Não se deixe
influenciar!
Veslaine Antônio
Silva
Estando
em ritmo de crescimento, não se deve ignorar quando os noticiários anunciam
crises de ordem econômico-financeiras, até mesmo para se cuidar e evitar
decisões de investimentos que podem aguardar. Procure produzir melhores
produtos e serviços. Explore suas idéias.
O problema é quando vem os pessimistas que não mudam de assunto,
julgam-se “experts”, dramatizam exageradamente e tentam desestimular os que
querem trabalhar. Quando isso ocorrer, lembre-se da vítima que adotou as medidas
sugeridas por um “entendedor” e não
faça o mesmo. Veja abaixo resumo, adaptação
e arranjos baseada numa publicação de G. Kingsley Ward (Editora Record)
Trata-se
de um senhor acima da meia idade que trabalhava com um ponto de venda de
cachorro-quente numa região agrícola da periferia de uma grande cidade. De uma
forma natural, ele sabia fazer o negócio render! Pessoas residentes em locais
distantes falavam dos deliciosos cachorros-quentes do simpático velhinho. Já
visualizavam os cartazes que anunciavam “o melhor cachorro quente do país” e em
volta do carro-restaurante na beira da estrada, estava sempre um aglomerado de
pessoas para experimentá-lo. Do lado de fora, ele dava boas vindas, convidava
todos para entrarem, distribuindo sorrisos e jovialidade e enfatizava: “Peçam
mais de um porque são realmente deliciosos.” E o pessoal se deliciava com as belas
salsichas e pães fresquíssimos somados ao suculento molho, mostarda picante,
cebola no ponto exato, além do excelente atendimento por atendentes super
atenciosos e sorridentes. Todos saiam estalando a língua e dizendo: “Nunca
pensei que um simples cachorro-quente pudesse ser tão gostoso!” Na medida em
que se afastavam, o velho fazia acenos e dizia “Por favor voltem mais vezes. Eu
preciso do negócio assim como esses jovens que trabalham comigo também precisam
para terminar a faculdade”. Com essa qualidade e atendimento, as pessoas vinham
novamente em quantidade cada vez maior.
Num determinado dia o
filho mais velho, que voltava de uma
famosa universidade onde fez mestrado em Administração de Empresas e defendeu
tese doutorado em Economia, observando a pequena empresa do pai e a forma
de atendimento diz aparentemente irritado, em face de seus conhecimentos: “Que
isso meu pai? o senhor não tem visto os noticiários? Não sabe da recessão que estamos passando? O senhor precisa cortar
despesas! Livrar-se de gastos com publicidade e cartazes. Reduza custos com a
mão de obra diminuindo a equipe de seis para três empregados. O senhor mesmo
pode cozinhar ao invés de perder tempo do lado de fora. Procure fornecedores de
pães e salsichas com preços menores. Faça o mesmo com a mostarda e o molho.
Dispense a cebola, cachorro-quente é coisa simples. Com essas medidas, o senhor
vai poder enfrentar a crise. Muitos comerciantes Já fecharam as
portas!”. Tive a sorte de chegar a tempo
de orientá-lo.
O pai, agradecendo e, conhecendo a “inteligência do filho”, com “todos aqueles títulos”, em nenhum momento duvidou dos seus “sábios conselhos”. Os cartazes deixaram de ser repostos. Passou a cozinhar manipulando artigos baratos e mantendo apenas uma atendente, gerando esperas.
Alguns
meses depois, o filho, preocupado, volta a encontrar o pai e perguntou-lhe:
está conseguindo superar a situação? O pai, vendo o pátio vazio, na estrada os
carros passando direto e o barulho da caixa registradora que raramente se
ouvia, vira-se para o filho e diz; “É
meu filho, você estava certíssimo! Estamos numa crise violenta!”
“Conhecimento”
e “sabedoria” não são sinônimos!
Concluindo: Por mais
conhecimentos e certificados que se tenham, é necessário estar ciente de que se
tem muito por aprender. O aprendizado na escola da vida e no
desenvolvimento dos anos, apesar de não oferecem diplomas, superam ou até mesmo
eliminam muitos problemas. Claro que o conhecimento gerado no ambiente estudantil é de grande importância, mas não se pode menosprezar os aprendizados da vida. O ideal é a soma, a sinergia, mas isso nem sempre é possível.
Reflitam sobre essa história!
Um abraço a todos e até a próxima.

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