso preço. É a chave de fenda baratíssima que “entorta” a ponta, mas não tira o parafuso; é a serra metálica com suporte plástico que arrebenta na primeira tentativa de uso; é a sandália barata que pode infeccionar o pé por ser fabricada com resíduos de produtos tóxicos, são os brinquedos, sabonetes, géis, desodorantes, vestuários e milhares de outros produtos em iguais condições.  Isso é um alerta para o futuro! Mas qual a força desse alerta? O segredo da propaganda indisciplinada, consiste em fazer crer o consumidor, que ele necessita de alguma coisa que nem mesmo deseja. Percebe-se que é difícil sair de uma loja sem comprar algo que não se necessita. Ou melhor, sempre tem algo tão barato que forçará a compra pois, irá servir, quem sabe, para alguma coisa...

            Na maioria dos estabelecimentos, está definido: O cliente em primeiro lugar!  Não seria mais correto o empregado em primeiro lugar para que, valorizado, coloque a empresa em primeiro lugar e como consequência através da qualidade do atendimento, indiretamente, o cliente seja colocado em primeiro lugar? Este é um correto senso social. Todavia, a qualidade inferior, e pior ainda, o desrespeito e a desvalorização do ser humano em benefício da redução de custos, ganho de mercado e margem de lucro tem vencido boa parte dessa “parada”.

            Tem-se conhecimento de países em que os custos da mão de obra, incluindo os encargos, chegam a ser sensivelmente menores que os do Brasil. Locais onde praticamente não existem benefícios. Uma verdadeira escravatura. Sujeita-se não receber sequer horas extras trabalhadas, para segurar o emprego. Isso é usado como tática de poder para se ganhar mercado e é com tristeza que se observa, que por parte de alguns países a fabricação é terceirizada por lá, para que a competição seja vencida no mercado interno. Compram baratíssimo e vendem caríssimo.   É a loucura pelo dinheiro, pelo lucro exagerado, mas, esquecem que tudo tem um fim. “Tudo o que é demais acaba logo”. Entretanto, enquanto esse momento não chega, logo, os poderosos lá de fora farão o que querem nos mercados “condescendentes” que terão de engolir as consequências e, gradativamente os preços serão aumentados mais ainda, com novas leis de mercado. Todos, inclusive filhos e netos, assistirão a uma inversão nas regras do jogo. Nessas alturas, quando se acordar, é possível que seja tarde, se não houver mudanças, com novas orientações e metodologias.

            Com relação às orientações e metodologias, nas escolas e cursos de um modo geral, atualmente, o modelo de ensino deveria ser “não ter modelo”. Para evitar negativismos, pode-se e deve-se tomar conhecimento periódico e constante das tendências econômico-financeiras da empresa, localizar desencontros de informações, pontos vulneráveis e tomar decisões corretivas acertadas para atender aos interesses específicos diante da realidade. A experiência tem mostrado que o conhecimento humano praticamente dobra a cada ano. De acordo com esse raciocínio, depois de formado, um percentual muito grande daquilo que se aprendeu estará obsoleto, dependendo do ramo de atividade. Uma boa parte do conhecimento humano é de curta duração, poderíamos até dizer descartável, após usado algumas vezes. Desconfiar, portanto, dos ultraconservadores, que ainda ensinam "conhecimentos" de antes do século passado como se o mundo não tivesse mudado ou então pararam no tempo, como todo conservador. Será que Taylor, Fayol, Ford, Keynes e outros do passado escreveriam e orientariam a mesma coisa se estivessem vivos hoje? Daí, a necessidade de se aprender a criar conhecimento, e não somente a usar o conhecimento do passado, na tentativa de se tornar apto para triunfar na solução dos problemas atuais, evitando a possibilidade de tornar-se um joguete diante das circunstâncias.

            Espera-se que representantes e ou titulares das micro e pequenas empresas e também microempreendedores individuais, acostumem-se a consultar órgãos como o SEBRAE e outros órgãos de apoio com orientações e suportes práticos gratuitos, nas Secretarias de Desenvolvimento Econômico das prefeituras de diversos municípios, uma iniciativa crescente. Que ao procurar profissionais de apoio direto ou indireto, tomem conhecimento sobre a competência dos mesmos, já que graduação nem sempre significa capacidade. Que se aproximem mais em contatos com entidades bancárias, no caso de necessidade, em conversa sincera e franca, sobre quais as melhores operações financeiras, mesmo porque é de interesse delas, considerando a reciprocidade.  Os saldos médios mantidos em conta corrente podem não ser tão altos individualmente, o que não ocorre no caso de uma grande quantidade de correntistas em condições “sadias”.  Que se façam comparações antes de tomadas de decisões. Enfim, que se instruam. Tudo isso reduz custos e ajuda na competição e na “compartilha” de mercado. 

            É necessário e de grande importância, valorizar o produto nacional, influenciar a mudança de conceitos como consumidores, pensar num futuro próximo a fim de fomentar o emprego no país, pela sobrevivência do amigo, do vizinho e porque não dizer, da própria e dos descendentes. Com os novos incentivos, novas medidas, o Brasil tem sido um modelo para o mundo, abrindo uma possibilidade até para o Micro Empreendedor Individual, e o que se espera é que comece a ser imitado para reverter a posição.

            É a esperança de ver “uma nova globalização”, alguma coisa de mais nobre, e com isso, que os anseios de Confúcio sejam atingidos e a “compartilha” se realize.

Sejamos positivo,vai dar certo!

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Contribuíram para esse artigo os últimos lançamentos do autor: SAÚDE FINANCEIRA – SISTEMAS PRÁTICOS DE CONTROLE, VIVENDO E OBSERVANDO – PEDRADAS QUE AJUDAM e EU OPTEI POR... E MINHA VIDA MUDOU. Via Seven System International Comércio e Sistemas, visualização : www.biblioteca24horas.com