domingo, 28 de janeiro de 2018

1 - FORMAÇÃO PROFISSIONAL - SISTEMA DE CUSTO (ASSISTENTE/ANALISTA)

CUSTOS


1 - TERMINOLOGIA USUAL







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SEM SABER O CUSTO EXATO DO SEU PRODUTO, 
VOCÊ NÃO PODE ESTABELECER UM 
PREÇO CORRETO.

E SEM UM PREÇO CORRETO VOCÊ FICA 
SEM CONDIÇÕES DE CONCORRER NO 
MERCADO, TRABALHANDO NO 
“ESCURO”, COM O RISCO DE
ACABAR ENCERRANDO 
SUAS ATIVIDADES.

É O QUE ACONTECE COM GRANDE NÚMERO DAS MICROS E PEQUENAS EMPRESAS NO BRASIL.
VOCÊ VERA COMO CALCULAR O CUSTO E 
PODER MANIPULAR O PREÇO, PARA 
CONCORRER, BAIXANDO-O, SEM 
PERDER A MARGEM DE 
LUCRO PRETENDIDA.

INDEPENDENTE DO PORTE
DE SUA EMPRESA!!!

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CENTROS DE CUSTO

São os diversos setores da empresa, aos quais serão alocados os custos segundo um processo de rateio. Isso permitirá tomar conhecimento do custo de cada setor, que permitirá também calcular o custo do produto, quando da passagem pelo setor. Tem empresas grandes que tem um grande número de setores tais como, Diretoria, gerência, compras, vendas, almoxarifado, tornearia, ferramentaria, etc. Tem empresas pequenas que tem, pode-se dizer, apenas dois setores tais como: setor administrativo e setor produtivo e muitas vezes o próprio dono acumula as funções nos dois setores.

CENTRO DE CUSTO FINANCEIRO

Tem empresa que acha por bem criar um centro indireto de custo para despesas financeiras, neutro aos demais setores, por considerar sua importância, ao se analisar o grau de influência dos custos financeiros no custo do produto, de forma destacada.

CENTROS DIRETOS

São os setores relacionados com a atividade operacional da empresa. Numa indústria, são os setores da área fabril. Num comércio, os setores relacionados diretamente com a comercialização revenda dos produtos.

CENTROS INDIRETOS

São os setores relacionados com despesas vinculadas às atividades não operacionais ou fabris. Exemplo: setores administrativos

CENTROS DE RECEITAS

São os centros geradores de receitas

CONTRIBUIÇÃO MARGINAL OU LUCRO VARIÁVEL

È igual às vendas menos custos variáveis.

CUSTOS DIRETOS E INDIRETOS

Existe ainda o conceito de custos diretos e indiretos.  Exemplos: o operário que trabalha diretamente na fabricação do produto, na linha de produção é uma mão de obra direta, totalmente variável já o líder de uma equipe de operários é uma mão de obra indireta, na sua maioria invariável já que aumentando ou não a equipe de operários ele continua.

CUSTO – DESPESA - PAGAMENTO

Custo é o consumo de valores para determinados fins, o que vem diferenciá-lo de pagamento ou despesas. Despende-se dinheiro, adquirindo bens e fazendo despesas. Entretanto, não é a aquisição ou o pagamento que constitui o custo, mas, o consumo, ato que transforma despesas em custo. Daí, despesa e custo não são sinônimos.  Custo representa as múltiplas aplicações de bens e/ou serviços, para obtenção de um bem de uso ou de troca.

Para se determinar um “custo”, torna-se necessário o agrupamento de uma série de fatores que integram sua estrutura tais como, no caso de uma empresa insustrial:

Matéria prima
Material de embalagem;
Mão de obra direta;
Mão de obra indireta;
Despesas industriais fixas;
Despesas industriais variáveis;
Despesas financeiras;
Despesas tributárias;
Despesas de vendas;
Despesas de distribuição;
Etc.

Com o agrupamento dessas despesas, tem-se o custo devidamente apropriado que será rateado aos diversos setores, em bases proporcionais e que acumulado se chegará ao custo final do produto, básico para uma eficiente política de preço.

CUSTO FIXO, VARIÁVEL, E SEMI-VARIÁVEL - CLASSIFICAÇÃO.

Várias são as formas utilizadas para classificação das despesas e/ou custos fixos, variáveis e semi-variáveis. Depende de um consenso lógico e discutível variando de um ramo de atividade para o outro. Entendendo a essência, da forma como está se fazendo, não será difícil para um analista definir e/ou classificar. Se a empresa dispõe de balancetes mensais, devidamente auditados, indispensáveis para uma eficiente administração, as informações são extraídas das Demonstrações de Resultados. Caso não disponha dos balancetes, as informações serão levantadas de forma extra-contábil, na certeza de que são exatas.  

DESPESAS E CUSTOS NÃO OPERACIONAIS

São aquelas não decorrentes da atividade principal da empresa. Exemplo: juros pagos na utilização de capital de terceiros

DESPESAS E CUSTOS OPERACIONAIS

São aqueles decorrentes da atividade principal da empresa, para a qual ela foi constituída. Exemplo: mão de obra direta ou indireta, matérias-primas, energia elétrica, etc.

DESPESAS E CUSTOS FIXOS

São despesas e/ou custos que independentemente do ritmo da produção e/ou das vendas, elas permanecem ou não se alteram por um razoável período de tempo. Se houver alterações, elas não chegam a ser significativas ao ponto de modificar o conceito. Exemplo: Aluguel do Imóvel. Produzindo e/ou vendendo-se mais ou menos, o valor do aluguel do imóvel permanece. Mesmo que não se produza nada ou se venda nada, o valor do aluguel deve ser pago.

DESPESAS E CUSTOS VARIÁVEIS

São despesas e/ou custos que se alteram de acordo com o ritmo da produção. Exemplo: Matérias-primas.  Aumentando-se a produção, na mesma proporção aumenta-se a quantidade de matérias-primas.

DESPESAS E CUSTOS SEMI-VARIÁVEIS

São despesas e/ou custos em que parte é fixa e parte é variável. Exemplo: Energia Elétrica. Se a fábrica estiver operando, os maquinários consomem energia elétrica e não operando, o gasto com energia elétrica é nulo. Já na área administrativa, nos escritórios, independente do ritmo da produção, consome-se energia elétrica tais como lâmpadas, calculadora, computadores, etc.

LUCRO VARIÁVEL OU CONTRIBUIÇÃO MARGINAL

É igual às vendas menos custos variáveis.

ORDEM DE FABRICAÇÃO

Formulário para anotações e apontamentos de trabalhos sob encomenda, não de produção em série (projeto e fabricação de um equipamento) para posterior cálculo do custo. Exemplo: uma oficina de tornearia.

ORDEM DE SERVIÇO

Formulários para anotações e apontamentos no caso de prestação serviços.  Exemplo: uma oficina mecânica de automóveis

PONTO DE EQUILÍBRIO DIANTE DAS VENDAS

É o valor a partir do qual, no volume das vendas, a empresa passa a operar com lucro. Abaixo dele, a empresa está operando com prejuízo.

Quanto menor o percentual do Ponto de Equilíbrio com relação às vendas, a empresa estará operando com lucro numa maior velocidade. Fazendo uma análise mensal, considerando-se a média dos três últimos meses, e se esse percentual estiver aumentando sistematicamente, é bom tomar cuidado.

Dividindo-se o ponto de equilíbrio pelo número de dias úteis de trabalho, tem-se em média o ponto de equilíbrio no dia, ou seja, pode-se saber se em determinado dia, se a empresa trabalhou com lucro ou com prejuízo.



PONTO DE EQUILÍBRIO NAS VENDAS =  


CUSTOS FIXOS
--------------------------------------------------------
CONTRIBUIÇÃO MARGINAL / VENDAS


PONTO DE EQUILÍBRIO NA QUANTIDADE =

PONTO DE EQUILÍBRIO NAS VENDAS
--------------------------------------------------------
PREÇO


RATEIO

É a distribuição das diversas despesas aos diversos centros de custo de acordo com vários critérios. As bases de rateio serão aquelas previamente estudadas pelo pessoal técnico e administrativo. Por exemplo: o total das despesas relacionadas com salários e encargos será rateado de acordo com a folha de pagamento do pessoal alocado a cada centro. Depreciação será rateada com base nas máquinas e equipamentos de cada centro. Despesas com alimentação serão rateadas na proporção do número de empregados de cada centro. Despesas com aluguel serão rateadas na proporção da metragem quadrada de cada setor. Portando para o rateio usa se o bom senso, adotando o critério mais racional possível, adequado ao ramo de atividade. A importância do rigor na determinação das bases de rateio está no fato de que eles devem ser fixos, para serem aplicados de uma forma similar em todos os demonstrativos periódicos, de um mesmo exercício, salvo casos específicos, devidamente justificados e anotados para que as análises não fiquem distorcidas.  A somatória vertical dos valores rateados fornece o custo de cada setor, seja ele centro direto ou indireto.

RECEITAS NÃO OPERACIONAIS

Receitas não operacionais são conseqüência de outras atividades, diferentes da atividade principal. Exemplo: juros obtidos com aplicação dos excedentes de caixa, no mercado financeiro, aluguel de algum imóvel de propriedade da empresa, etc. Não tem nada a ver com a atividade principal da empresa.

RECEITAS OPERACIONAIS

Receitas operacionais são conseqüentes da atividade principal da empresa. Exemplo fabricação e venda de produtos.

VENDAS/RECEITAS

As vendas denominadas também Receitas, são necessárias para cálculo do Ponto de Equilíbrio e são classificadas sempre como variáveis, ou seja: pode-se não vender nada, como se pode atingir um certo volume de vendas. Havendo interesse podem-se separar as vendas por tipo de produto, por área de venda, etc. 

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SEQUÊNCIA :


MODELOS PRÁTICOS DE SISTEMAS DE CUSTO

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