Veslaine Antônio Silva
Diante da atual
situação mundial, em clima borbulhante de inovações, da incrível velocidade das
informações, da brutal concorrência, quando as organizações de um modo geral, para
sobreviverem se defrontam de todas as maneiras para a conquista de uma parcela
ou de um mercado maior e extrair dele, o lucro, a compensação pelo capital
investido, os reflexos psicológicos tornam-se evidentes e o “senhor
empresário”, debate-se incessantemente contra o estigma de incertezas e riscos,
responsabilizando o “senhor executivo” pelos resultados.
Nem sempre a promoção de um executivo a um cargo mais elevado, mesmo com um salário astronômico, traz o retorno esperado pelo capital investido. É bem possível ou quase certo que este poderá vir mais rápido e mais sólido, se o investimento maior acontecer no “ser humano” dentro da organização.
Segundo a Ciência
Logosófica (http://www.logosofia.org.br), os problemas sociais, na maioria das
vezes, deixam de ser resolvidos, porque se carece de valor e hombridade para se
encarar e adotar as soluções necessárias. Três tendências especulativas dos
seres humanos e em particular das organizações, impedem o avanço na busca da
excelência do comportamento social e suas conseqüências favoráveis, chocando-se
com os bons propósitos. São eles: o interesse particular, o prazer sem medida e
a ambição egoísta, diferente da ambição racional de progresso. Com a existência
dessas tendências negativas nenhum processo de socialização poderá ser mantido.
É imprescindível, um trabalho de conscientização, levando em consideração que
cada um, é importante como parte integrante de um sistema de interdependências,
voltado para o objetivo de melhoramento constante, ao ponto de tornar-se uma
cultura dentro da organização.
Segundo
Murphy,a grande maioria dos homens não esconde sua fragilidade nos momentos de
dificuldade e pede ajuda. Mas um
executivo, aparentemente, não mostra fraqueza nunca. Convencionou-se que um
executivo tem que ser um homem forte, corajoso, ousado, firme, seguro, sem o
que, o sucesso teoricamente não será alcançado. Talvez esteja aí, o ponto-chave
da questão. Os problemas começam a acontecer quando o executivo se esquece de
que não é um super-homem, quando é difícil externar sua fraqueza e não é capaz
de identificar alguém ou alguma coisa que funcione como “válvula de escape”
para desabafar seus tormentos e aflições. Em casa, com a família, não pode,
porque pode provocar insegurança na mulher e nos filhos, que não são capazes de
entendê-lo; com amigos, vem a preocupação de ser visto por baixo. Tem medo das
férias como tem medo do inferno preocupado com a possibilidade de sua ausência
não ser sentida. Assim, o executivo vai excluindo as possibilidades de ajuda
até que se vê na mais absoluta solidão. Não busca terapia por preconceito e
acaba derrotado, num estado de estresse e de depressão.
Sem
a capacitação pessoal para enfrentar a vida, sem o preparo para encarar e
vencer as resistências do ambiente em que cada um deve atuar, o profissional
pode chegar a tal estado de inferioridade de condições que finalmente terminará
vencido, decepcionado e mergulhado na impotência e no desespero. Para os
indivíduos inseridos nesse contexto, não haverá qualidade de vida e a
conseqüência no desenvolvimento operacional nas diversas áreas será negativa,
devido ao menosprezo da importância de uma decente socialização a partir do
topo da pirâmide.
Na ascensão, o executivo não deve
abandonar sua primeira ocupação sem primeira saber com certeza o que a nova lhe
oferecerá. Para aqueles que se encontram no topo das pirâmides organizacionais
e priorizam a empresa esquecendo-se da vida, os próximos passos serão de queda!
Pense nisso e uma boa semana!
