quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

19/19 FORMAÇÃO PROFISSIONAL - PLANEJAMENTO FINANCEIRO/ORÇAMENTÁRIO E ANÁLISE

19 - MODELO DE ANÁLISES E CONCLUSÕES 




COMPOSIÇÃO DE UM PLANO ORÇAMENTÁRIO                                    EMPRESARIAL

  1  -  Fases de um plano Orçamentário
  2  -  Orçamento de Vendas
  3  -  Orçamento da Produção Necessária 
  4  -  Orçamento da Matéria-prima Necessária
  5  -  Orçamento de Compra de Matérias-primas
  6  -  Orçamento da Mão de Obra Direta
  7  -  Orçamento de Despesas Gerais de Escritório
  8  -  Orçamento de Despesas Indiretas da Fábrica
  9  -  Orçamento do Estoque Inicial e Final
10  -  Orçamento do Custo dos Produtos Vendidos
11  -  Orçamento de Despesas com Vendas, Promoção e 
         Transporte  
12  -  Orçamento de Despesas Administrativas
13  -  Orçamento de Outras Receitas
14  -  Orçamento da Demonstração de Resultados
15  -  Orçamento de Lucros Retidos
16  -  Orçamento de Apropriação de Capital
17  -  Orçamento do Fluxo de Caixa
18  -  Cálculo das Variações para Tomadas e   Controles
19  -  Modelo de análises e conclusões.


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ANÁLISE VERTICAL E HORIZONTAL DOS RESULTADOS
E DISTRIBUIÇÃ ORÇADO X REALIZADO

CONTAS
ORÇADO
REALIZADO
VARIAÇÃO

VALOR
VT%
HT%
VALOR
VT%
HT%
VALOR
%
ORÇAMENTO DA DEMONSTR. DE RESULTADOS
- VENDAS
9.314
100,0
100
9.254
100,0
99,4
(60)
0,6
- CUSTO DOS PROD. VENDIDOS
(5.938)
63,8
100
(6.028)
65,1
101,5
93
1,6
LUCRO BRUTO
3.376
36,2
100
2.226
34,9
95,6
(150)
4,6
- DESPESAS COM VENDAS
(1.483)
15,9
100
(1.457)
15,7
98,3
26
1,8
- DESPESAS ADMINISTRATIVAS
(335)
3,6
100
359
3,9
107,2
24
7,2
LUCRO OPERACIONAL
1.558
16,7
100
1.410
15,2
90,5
(148)
9,5
- OUTRAS RECEITAS E DESP.
51
0,6
100
35
0,4
68,6
(16)
31,4
LUCRO LÍQUIDO ANTES DO I.R.
1.609
17,3
100
1.445
15,6
89,8
(164)
10,2
- IMP. DE RENDA DO EXERCÍCIO
483
5,2
100
(433)
4,2
111,6
(50)
10,4
LUCRO LÍQUIDO
1.126
12,1
100
1.012
10,9
89,9
(114)
10,1

ORÇAMENTO DOS LUCROS RETIDOS
- LUCROS RETIDOS ANTERIOR
1.783
19,1
100
1.783
19,3
- o -
-o-
-o-
- LUCRO EST. NESSE ORÇ.
1.126
12,1
100
1.012
10,9
90,3
(114)
10,1
TOTAL
2.909
31,2
100
2.795
30,2
96,1
(114)
3,9
- DIVIDENDOS A DISTRIBUIR
(500)
5,4
100
(433)
4,6
86,6
(67)
13,4
LUCROS RETIDOS NESTE ORÇ.
2.409
25,9
100
2.362
25,5
91,1
(47)
2,0


ORÇAMENTO DE APROPRIAÇÃO DE CAPITAL
- AMPLIAÇÃO DO PRÉDIO
186
2,0
100
100
1,1
53,8
(86)
46.2
- MAQUINÁRIOS
3
0,0
100
-o-
- o -
- o -
(3)
100,00
- FERRAMENTAS
3
0,0
100
-o-
- o -
- o -
3
100,00
- MÓVEIS E UTENSÍLIOS
27
0,3
100
35
0,4
129,6
(8)
29,6
TOTAL
219
2,4
100
135
1,5
61,6
84
38,4


ORÇAMENTO DO FLUXO DE CAIXA
ENTRADAS
- COBRANÇA DE DUPLICATAS
10.100
108,4
100
9.050
97,8
89,6
(1.050)
10,4
- OUTRAS RECEITAS
51
0,6
100
35
0,4
68,6
(16)
31,4
TOTAL DAS ENTRADAS
10.151
109,0
100
9.085
98,2
89,5
(1.066)
10,5
SAÍDAS
- CONTAS A PAGAR FORN.
2.131
22,9
100
2.150
23,2
100,9
19
0,9
- MÃO DE OBRA DIRETA
2.664
28,6
100
2.852
30,8
107,1
189
7,1
- DESPESAS IND. DA FÁBRICA.
1.661
17,8
100
1.087
11,8
65,4
(574)
34,6
- DESPESAS DE VENDA
1.483
15,9
100
1.457
15,7
98,2
(26)
1,8
- DESPESAS ADMINISTRATIVAS
335
3,6
100
359
3,4
107,2
24
7,2
- ATIVOS FIXOS
219
2,4
100
135
1,5
61,6
(84)
38,4
- DIVIDENDOS
500
5,4
100
493
5,3
98,6
7
1,4
- IMP. DRENDA DO EXERC. ANT.
483
5,2
100
433
4,7
89,7
(50)
10,4
TOTAL DAS SAÍDAS
9.505
102,1
100
(8.966)
96,9
94,3
(539)
5,7

SALDO DE CAIXA NO FINAL DO PERÍODO ORÇAMENTÁRIO
646
6,9
100
119
1,3
18,4
(527)
81,6


RELATÓRIO


É através da Demonstração de Resultados, que se avalia o grau de eficiência do Plano Orçamentário para Gestão de Crescimento e daí, a manipulação dos lucros e distribuição aos sócios (dividendos, no caso de uma S.A.), aplicação em novas imobilizações e formas de controle do fluxo de caixa para condução do capital de giro. Nela se podem verificar as diferenças entre o que foi planejado e o que realmente aconteceu, na expectativa de Receitas, Despesas e consequentemente o Lucro, que é na verdade, o retorno ou pagamento aos sócios ou proprietários, pelo Capital investido, com uma reserva para fins de crescimento, do empreendimento.


A Gestão de Crescimento, portanto, está, nessa fase, na análise comparativa do planejado com o realizado e, nos casos de variações excessivas, tomam-se medidas de correção para que no final do período, não aconteçam casos significativos, que interferem nas expectativas favoráveis. É quando se tomam decisões que afetam os responsáveis e os co-responsáveis dos Centros de Responsabilidade, ao ponto de serem eliminados, muitas vezes, com a perda do Cargo, quando se detectam negligências, desinteresse e até desonestidade.  A seguir, análise dos números referente ao primeiro período do Plano Orçamentário. Em princípio, qualquer variação, positiva ou negativa, acima de 10%, indica falha na previsão e merece atenção, no que diz respeito às possíveis causas.

A expectativa de Vendas era de $9.314, entretanto, o valor real foi de $9.254, apontando uma variação de $60, representando 0,6% abaixo do planejado. Portanto, menos de 1,0%, o que não chega a ser marcante e mostra bom desempenho do setor comercial e distribuição. Entretanto, verificou-se que um produto vendeu bem a menos que o planejado e o outro, bem a mais. Mesmo havendo compensação financeira, o assunto merece uma análise, para se definir as possíveis causas. 


O Custo dos Produtos Vendidos previsto deveria atingir $5.938, correspondente a 63,8% das Vendas. Todavia, o valor realizado foi de $6.028, representando 65,1% das Vendas. Aqui aparece uma variação de 1,6%, dentro do admissível, ou seja, o valor de $93 que não chega a afetar sensivelmente a margem de lucro esperada, bem como o Capital de Giro, ou seja, se isso ocorrer, a causa não está aqui.


As Despesas com Vendas, que foram planejadas para atingir $1.483, correspondente a 15,9% das Vendas, foram menores 1,8% ou seja, $26, Já que o realizado foi de $1.457.  Pequena, mas mostrou eficiência dos Centros de Responsabilidade do setor, desde que não venha a prejudicar a conquista de mercado.


As Despesas Administrativas, conceituadas como Despesas Fixas, que deveriam ser de $335, representando 3,6% das Vendas, foi na verdade de $359,   3,9% diante das Vendas, apontando uma diferença de 7,2%, se aproximando dos 10% admissíveis.

As contas de Outras Receitas e Despesas (Receitas, nesse período) apresentaram um resultado menor que o esperado, ou seja, $35, contra $51, planejado. Embora o valor seja pequeno, apenas $16, a redução foi de 31,4%, merecendo uma análise.


A previsão do Imposto de Renda dispensa comentários, já que se trata de um percentual fixo determinado, com relação ao Lucro. Todavia, com relação às Vendas, o valor realizado foi menor que o planejado, ou seja, 1,6% contra 1,8%.

O Lucro Líquido, ou seja, o retorno esperado pelo proprietário ou sócios, que seria de $1.126, representando 12,1% das Vendas, um bom resultado, comparado com outras empresas do ramo e em sintonia com a atual economia, foi na verdade de $1.012,  10,9% das Vendas. A defasagem, portanto, no valor de $114, foi de 10,1%.  Essa situação, considerando a ordem de grandeza numérica, pode-se dizer, está dentro do admissível.

Em consequência da queda dos lucros nesse exercício, mesmo com o acréscimo dos Lucros Retidos do ano anterior, a distribuição dos Dividendos foi menor em 13,4% e a queda dos Lucros Retidos para o exercício orçamentário foi de 2,0% passando de $2.409,  25,9% das Vendas, para $2.362,  25,5% das Vendas.

Também em consequência da queda dos Lucros, a Apropriação de Capital, ou seja, as aplicações em Imobilizações caíram 38,4%, passando de $219,  2,3% da Vendas para $135, 1,5%, também das Vendas.


Como o volume de Vendas não sofreu defasagem significativa, as Entradas previstas, para o Fluxo de Caixa, foram saudáveis, com uma diferença de  10,5% a menos, portanto, dentro do limite, passando de $10.151 para $9.085

As saídas, no seu total, também se mantiveram em equilíbrio com uma variação para menos de apenas 5,7%, que favorece o Capital de Giro. Isso aconteceu porque houve uma certa compensação das contas que sofreram quedas diante do previsto, em particular, os Ativos Fixos que contribuíram com uma redução 38,4%.  No total, com exceção de Contas a Pagar, com um acréscimo de 0,9%, Mão de Obra Direta que aumentou 7,1% e Despesas Administrativas, 7,2% a mais, as demais contas sofreram variações favoráveis, em médias equilibradas de 5% a 10%. 

 Como, o total de Entradas previstas no valor de $10.151, foram efetivadas em 9.085, e o total das saídas passou de $9.505, para $8.966, a expectativa de saldo de $646 representando 6,9% das Vendas passou para $119,  1,3%  das Vendas, gerando uma diferença desfavorável no Fluxo de Caixa, ou seja, 81,6% a menos




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