05. INDICADORES FINANCEIROS INICIAIS
CONTEÚDO DO CURSO:
ABORDAGENS PRÁTICAS
01. ESTRUTURA FINANCEIRA DA EMPRESA
02. CONTABILIDADE EMPRESARIAL
03. ANÁLISE VERTICAL E HORIZONTAL
04. CAPITAL DE GIRO (FONTES E APLICAÇÃO DE RECURSOS)
05. INDICADORES FINANCEIROS INICIAIS
06. CICLO OPERACIONAL, FINANCEIRO E DE CAIXA
07.ALAVANCAGEM FINANCEIRA, OPERACIONAL E COMBINADA
08. CONCESSÃO DE CRÉDITOS
9. VIABILIDADE E CONVENIÊNCIA ECONÔMICA
10. COMPETIÇÃO MERCADOLÓGICA COM BASE
NO PONTO DE EQUILÍBRIO
11 - GRAU DE GARANTIA DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO OU GRAU DE PRESSÃO DOS CREDORES
12 - INVESTIMENTOS NA ATIVIDADE OPERACIONAL
- INDICADORES FINANCEIROS -
13 - EXPECTATIVA DE LUCROS E TAXAS DE RETORNO
14 - GRAU DE APLICAÇÃO DE RECURSOS NA ATIVIDADE OPERACIONAL
13 - EXPECTATIVA DE LUCROS E TAXAS DE RETORNO
14 - GRAU DE APLICAÇÃO DE RECURSOS NA ATIVIDADE OPERACIONAL
15 - FLUGRAMA DE CAIXA
OS VALORES SÃO REFERENTES A TRÊS PERÍODOS. COMO CALCULAR?
1º - Divide-se o valor do segundo
período pelo valor do primeiro.
2º - Divide-se o valor do terceiro
período pelo valor do segundo.
3º - Divide-se o valor do terceiro
período pelo valor do primeiro.
O QUE PASSAR DE 1,0 É O QUANTO
AUMENTOU.
O QUE FALTAR PARA 1,0 É O QUANTO
DIMINUIU (%).
Que preocupações trazem os
altos investimentos em ativos Fixos?
No período como um todo o aumento dos recursos
próprios, representados pelo Patrimônio Líquido foi de 90% enquanto que as
aquisições de Ativos Fixos (Imobilizado) aumentaram em 192%. Esse comportamento
já vinha acontecendo do 1º para o 2º período com um aumento do Patrimônio
Líquido de 21% para o aumento na imobilização de 46%, assim como do 2º para o
3º onde as compras de Ativos Fixos cresceram 99% para um aumento no Patrimônio
Líquido de apenas 57%.
Diferente do Capital de Giro operacional, temos
aqui salientado o Capital de Giro Próprio. No primeiro exercício 74% do
dinheiro do proprietário ou sócios, investidos na empresa (PL), foram
utilizados na compras de Bens Patrimoniais (Ativos Fixos, Imobilizado) restando
26% de Capital de Giro próprio. No segundo exercício, as aplicações em Ativos Fixos foram de
90% deixando-se 10% a título de Capital de Giro Próprio. No último período,
todo o Patrimônio Líquido (100%) e mais 14% foram utilizados para imobilização,
ou seja, 14% já se referem à Capital de Terceiros, que se não for bem
manipulado, pode consumir o lucro do empreendimento.
Normalmente, em situações como essa, se os recursos
para compra dos bens não forem de longo prazo e ainda, se não houver um forte
aquecimento nas vendas, a empresa poderá passar por sérias dificuldades.
As vendas ou receitas operacionais justificam os investimentos em Ativos Fixos?
O aumento do Imobilizado na empresa foi de 192%,
para um aumento nas Vendas de apenas 95%. A situação do 1º para o 2º período
estava mais equilibrada, com um aumento nas vendas de 44% para um aumento nas
Imobilizações de 44%. O mesmo não aconteceu do 2º para o 3º, período quando as
compras de Ativos Fixos cresceram 99% para um crescimento nas Vendas de apenas
35%. As Vendas no primeiro exercício foram 3,72 vezes superiores ao valor do
Imobilizado, com uma queda insignificante no segundo exercício, ou seja: 3,66
vezes. Já no terceiro exercício, contando com um imobilizado bem maior, a
vendas superaram apenas 2,48 vezes.
Vê-se que o giro do imobilizado com relação às
Vendas caiu, com um crescimento do imobilizado inversamente proporcional ao
aumento das vendas. Já é um motivo para queda no Capital de Giro da empresa, e
mais ainda, se para a compra dos bens foram utilizados recursos do Circulante.
Em situações semelhantes, é necessário aquecer
fortemente as vendas, analisar muito bem antes de novas imobilizações, com
outros tipos de operações e vender Ativos Fixos ociosos se houver.
Qual a capacidade da empresa para liquidar seus compromissos a curto prazo?
O Ativo Circulante e o Passivo circulante são os
grupos de contas que estão diretamente ligados ao Capital de Giro da empresa. O
primeiro menos o segundo mostra o valor do capital de giro na data do
levantamento do balanço ou balancete. O primeiro dividido pelo segundo, mostra
a capacidade de pagamento de forma percentual ou em forma de índice.
No período como um todo, enquanto que os bens e
direitos a curto prazo da empresa (Ativo Circulante) aumentaram 59% as
obrigações aumentaram 109%. Isso já vinha acontecendo antes: do primeiro para o
segundo período as obrigações aumentaram 8% diante dos bens e direitos que
diminuíram 11%. Do segundo para o terceiro período, a situação não foi muito
diferente: O Ativo circulante aumentou 78% contra um aumento de compromissos de
94%. No 1º exercício, o melhor deles, a capacidade de pagamento da empresa era
de 127% ou seja; para cada $1,00 de dívidas a curto prazo, a empresa dispunha
de $1,27, contando com dinheiro em caixa e bancos, valores a receber e
estoques. No 2º exercício, essa
capacidade caiu para 105% ou $1,05 para cada $1,00 de dívidas a curto prazo. No
último exercício, o Ativo Circulante já não dava mais para cobrir os
compromissos, ou seja: para cada $1,00 de dívidas ela dispunha de apenas $0,96,
configurando utilização de Capital de Terceiros.
Qual a capacidade da empresa para liquidar seus compromissos totais?
Aqui também se mede a capacidade
econômico-financeira da empresa para liquidar os compromissos. Entretanto, são
consideradas também, as operações a longo prazo, ou seja, não afeta diretamente
o Capital de Giro onde se envolve somente os Circulantes.
No caso, os compromissos totais da empresa
cresceram 138% contra um crescimento dos bens e direitos a curto e longo prazos
de 63%. Essa tendência de desequilíbrio
já aconteceu do primeiro para o segundo período com uma redução de 11% dos bens
e direitos para um crescimento de 5% das obrigações assim como do segundo para
o terceiro onde os bens e direitos a curto e longo prazos aumentaram 83% e as
obrigações também totais, 138%.
No 1º exercício, a capacidade de pagamento da
empresa era de 118% ou seja: pagava 100% das dívidas e ainda sobrava 18%. No 2º
exercício essa capacidade caiu para 99% e no 3º caiu mais ainda para 81% o que equivale
dizer que neste terceiro exercício, para cada $1,00 de dívidas a curto e longo
prazo, a empresa dispunha de $0,99.
COMPARANDO:

Novamente: Estaria a empresa se utilizando de recursos financeiros a longo prazo, na aquisição
de Ativos Fixos, diante da expectativa de vendas
e em benefício do Capita de Giro?
É quase certo que, até esta fase da análise, a
empresa não esteja utilizando de recursos a longo prazo. Eventualmente para a
compra dos Ativos Fixos (Imobilizado).
Observa-se que os últimos índices onde se consideram também as operações
de longo prazo, são bem semelhantes aos índices que levam em conta somente os
circulantes. Se a empresa tivesse usado dos recursos a longo prazo, os valores
sairiam do circulante passando para o longo prazo apresentando, índices
anteriores maiores, em benefício do Capital de Giro.
Pode se dizer então nesse caso, que uma empresa, mesmo
com um alto grau de imobilização, com perspectivas de mercado futuro, apresentando
um bom capital de giro na análise dos circulantes, mas, com um índice de
solvência geral baixo, identifica que os Ativos fixos foram adquiridos através
de financiamentos a longo prazo, permitindo uma amortização mais lenta, o que
não está acontecendo nessa análise.
A empresa tem se resguardado com uma certa reserva financeira imediata, no Fluxo de Caixa, para emergências e/ou para fins de reciprocidade
junto às instituições financeiras?
Na data
do encerramento dos exercícios, para cada $1,00 de dívidas a curto prazo, e
empresa contava em Caixa e Bancos, $0,06 no primeir período, $0,15 no segundo
e $0,07 no terceiro.
NA ANÁLISE DESSE ÍNDICE DEVEM-SE CONSIDERAR DOIS ASPECTOS: 1º, SE SÃO
ALTOS E/OU CRESCENTES, DEMONSTRAM QUE A EMPRESA ESTÁ DEIXANDO DINHEIRO PARADO,
QUANDO PODERIA OBTER RECEITAS FINANCEIRAS COM APLICAÇÕES NO MERCADO FINANCEIRO
OU POR EXEMPLO, ENTRE OUTROS, COM PAGAMENTO ANTECIPADOS DE TÍTULOS, EM COMPRAS
A VISTA, MEDIANTE DESCONTOS VANTAJOSO. 2º SE FOREM DEMASIADAMENTE BAIXOS, NÃO
ESTÁ HAVENDO RECIPROCIDADE JUNTO ÀS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS, MANTENDO UM SALDO
MÉDIO MUITO BAIXO. ISTO SIGNIFICA QUE, NUM MOMENTO DE DEFICIÊNCIA DE CAIXA,
NECESSITANDO DE UM APOIO (EX.: UM DESCONTO DE DUPLICATAS), NATURALMENTE A
RECEPTIVIDADE SERÁ MELHOR PARA O CLIENTE DE MAIOR RECIPROCIDADE
Na
data
Aqui
não se pode dizer a mesma coisa. Há um desequilíbrio entre as compras e as necessidades de produção principalmente
no último período. Uma diferença de 11,
9 e 20 dias.
Continua!!!
06. CICLO OPERACIONAL, FINANCEIRO
E DE CAIXA















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