Tranquilidade físico-mental, financeira e espiritual.
Veslaine Antônio Silva
Buscando
restaurar a sanidade e a ordem, quem sabe em toda a terra, Confúcio, nascido em
552 a.C. já teria dito:
“Os grandes antigos, quando queriam revelar e
propagar as mais altas virtudes, punham seus Estados em ordem. Antes de porem
seus Estados em ordem, punham em ordem suas famílias. Antes de porem em ordem
suas famílias, punham em ordem a si próprios. Antes de porem em ordem a si próprios,
aperfeiçoavam suas almas. Antes de aperfeiçoarem suas almas, procuravam ser
sinceros em seus pensamentos e ampliavam ao máximo os seus conhecimentos. Essa
ampliação dos conhecimentos decorre da investigação das coisas ou de vê-las
como elas são. Quando as coisas são assim investigadas, o conhecimento se torna
completo. Quando os pensamentos são sinceros, a alma se torna perfeita, o homem
está em ordem, sua família também fica em ordem. Quando a família está em
ordem, o Estado que ele dirige também pode cair na ordem. E quando os Estados
caem na ordem, o mundo inteiro goza de paz e felicidade”.
Teoricamente,
já naquela época, há mais de dois mil e quinhentos anos antes do terceiro
milênio, essa manifestação não seria, ou pelo menos deveria ser, o prenúncio de
uma real globalização?
Segundo
pesquisadores, Já foi dito no século passado, que o próximo século deveria
apresentar um ambiente social maravilhoso, diferente, onde as pessoas viveriam
e fariam negócios, sem abusos na comercialização. Dentro desse otimismo,
acredita-se que as pessoas do mundo todo terão a chance de obter educação,
saúde e condições para comandar a própria vida de forma responsável. Que os
governos limitarão, relutantemente, as tarefas que só eles podem realizar. Que
a tecnologia cumprirá a sua promessa de oferecer os meios para aliviar a vida
profissional e social das pessoas. Que a conversão religiosa, no melhor sentido
possível, ocorrerá na terra, fornecendo as bases para uma paz e um entendimento
verdadeiro.
Como
a porta desse novo século já se abriu há mais de uma dezena de anos, essa
esperada mudança está ocorrendo?
A
onipotência, a onisciência e a onipresença das máquinas cansam a alma e
elevam-na, como reação, às atitudes místicas de consoladoras fantasias. A ciência afasta-se mais e mais da religião,
para no fim cair no mistério e na fé. A física quântica fala da “partícula
Divina”. Não somos seres humanos passando por uma experiência espiritual. Somos
seres espirituais, vivenciando uma experiência humana. O que o ser humano leva
dessa vida é a vida que ele leva.
E
a tão falada “Responsabilidade Social” vem ocorrendo e contribuindo para isso?
Sem sombra de dúvida, segundo observadores, nestes últimos séculos tem-se investido
intensamente no mundo da
matéria, e os frutos são notáveis, sintetizados na tecnociência maravilhosa que dispomos. A
grande tragédia, entretanto é que não houve praticamente investimento
significativo, no mundo da
subjetividade espiritual,
da ética e da consciência. O resultado se encontra
nos noticiários tristes de cada
dia. Escaladas de violência, guerras infindáveis, exclusão desumana
de uma maioria que morre de fome, extinção em massa de espécies,
colisão do ser humano com a natureza e todo tipo de
aplicações irresponsáveis da tecnologia.
Temos
que concordar que, não existe liberdade mental nem espiritual sem responsabilidade
financeira, sem sólida competência para ganhar a subsistência. É por isso que
também, a ciência das finanças deveria ser ensinada nas escolas, nas fábricas,
nas lojas. Igualmente, Não existe vida doméstica confortável e tranquila, sem
garantia de renda regular, ampla e honrosa. É por isso que a ciência das
finanças deveria ser incluída como um dos assuntos importantes em todos os
lares e até mesmo nas igrejas, não como instrumento materialista, mas de
tranquilidade. Entretanto, é incontável o número de extrema carência, física,
mental, psicológica e em consequência, de tranquilidade espiritual em todo o
mundo.
Antigamente, a importância maior dos indicadores,
eram os financeiros, suficientes para mostrar a tendência das empresas com
maior eficiência. No entanto, nos dias atuais, com o atual ritmo econômico
mundial, somente os indicadores financeiros não são mais eficientes, principalmente
quando se utiliza tais informações para se obter maior lucro possível em curto
prazo, sacrificando os resultados e a sobrevivência das empresas e
consequentemente os seres humanos ligados a elas direta ou indiretamente. O
Indicador “Financeiro” coloca em evidência o valor agregado e o retorno do
investimento. Agora com maior ênfase, também são de importância, os seguintes
indicadores: a “Clientela”, que salienta o grau de qualidade que gera satisfação, retenção, mercado e participação.
Os “Processos Internos”, voltados para a qualidade, fortemente desconsiderada
no mercado com uma infinidade de produtos desqualificados, escandalosamente
colocados à venda, sejam nacionais, sejam importados e o “Grau de Satisfação”
dos colaboradores que indiretamente são sócios nos empreendimentos. Todavia,
são explorados ao máximo.
A importância da Responsabilidade Social, seja do
grande empresário, seja do micro e médio empresário, seja até mesmo do micro empreendedor
individual e também do empregado, está na busca de conhecimentos dos mais
variados e em consequência, a tranquilidade que se atingirá com o grau de
espiritualidade em paralelo ao comportamento. A vida não dá nem empresta; não se comove nem se apieda. Tudo
quanto ela faz é retribuir e transferir
aquilo que nós lhe oferecemos. Isso é válido para a pessoa física, mas, também
para a pessoa jurídica, ou seja: as empresas de um modo geral.
Para
conseguir uma “pequena fortuna”: três operações naturais e simples ajudam e
muito: saber para onde vai todo o dinheiro, saber para onde deveria ir e
certificar-se de que ele vá para onde deve ir. Não é raro encontrar empresários
e indivíduos que estão à beira da falência, mas incitados por motivos banais ou
por interesse de outra ordem, simulando despreocupações, permitindo-se até
mesmo esbanjamentos para dar a impressão de que seus bens estão florescendo. Uma
vaidade inoperante, também destruidora num lento processo. O uso de forma
vangloriosa, que o homem vem fazendo da ciência, da tecnologia, do dinheiro,
julgando que tudo está sob controle pode ser enquadrado como consequência
positiva da chamada globalização? Não, não é isso que acontece, que se sente
diante da realidade.
A mostra de descontentamento que durante um tempo ficou silenciada, agora
voltou intensificada por parte do ser humano de um modo geral. Os
povos estão se despertando do entorpecimento, cada vez mais conscientes da
realidade em que vivem, que a cada dia se torna mais transparente e clara. Em
todo lugar, mesmo no mundo dito civilizado, o ser humano, mero pagador de
impostos, é explorado ao máximo para receber o mínimo em troca. Em face disso,
está se organizando, manifestando seu poder inato e exigindo reformas concretas
contra a administração incompetente, o mau uso de verbas públicas, a corrupção
disseminada e o descaso com os problemas básicos, ou seja, um senso de
indignação generalizado, excessivamente tolerado.
De outro lado, felizmente, também no cenário
mundial contemporâneo, percebe-se o processar de inúmeras transformações de
ordem económica, política, social e cultural que, por sua vez, se adaptam aos
novos modelos de relações entre instituições e mercados, organizações e
sociedade. No âmbito das actuais tendências de relacionamento, verifica-se a
aproximação dos interesses das organizações e os da sociedade, resultando em
esforços múltiplos para o cumprimento de objetivos compartilhados e com isso a
esperançosa “Responsabilidade Social”. Será o Apocalipse?
Apocalipse,
etimologicamente do grego “apokálypsis”, significa revelação, formada
por "apo" = tirado de, e "kalumna" = véu.
O
Apocalipse fora escrito com o propósito de confortar e encorajar a
igreja do seu tempo em face da extrema perseguição aos cristãos, no período político
compreendido entre o reinado de Nero,
e a destruição de Jerusalém. Comparativamente é a semelhança do mundo político e
social que hoje estamos vivendo. Pode-se dizer que “Juízo final”,
“fim do mundo” é um mito, e, positivamente pensando, será o final da insensatez
humana. Com esse pensamento, “Apocalipse” passa a ser essencialmente a
esperança, quando a sociedade será impactada para aceitar um "novo
mundo", onde as diferenças serão postas de lado e o bem comum será alcançado
através da “Paz Global”.
Contribuíram para esse
artigo os últimos lançamentos do autor, via Editora Biblioteca 24 horas, os
livros: SAÚDE FINANCEIRA – SISTEMAS PRÁTICOS DE CONTROLE, VIVENDO E OBSERVANDO
– PEDRADAS QUE AJUDAM e EU OPTEI POR... E MINHA VIDA MUDOU. Editora Biblioteca
24 horas.

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