quinta-feira, 1 de maio de 2014

ENSINO E APRENDIZADO NUM MUNDO DE CONCORRÊNCIA






Recursos Humanos - Empreendedores e Funcionários 
 

Veslaine Antônio Silva

Embora as mudanças se verifiquem em tudo, desde o princípio do mundo e quem sabe do próprio universo, hoje, de forma mais acentuada, estamos presenciando as macrotendências econômicas, o extraordinário avanço tecnológico, a velocidade das informações e a constante busca da excelência da qualidade, da Qualidade Total. Isso tem assustado os empreendedores, os executivos e quem sabe em maior escala, os alunos dos cursos profissionalizantes, diante das expectativas futuras. Todavia, não se pode esquecer que essas tendências e todo esse avanço partiram do próprio homem e é ele quem faz a maior ou a menor qualidade.

De nada valem os investimentos em tecnologia se não se investir no homem, no seu adestramento, no preparo de sua competência e em particular no fortalecimento de sua personalidade. Cabe ressaltar, portanto, que o conhecimento deve ser absorvido, não só para atender às necessidades da organização, face à luta descomunal para se concorrer num mundo econômico, mas, acima de tudo, deve ser absorvido para se “viver” com qualidade, num mundo de concorrência.

Na chamada “era do conhecimento”, há poucos lugares para se permanecer escondido. Mais cedo ou mais tarde a incompetência e as irregularidades surgirão e a punição será automática. O conhecimento humano, claramente se observa, está aumentando numa velocidade altamente progressiva. Seguindo esse raciocínio, dois ou três anos depois de formados, quase tudo do que se aprendeu estará obsoleto, em maior ou menor escala, variando de profissão para profissão. Mesmo que os professores ensinem o que há de mais novo em sua especialidade.

As universidades não são mais as "casas do saber", as "catedras” do conhecimento, como muitas se auto classificam. Hoje, o conhecimento humano é de curta duração, poderíamos até dizer descartável, usado poucas vezes e jogado fora, quando não faz mais sentido reutilizá-lo. O importante é aprender a criar conhecimento, e não simplesmente a usar o conhecimento do passado. Aprender a analisar e a raciocinar, para encontrar soluções diante dos novos problemas que surgirão. E mesmo assim, muito do novo aprendizado, não servirá necessariamente para o resto da vida. Daqui a alguns anos, a situação será outra, requerendo nova análise e solução.

Não há dúvida de que o conhecimento em si mesmo é morto, mas, aquele que busca o aprendizado, é vivo. Uma comunidade de indivíduos padronizados, sem originalidade pessoal e sem aspirações pessoais, será uma comunidade inferior, sem possibilidade de desenvolvimento. Isso representa um alerta ao professor que só transfere uma dose de conhecimentos e ao aluno que não se preocupa com as atualizações e ou com o nível da entidade educativa. Aliás, conhecimento não é grau de escolaridade. Há muitos pós-doutores que, na prática, não sabem exercer o título que carregam. Acham que o mundo não mudou ou então pararam no tempo, como todo conservador. Erudição, academicismo, decoreba, pura repetição do passado que perderam o sentido.
 
Não se pode negar que o conhecimento do passado é básico para o presente. Representa uma fonte de referência para novos estudos, para projeção do futuro. Daí, não se pode também assumir uma atitude responsável diante do futuro, sem uma análise dos sucessos e dos fracassos, consequentes dos procedimentos no passado, que representam experiências, conhecimentos adquiridos pelo acúmulo de fatos onde, pela participação, se obteve e recolheu conhecimentos.

As pessoas que não estudam e que não vão à busca de conhecimentos, deixam suas existências limitadas, restringindo ao mínimo suas possibilidades de sucesso nas mais diversas atividades. O conhecimento é a informação analisada, compreendida e incorporada. Sabedoria é o conhecimento submetido ao julgo dos valores, crenças, ética e moral. Sendo assim, a busca do conhecimento complementa a sabedoria e a rapidez do sucesso, consequente da apropriação e manipulação sutil do conhecimento científico e tecnológico, que coloca em evidência a nítida diferença entre países desenvolvidos e países do terceiro mundo. Daí a importância de se questionar professores, para se certificar de que o conhecimento eventualmente transmitido será de fato útil no futuro.

Quando um homem quer partir para um empreendimento ou para uma ascendente carreira profissional, exige-se dele a idoneidade e a competência para que não venha a fracassar. Entretanto, é de grande importância salientar o grau de competência.

Ninguém nega que o valor da educação, assim como de um bom professor, é imprescindível, mas, ainda que se desejem bons professores, devido aos baixos salários e mudanças comportamentais nos dias atuais, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Daí a existência de professores enganadores, que não se atualizam e dão aulas mesmo assim. Não se reciclam, ensinam o mesmo que ensinavam há anos atrás, ensinam as mesmas coisas que eles próprios aprenderam quando estudavam.

É inacreditável que esses profissionais ainda são desvalorizados por muitos. Felizmente, apesar de não remunerados convenientemente, ainda com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho, mesmo diante de alunos desinteressados, em busca apenas de diplomas. O futuro precisará de soluções nunca vistas, de professores criativos e visionários, que criam e mostram como será o mundo de amanhã.

Existe uma diferença muito grande entre professor e mestre. Professor é aquele que ensina para “provões” e/ou para formar profissionais mediante um salário. Entre eles os que ensinam a atuar em setores que nunca atuaram, a fazer o que nunca fizeram. Mestre, na essência da palavra é aquele que ensina para a vida, independente de provões ou de salários. O mestre repassa todo o seu conhecimento. Quando o docente estiver na atividade, seu espírito estará com ele. Isso pode mudar uma sociedade! Daí a importância de estar sempre vinculado aos grandes mestres, na busca do aprendizado e, em consequência, do conhecimento sem o que, de nada valem os certificados.

Nenhum sucesso será permanente, sem as energias que impulsionam os valores do ser humano, para superação dos problemas que surgem no dia a dia na vida profissional e de relação.


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Contribuíram para esse artigo os últimos lançamentos do autor: SAÚDE FINANCEIRA – Sistemas Práticos de Controle, VIVENDO E OBSERVANDO – Pedradas Que Ajudam e EU OPTEI POR... E Minha Vida Mudou. Via Editora Seven System International Comércio e Sistemas – www.biblioteca24horas.com