domingo, 4 de fevereiro de 2018

2 - FORMAÇÃO PROFISSIONAL - SISTEMA DE CUSTO (ASSISTENTE/ANALISTA)


  MODELOS PRÁTICOS DE SISTEMAS DE CUSTO


Para atender aos objetivos desse projeto, que pretende mostrar como se implanta um sistema de custo numa micro ou pequena empresa, foram escolhidas como modelos, três empresas (casos reais) com ramos de atividade diferente e que, adaptados, poderão ser utilizado para qualquer outro ramo de atividade. São eles:

1º -  UMA FÁBRICA DE CORDÕES E OU BARBANTES

2º -  UMA EMPRESA QUE PROJETA, FABRICA E FAZ MONTAGENS DE                  ESTRUTURAS   METÁLICAS  PARA  CASAS, PRÉDIOS E GALPÕES

3º -  UMA PEQUENA FÁBRICA DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS

OBSERVAÇÃO:

SÃO  MODELOS  SUFICIENTES  PARA   SE   FAZER   ADAPTAÇÕES   NOS      MAIS                                        DIVERSOS PORTES E RAMOS DE ATIVIDADE.

ooooooooooooooo


OS  MODELOS  DE  CÁLCULOS  DE  CUSTO  QUE  SE SEGUEM FORAM SELECIONADOS DE CASOS PRÁTICOS,   REAIS,  IMPLANTADOS EM  TRABALHOS   DE CONSULTORIA. DIFEREM UM POUCA NA APRESENTAÇÃO, MAS A ESSÊNCIA É A MESMA.

VALORES PROPOSITADAMENTE BAIXOS, VISANDO MELHOR VISUALIZAÇÃO E ABSORÇÃO MENTAL MAIS RÁPIDA.

1º MODELO

UMA EMPRESA QUE FÁBRICA CORDÕES E BARBANTES.


LEVANTAMENTO MENSAL DAS DESPESAS DO TRIMESTRE
0RD.
DESPESAS
MÊS: X1
MÊS X2
MÊS X3
MÉDIA
DESPESAS DIRETAS – MÃO DE OBRA
01
Salários Diretos (fábrica)
1.710
1.850
1.680
1.747
02
Encargos Sociais diretos (fábrica)
684
740
560
661
DESPESAS INDIRETAS
03
Salários Setor Administrativo
1.210
1.280
1.285
1.258
04
Encargos Sociais do Setor Administrativo
484
502
514
500
05
Pró-Labore
1.200
1.200
1.200
1.200
06
Serviços de vigilância
750
750
750
750
07
Água
86
95
80
87
08
Energia Elétrica
890
810
850
850
09
Telefone
1.480
1.390
1.280
1.383
10
Material de Expediente
128
95
110
111
11
Manutenção Fábrica
363
315
308
               329
12
Manutenção Escritório
130
90
                95
105
13
Propaganda e Publicidade
800
800
              800
800
14
Combustível
700
680
712
697
15
Despesas Manutenção Veículos
312
350
310
324
16
Despesas de Viagens
251
310
296
286
17
Despesas Financeiras
180
175
193
183
18
Depreciação de Máquinas
500
500
500
500
19
Depreciação Veículos
190
190
190
190
20
Depreciação Móveis e Utensílios
80
80
80
80
21
Taxas diversas
70
70
70
70
22
Aluguel
840
840
840
840
23
Internet
40
40
40
40
24
Serviços de Limpeza
450
450
450
450
25
Fretes e Carretos
1.215
1.250
           1.200
            1.222


OBSERVAÇÕES:
  • Este levantamento deve ser feito todos os meses, considerando sempre a média do trimestre, para se estar sempre atualizado.
  • Se não são elaborados balancetes mensais, e se encontrar dificuldade peça ajuda ao seu contador. O importante é que não se omita   nenhuma despesa e receita.
  • Levantadas as informações e calculadas as médias, estas últimas serão transportadas para o Mapa de Custo.

MAPA DE CUSTO GERENCIAL – MÊS: 00 ANO: 000
APURAÇÃO DE ÍNDICES DE CUSTO (SEM MATERIAL)
1
DESPESAS
TOT.
%
DISTRIBUIÇÃO
TOT.
IND.
TOT.
DIR.
2
F
V
FIXO
VAR.
3
SALÁRIOS DIRETOS
1.747
-
100
-
-
-
    1.747
4
ENC. SOC. DIR. (0,40.03)
661
-
100
-
-
-
661
5
TOTAIS (03+04)
2408
-
100
-
-
-
2.408
6
H. ((DIRETAS TRABALHADAS CONFORME APONTAMENTOS)).
3,299
7
CUSTO HORÁRIO DIRETO (05:06)
3,299
8
SALÁRIOS ADM
1.258
100

1.258

1.258
---
9
ENC. SOC. ADM (0,40.08)
500
100

500

500
---
10
PRO-LABORE
1.200
100

1.200

1.200
---
11
RETIRADAS
450
100

450

450
---
12
SERV. DE VIGILÂNCIA
750
100

750

750
---
13
ÁGUA
87
30
70
26
61
87
---
14
ENERGIA ELÉTRICA
850
10
90
85
765
850
---
15
TELEFONES
1.383
90
10
1.245
138
1.383
---
16
MAT. DE EXPEDIÇÃO
111
100

111

111
---
17
MANUTENÇÃO FÁBRICA
329

100

329
329
---
18
MANUT. ESCRITÓRIO
105
100

105

105
---
19
PROPAG. E PUBLIC.
800
50
50
400
400
800
---
20
COMBUSTÍVEIS
697
80
20
558
139
697
---
21
DESP.  COM VEÍCULOS
324
80
20
259
65
324
---
22
DESPESAS DE VIAGENS
286
100

286

286
---
23
DES. FINANCEIRAS
183
100

183

183
---
24
DEPREC. MÁQUINAS
500
100

500

500
---
25
DEPR. MOVEIS E UTENS.
80
100

80

80
---
26
DEPR.  VEÍCULOS
190
100

190

190
---
27
TAXAS DIVERSAS
70
100

70

70
---
28
ALUGUEL
840
100

840

840
---
29
INTERNET
40
100

40

40
---
30
SERVIÇO DE LIMPEZA
450
100

450

450
---
31
FRETES COMPRAS
1.222

100

1.222
1.222
---
32
ASSISTÊNCIA TÉCNICA
300
100

300

300
---
33
GASTOS   ASSIST.FUNC.
315
100

315

315
---
34
CORREIOS
329
100

329

329
---
35
-






---
36
-






---
37
TOT.DIR + IND. (05+08/34)
16.057






38
SUBTOTAIS (08+/36)
---
---
---
10.530
3.119
13.649

39
QUEBRA (10% S/38)

---
---
1.053
312
1.365
---
40
TOTAIS (38+39)
---
---
---
11.583
3.431
15.014

41
CUSTO INDIRETO FIXO P/H. DIRETA (40 FIXO:06)
11,074
---
---
---
42
CUSTO INDIRETO VARIÁVEL P/ H. DIRETA (40 VAR.:06)
3,299
---
---


OBSERVAÇÕES:

- A coluna total, refere-se à soma dos custos diretos e indiretos, sem computar materiais.

- Os percentuais F (fixos) e V (variáveis) é resultado de um consenso para analisar cada uma das despesas e definir se se refere a uma despesa totalmente fixa ou totalmente variável ou ainda parte fixa e parte variável.

- A distribuição dos valores (ind. fixo e ind. variável) é de acordo com os percentuais (F e V)

- A coluna total indireto refere-se somente às despesas indiretas

- A coluna total direto refere-se somente às despesas diretas

- A “quebra” no item 39 refere-se a um acréscimo de 10% nas despesas como medida de segurança (imprevisíveis)

- O custo apurado da mão de obra direta (hora-homem é de 2,302 (com 3 casas decimais).

- O custo indireto fixo apurado por hora direta trabalhada é de 11,074 (com 3 casas decimais)

- O custo indireto variável apurado, por hora direta trabalhada é de 3,299 (com 3 casas decimais).

- Essas três últimas apurações serão utilizadas no cálculo de custo individual de  produtos ou estudos de custo.


ILUSTRAÇÕES SOBRE ESTE MAPA GERENCIAL DE CUSTOS, ALÉM DAS OBSERVAÇÕES ANTERIORES

03/07 – CUSTO HORÁRIO DA MÃO DE OBRA DIRETA

Refere-se ao valor da folha de pagamento do pessoal da fábrica (item 03) somado a 40% de encargos (item 04) perfazendo o total da Mão de Obra Direta. No item 06 tem-se o total das horas efetivamente apontadas, trabalhadas no lote de fabricação. No item 07 tem-se o Custo Horário Direto (item 05 dividido pelo item 06)

08/37 – CUSTOS INDIRETOS FIXOS E CUSTOS INDIRETOS VARIÁVEIS

Custos indiretos fixos são todas as despesas do escritório, fábrica, almoxarifado, expedição, etc. que, produzindo-se ou não, vendendo-se ou não, eles existem.

Custos indiretos variáveis são todas as despesas, do escritório e/ou fábrica que embora não sejam aplicadas diretamente no produto, elas variam de acordo com o ritmo de produção e venda.

Existem despesas semivariáveis, em que parte são fixas e parte variáveis.

A classificação em fixo e variável é estabelecida de acordo com um critério lógico (matemático, bom senso, número de pessoas no setor, maquinário). Exemplo: Energia elétrica é proporcional ao consumo pelos equipamentos da fábrica e escritório, com base em kw. Despesas assistenciais (ambulatório, remédios, etc.) são proporcionais ao pessoal alocado em cada área.

38 – SUBTOTAIS - Soma dos itens 05 e 08/37

39 – QUEBRA - Margem de segurança para eventuais custos não considerados. Nesse caso, 10% do item 38.

40 – TOTAIS - Soma dos itens 38 e 39

41 - CUSTO INDIRETO FIXO POR HORA DIRETA  - É o resultado da divisão do item 40 (fixos) pelo item 06 (horas diretas trabalhadas). Representa um índice de acréscimo ser utilizado no cálculo de custo por lote de fabricação

42 - CUSTO INDIRETO VARIÁVEL POR HORA DIRETA. - É o resultado da divisão do item 40 (variável) pelo item 06 (horas diretas trabalhadas). Representa também um índice de acréscimo a ser utilizado no cálculo do custo por lote de fabricação.

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ESTUDO DE CUSTO – PRODUTO: Cordão XYZ
1
LOTE DE PRODUÇÃO - QUANT.: 331,1  QUILOS  - COR:    TIPO:  SR-200 – 440 PEÇAS
2
MATERIAL – (MP – ME)
3
MATERIAL
TIPO
UNID
QUANT.
 UNIT.
TOT
%
4
FIO
Cru
Kg
331,1
3,80
1.258,18
22,9
5
EMBALAGEM
Plástica
Pç.
440
0,50
220,00
4,0
6
CONE
8 x 10
Pç.
440
0,11
48,00
0,9
7
RÓTULO
6 x 8
Pç.
440
0,10
44,00
0,8
8
CAIXA. (P/20 UNIDS.)
Cx.
Pç.
22
0,12
2,64
0,0
9
...
...
...
...
...
...
...
10
CUSTO TOTAL DA MAT.- PRIMA E MAT. DE EMB. (04+/09)
1.572,82
28,7
11
CUSTO UNIT. DA MAT.-PRIMA E MAT. DE BEM. POR Kg (10:01)
4,750

12
CUSTO UNIT. DA MAT. -PRIMA E MAT. DE EMB. POR PÇ.(10:01)
3,575

13



14
MÃO DE OBRA DIRETA
15
EQUIPAMENTOS
QT. H/h
C.H.
MO. DIR.

16
BINADEIRA (APONTAMENTOS)
27
2,302
62,15
1,1
17
RETORCEDEIRA (APONTAMENTOS)
12
2,302
27,62
0,5
18
CONICALEIRA (APONTAMENTOS)
6
2,302
13,81
0,3
19
CONICALEIRA PEÇAS PEQ. (APONT.)




20
-




21
TOTAL MÃO DE OBRA  DIRETA                                                  
103,58
2,7
22
CUSTO UNITÁRIO MÃO DE OBRA DIRETA POR Kg (21:01)
0,313

23
CUSTO UNITÁRIO MÃO DE OBRA DIRETA POR PÇ. (21:01)
0,235

24
CUSTOS IND. VARIÁVEIS (MAPA GER.) 3,299 x 45 (item 21).
148,46
6,2
25
CUSTO IND. VAR.  UNIT. MÃO DE OBRA DIRETA POR Kg (24:01)
0,448

26
CUSTO IND. VAR. UNIT. MÃO DE OBRA DIRETA POR PÇ (24:01)
0,337

27
CUTOS INDIRETOS FIXOS (MAPA GER.) 11,074 x 21.
498,33
9,1
28
CUSTO UNITÁRIO INDIRETO POR Kg (27:01).
1,505

29
CUSTO UNITÁRIO INDIRETO POR PÇ (27:01).
1,123

30
CUSTO INDUSTRIAL (10+21+24+27
3.323,19
42,4
31
CUSTO INDUSTRIAL UNITÁRIO POR Kg (31:01)
7,017

32
CUSTO INDUSTRIAL UNITÁRIO POR PÇ (31:21)
5,280

33
VALOR DE VENDA (PREÇO UNIT.: 12,461 X QUANTIDADE 01).
5.482,84
100,0
34
ICMS (CRÉDITO) (18 % SOBRE 10
283,11
5,2
35
ICMS (DÉBITO) (18% SOBRE 33)
986,91
18,0
36
COMISSÕES       (5% SOBRE 33) + DARF (3 % SOBRE 33).
438,63
8,0
37
CUSTO TOTAL (30-34+35+36)
3.465,62
63,2
38
CUSTO TOTAL UNITÁRIO POR Kg (37:01)
10,458

39
CUSTO TOTAL UNITÁRIO POR PÇ (37:01)
7,870

40
VALOR DE VENDA COM ENCARGOS (33 + 34 – 35 - 36)
4.340,41
79,2
41
PREÇO DE VENDA COM ENCARGOS POR Kg (40:01)
13,109

42
PREÇO DE VENDA COM ENCARGOS POR PÇ (40:01)
9,865

43
MARGEM LÍQUIDA (33 - 37)
2.017,22
36,8
44
MARGEM LÍQUIDA UNITÁRIA POR Kg (43 : 01)
6,092

45
MARGEM LÍQUIDA UNITÁRIA POR PÇ. (43 : 01).
4,585

46
PONTO DE EQUILÍBRIO
47
VENDAS (33).
5.482,84
100,0

VER REPRODUÇÃO E COMENTÁRIOS
MAIS ADIANTE

           
48
CUSTOS FIXOS (IND.). FIXOS 27
498,33
9,1
49
(CUSTOS VARIÁVEIS      (37 – 27))
2.967,29
54,1
50
CUSTOS TOTAIS (48+49) OU (37).
3.465,62
   63,2
51
(CONTRIBUIÇÃO MARGINAL 47 – 49)
2.515,55
45,9
52
LUCRO LÍQUIDO (47 – 50) ou item 43
2.017,22
36,8
53
PONTO DE EQUILÍBRIO
1.086,15
19,8

54  OBSERVAÇÕES:  - Veja na sequência : CONTRIBUIÇÃO MARGINA



DESENVOLVIMENTO DO ESTUDO DE CUSTO

Acompanhe pela numeração que tem correlação com
a numeração da planilha

02/09 – MATERIAL (MATÉRIA-PRIMA E MATERIAL DE EMBALAGEM). Apontamentos, fórmulas e/ou informações internas normalmente já conhecidas ou registradas a parte, sobre a matéria-prima e material de embalagem (tipo, unidade, quantidade, etc.) aplicada na fabricação do(s) produto(s). Exemplo: Fio, tipo cru, unidade, quantidade aplicada no lote de fabricação 331,1 kg., custo unitário $3,80, custo total 1.258,18

10- CUSTO TOTAL DA MATÉRIA-PRIMA E MATERIAL DE EMBALAGEM. Soma dos itens 04 a 09

11/12 – CUSTO TOTAL UNITÁRIOS POR QUILO E POR PEÇA. Divisão do item 10 pela quantidade e quilo, item 01


14/20 - MÃO DE OBRA DIRETA. Informações com base em apontamentos do tempo de operações em cada um dos     equipamentos multiplicado pelo Custo Horário Direto, extraído do Mapa Gerencial (item 07). Exemplo: Quantidade de horas operando a binadeira (27 hs.) x Custo da Mão de Obra Direta (2,302 do Mapa Gerencial) = 62,15.

21 - TOTAL DA MÃO DE OBRA DIRETA. Soma dos itens 16 a 20

22/23 – CUSTO DA MÃO DE OBRA DIRETA UNITÁRIA POR QUILO E POR PEÇA. Divisão do item 21 pela quantidade e quilos  item 01

24 - CUSTOS INDIRETOS VARIAVEIS. 3,299 (extraído do Mapa Gerencial item 42) multiplicado pelo Total da Mão de Obra Direta, item  21

25/26 – CUSTO INDIRETO VARIÁVEL UNITÁRIO POR QUILO E POR PEÇA. Divisão do item 24 pela quantidade e quilos, item 01

27 - CUSTOS INDIRETOS FIXOS. 11,074 (extraído do Mapa Gerencial item 41) multiplicado pelo Total da Mão de Obra Direta , item 21

28/30 – CUSTO INDIRETO FIXO UNITÁRIO POR QUILO E POR PEÇA. Divisão do item 27 pela quantidade e quilos item 01

30 - CUSTO INDUSTRIAL. Soma dos itens 10, 21, 24 e 27.

31/32 - CUSTO INDUSTRIAL UNITÁRIO POR QUILO E POR PEÇA. Divisão do item 30 pela quantidade e quilos , item 01.

33- VALOR DE VENDA. Preço de venda unitário (12,461) multiplicado pela quantidade vendida 440, item 01.

34- ICMS (CRÉDITO). Valor do ICMS (considerado18% no caso. Consulte seu contador) aplicado sobre o valor total das matérias-primas, item 10). Por ser um crédito representa uma redução de custo.

35 - ICMS (DÉBITO). Valor do ICMS (considerado 18% no caso – consulto seu contador) aplicado sobre o valor de venda (item 33). Por ser um débito, representa um acréscimo no custo.

36 - COMISSÕES E DARF. Percentual de comissão nas vendas conforme política da empresa que nesse caso é de 5% e DARF (documento de arrecadação de imposto. Consultar o contador) nesse caso considerado 3%. A soma de ambos representa 8% aplicado sobre o item 33

37 - CUSTO TOTAL. Item 30 menos item 34 mais itens 35 e 36

38/39 - CUSTO TOTAL UNITÁRIO POR QUILO E POR PREÇO. Divisão do item 37 pela quantidade e quilos, item 01).

40- VALOR DAS VENDAS COM ENCARGOS. Importante para se tomar conhecimento para fins gerenciais. Refere-se ao valor de venda (item 33). 

Por se referir a uma receita, soma-se o crédito de ICMS (item 34) e deduz-se o ICMS débito (item 35) e COMISSÕES E DARF, Item 36.

41/42 – PREÇO DE VENDAS COM ENCARGOS POR QUILO E PEÇA. Divisão do item 40 pela quantidade e quilos, item 01.

43 - MARGEM LÍQUIDA (ANTES DO IMPOSTO DE RENDA). Item 33 (valor de venda) menos item 37 (custo total)

44/45 – MARGEM LÍQUIDA UNITÁRIA POR QUILO E PEÇA. Divisão do item 43 pela quantidade quilos, item 01

46 - PONTO DE EQUILÍBRIO – CÁLCULO. É o valor e quantidade a partir dos quais a empresa passa operar com lucro. Enquanto não atingir esse ponto, está operando com prejuízo. Ver reproduções e comentários no final desse manual. As informações estão no próprio formulário de cálculo de custo, resumidos nos itens 47/53. Nesse Caso, a empresa passará a operar com lucro se for um estudo prévio, ou passou a operar com lucro se for um cálculo posterior, a partir de $2.708,13 com 217 unidades.

54 - CONTRIBUIÇÃO MARGINAL. Demonstração de como se obtém o valor da Contribuição Marginal, (VENDAS - CUSTO VARIÁVEL) utilizado no cálculo do Ponto de Equilíbrio.

OBSERVAÇÃO:
Na última coluna, o percentual de cada conta com relação ao total das vendas.

oooooooooo

CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS SOBRE O CÁLCULO DO PONTO DE EQUILÍBRIO DE CADA UMA DAS UNIDADES DE CUSTO SIMULAÇÃO COM DESCONTO.
Num ritmo normal de trabalho (básico), com um valor da venda de 440 peças por $5.482,84 a empresa passou a operar com lucro, a partir de $1.086,15, correspondente a 87 peças. O lucro foi de 36,8% que atende à política da empresa. Buscando aumentar as vendas para 620 peças, sem alteração do preço original, a margem de lucro passa para 39,4%. Todavia, diante de uma concorrência, é possível que ela não negocie sem uma queda de preços.  Dai uma redução no preço que cai para $11,941, aumentando o poder de competição. Assim, mesmo com o preço menor, a margem de lucro continua no patamar de 36,8%, atendendo aos interesses da empresa, com o ponto de equilíbrio de 1.144,96


2º MODELO

UMA EMPRESA QUE PROJETA, FABRICA E FAZ MONTAGENS, DE ESTRUTURAS METÁLICAS, PARA CASAS, PRÉDIOS E GALPÕES.


Seguindo o exemplo anterior (Fábrica de cordões e barbantes), foram levantadas todas as despesas nos últimos três meses e calculada a média, que resultou no seguinte mapa:


ORD.

DESPESAS


VALORES

SALÁRIOS E ENCARGOS


- Salários Diretos                                
14.888

- Encargos Sociais                                           
5.954

- Salário encarregado fabrica              
758

- Encargos Sociais                             
303

- Salário encarregado montagem         
880

- Encargos sociais                              
352

- Salários administrativos e outros       
2.461

- Encargos Sociais                             
984

OUTRAS DESPESAS


- Pró-labore - retiradas                        
3.000

- Honorários                                       
900

- Água/luz/tel.                                     
2.500

- Material de Expediente                      
600

- Fretes e Carretos                             
1.400

- Combustíveis e lubrificantes             
2.000

- Despesas com veículos                    
1.300

- Manutenção. e conservação. de máquinas
400

- Serviços de terceiros                        
3.500

- Despesas de viagem                        
6.000

- Material de consumo                         
6.000

- Depreciações                                   
1.200

- Diversos                                            
6.000

OBSERVAÇÃO:

ESTES DADOS SERÃO REPASSADOS PARA O MAPA DE CUSTO             GERENCIAL, BÁSICO PARA OS CÁLCULOS DE CUSTOS 
INDIVIDUAIS OU ESTUDOS DE CUSTOS.

VEJA NA SEQUÊNCIA
OUTRO MAPA DE CUSTO GERENCIAL:


ESTRUTURAS METÁLICAS - MAPA  DE CUSTO GERENCIAL   -  MÊS: __________ ANO: ______
PROJETO, FABRICAÇÃO E MONTAGEM  -  APURAÇÃO DE ÍNDICES DE CUSTO – SEM MATERIAIS
Despesas
Base
%
Distribuição
Totais
C. Ind.
Rateio
Custo Operacional
F
V
FIXO
VAR.
P
F
M
PROJ
FABR
MONT
1
SAL. DIRETOS
FOLHA
10
90
1489
13.399
14.888




528
8.173
6.187
2
ENC. SOC. DIR.
0,40 X 01
10
90
594
5.360
5.954




211
3.269
2.474
3
TOTAIS
01 + 02
10
90
2.084
18.758
20.842




739
11.442
8.661
4
H/h. DIR. TRAB.
APONT.




12.320




220
7.040
5.060
5
CUST HOR DIR.
03:04




1,69




3,36
1,63
1,71
6
SAL.  PROJ.
FOLHA






100





7
ENCARGOS
0,40 X 06






100





8
SAL. FABR.
FOLHA
100

758

758
758

100


758

9
ENCARGOS
0,40 X 08
100

303

303
303

100


303

10
SAL.  MONT.
folha
100

880

880
880


100


880
11
ENCARGOS
0,40x10
100

352

352
352


100


352
12
SAL.ADM.
folha
100

2.461

2.461
2.461
3,6
55
41,6
87
1.351
1.023
13
ENCARGOS
0,40x12
100

984

984
984



35
540
409
14
PRO-LAB. RET.
CONT.
100

3.000

3.000
3.000



107
1.647
1.246
15
HONORÁRIOS
CONT.
100

900

900
900



32
494
374
16














17
ÁGUA/ LUZ/ TEL.
CONT.
80
20
2.000
500
2.500
2.500



89
1.372
1.039
18
MAT.EXPED.
CONT.
100

600

600
600



29
329
248
19
FRETES E CARR.
CONT.

100

1.400
1.400
1.400



50
769
581
20
COMBUSTIVEIS
CONT
20
80
400
1.600
2.000
2.000



71
1.098
831
21
DESP. C/VEIC.
CONT.
20
80
260
1.040
1.300
1.300



46
714
540
22
MANUT.CONS.
CONT

100

400
400
400



14
220
166
23
SERV. DE TERC.
CONT
100


3.500
3.500
3.500



125
1.920
1.455
24
DESP. DE VIAGENS
CONT
10
90
600
5.400
6.000
6.000



212
3.294
2.494
25
MATERIAL CONS.
CONT

100

6.000
6.000
6.000



212
3.294
2.494
26
DEPRECIAÇÕES
CONT
15
85
180
1.020
1.200
1.200



42
659
499
27
DIVERSOS
CONT
10
90
600
5.400
6.000
6.000



212
3.294
2.494
28














29
CUST. FIX/VAR



16.362
45.018
61.380







30
PORC. FIX/VAR



26,7
73,3

100



1.356
22.056
17.126
31
SUB – TOT. IND.
06+/27






40.538


1.356
22.056
17.126
32
TOT.  IND.
31X1,10









1.492
24.267
18.839
33
C.IND. P/H. DIR.
32:04:00









6,78
3,45
3,72
34
IND. CUST.IND.
33:05:00









2,02
2,12
2,18

ILUSTRAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS OPERADOS NO MAPA DE CUSTO GERENCIAL, QUE DETERMINAM ÍNDICES PARA O CÁLCULO DE CUSTOS INDIVIDUAIS OU ESTUDOS DE CUSTOS.

Acompanhe pela numeração abaixo que tem correlação com a numeração da planilha.

01 – SALÁRIOS DIRETOS:

De acordo com a folha de pagamento, com os salários alocados por setor.  Total da folha: $14.888,00 sendo: $528,00 para o setor de projeto, $8.173,00 para o setor de fabricação e $6.187,00 para o setor de montagem.

02 – ENCARGOS SOCIAIS DIRETOS:

De acordo com o contador são levantados todos os encargos sociais pagos pela empresa, obrigatórios por lei (exemplo:       INSS) e os demais concedidos espontaneamente pela empresa (exemplo: assistência médica), chegou-se a um percentual de 40% dos salários diretos (0,40 x 01).

03 – TOTAIS (soma dos salários e encargos) (01 + 02)

04 – H/H (HORAS-HOMENS):

Horas apontadas, efetivamente trabalhadas por empregado, multiplicadas pelo número de empregados de cada setor (03 : 04).

05 – CUSTO HORÁRIO DIRETO (ÍNDICE DE CUSTO DIRETO):

Totais (soma dos salários e encargos) divididos pelas H/h (03 : 04).

Aqui já se tem um grande indicador. Já se sabe qual o custo horário trabalhado no setor. As horas trabalhadas nesse setor na fabricação de um produto serão multiplicadas pelo Custo Horário Direto e tem-se o custo da mão de obra direta do produto, nesse estágio.

06/13 – SALÁRIOS INDIRETOS:

De acordo com a folha de pagamento, o salário de cada encarregado será alocado ao setor de sua competência.

Encargos Sociais dos Salários Indiretos:
Igualmente aos diretos, ou seja: 40% do salário de cada encarregado e dos empregados administrativos/outros (0,40 x 06/08/10/12).

OBSERVAÇÕES:

Salário e encargos do projeto, por se tratar de apenas um empregado direto, foi alocado direto ao “Custo Direto (01 e 02)”. No caso de futura existência de um responsável pelo setor, será alocado ao setor específico de indiretos (06/13).

Salários e Encargos da administração e outros são rateados para os setores diretos, na mesma proporção dos salários diretos (total $14.888 = 100,00%, Projeto $528 = 3,35%, Fabricação $ 8.173 = 54,90% e Montagem $6.187 = 41,55%) (3,35% + 54,90% + 41,55% = 100,00% arredondado).

14/27 – DEMAIS DESPESAS MENSAIS DA EMPRESA

 OBSERVAÇÕES:

Diversos, corresponde às despesas “miúdas” sem contas específicas.

Da mesma forma, o rateio de cada uma dessas despesas para os setores diretos são também proporcionais ao custo direto.

Os espaços em branco 16 e 28 são para algum lançamento eventual. Esses ou mais espaços são aleatórios.

29 – CUSTOS E DESPESAS FIXAS E VARIÁVEIS:

Todas as despesas da empresa (01/28) foram distribuídas em Fixas e variáveis seguindo um critério abordado na seção de “Termos Usuais”

30 – PERCENTUAIS DE CUSTOS E DESPESAS FIXAS E VARIÁVEIS:

Percentuais com relação aos custos e despesas totais. Úteis nas negociações de preços de venda, em função da quantidade. É importante saber também quais os percentuais diante do valor das vendas

31 – SUBTOTAIS DOS CUSTOS INDIRETOS:

Somatórios dos custos 06/28, por setor direto.

32 –TOTAIS DOS CUSTOS INDIRETOS (1.10):

Percentual de 10% de acréscimo sobre os custos indiretos de cada setor, como medida de segurança, perfazendo o total dos Custos Indiretos (opcional, por ocasião da formação de preços).

33 –CUSTO INDIRETO POR HORA DIRETA TRABALHADA:

Total dos Custos Indiretos (32), dividido pelo total de horas diretas (04). Aqui, um outro importante indicador. Sabe-se qual o custo horário indireto por hora direta trabalhada. Pode se perceber o quanto ela onera o custo final do produto conforme o índice seguinte (34)

34 –ÍNDICES ADICIONAIS DE CUSTOS INDIRETOS:

Custo Indireto por hora trabalhada (33) dividido pelo custo horário direto (04), para ser utilizado no cálculo de orçamento antes de se determinar o preço



APLICAÇÃO PRÁTICA DO SISTEMA





ILUSTRAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS OPERADOS NO CÁLCULO
 DE CUSTO INDIVIDUAL OU ESTUDO DE CUSTO

01/05   -  O CUSTO DO MATERIAL
     
O pessoal da área de engenharia, projeto  e/ou custo  sabe a quantidade  de material ou matéria-prima,  necessária para a   fabricação  dos 300 metros quadrados de cobertura. Quanto ao preço é só atualizar junto ao mercado. 

06  -  Crédito de ICM
É o valor do item 05 menos o valor do item 06

07  - Custo total do materal

08   - Títulos

09  - HORAS NORMAIS

O pessoal pode trabalhar tanto no horário normal como extraordinário. Nesse primeiro quadro, estamos falando sobre o horário normaL

10/13  - IND. IND. É índice de custo indireto por setor, extraído do Mapa de Custo Gerencial,  usado para cálculo do          acréscimo de custo sobre os custo da mão de obra direta

DIAS Nº DE FUNC. HORAS DIAS,

Número de dias normais gasto no projeto, na fabricação  e na montagem, assim como o número de dias normais de trabalho bem como o número de horas normais trabalhadas por dia com base em registro e/ou apontamentos. No caso de orçamento, o pessoal de engenharia e de custo já tem conhecimento prévio por experiências anteriores

H/h
Horas-homem é igual ao número de dias vezes o número de empregados que trabalhou ou trabalhará  no projeto, na fabricação e na montagem vezes o número de horas normais de trabalho por  dia.

CUSTO H. DIR.

Custo horário direto de casa setor, extraído do Mapa de custo Gerencial (item 05

M. OBRA DIR.
Mão de obra Direta é o resultado  de H/h vezes o custo horário direto

CUSTO  IND.
Custo Indireto é o resultado  da mão de Obra Direta  vezes o IND IND (índice de custo indireto do mapa de custo gerencial item 34)

CUSTO
É a soma de Mão de Obra Direta com o Custo Indireto

14 -  TOTAIS NORMAIS
É a soma dos itens 10 até 12

14 -  TOTAIS NORMAIS
É a soma dos itens 10 até 12

16/19 -  HAVENDO HORAS EXTRAS; É o mesmo processo das horas normais, supondo-se,  nesse caso, que a mesma equipe trabalhe em horário extraordinário 4 horas por dia. A diferença está no custo horário direto que está acrescido de 50%

20 - TOTAL EXTRAS
É a soma dos itens 16 até 18

21 - TOTAL MÃO DE OBRA
É a soma dos itens 14 e 20

22 - TÍTULOS

23 -  Espaço em branco

24/26 – DESP. ADIC. COM A    MONT. (EXTERNA)
É o pessoal da montagem item 12 (nº de func.) vezes o número de dias calculado para a montagem externa vezes o custo unitário para pernoites, almoços e jantares

27 - TOTAL HOSPEDAGEM
Soma dos itens  24  a 26

28 - CUSTO INDUSTRIAL
Soma dos itens 07 + 21 + 27 ( Custo do material,  da mão de obra  e hospedagem)

29 - TÍTULO VENDA – FATURAMENTO

30 - PREÇO DE VENDA
De acordo com a política de preço da empresa. Neste caso $680,00 o metro quadrado

34 - TÍTULO - CUSTO SOBRE VENDAS

35/38 - ENCARGOS SOBRE VENDAS
Valor do frete quando houver e for de responsabilidade do fabricante, valor do seguro quando houver  e for de responsabilidade também do fabricante e comissões de representante e/ou vendedor que nesse caso foi considerando 5% do preço de vendas/

39 - TOTAL DO CUSTO S/ VENDAS
Soma dos itens que constituem o encargos sobre vendas, itens  36 até 38)

40 - LUCRO COMERCIAL
É o resultado do Lucro Industrial (item 33) menos a soma do Custo total sobre vendas (item 39)

(Cont. 41)   CÁLCULO DO PONTO DE EQUILÍBRIO E DO DESCONTO

O PONTO DE EQUILÍBRIO demonstra a partir de que ponto do faturamento a empresa passa a operar com lucro, que no caso específico dessa venda, a empresa passou operar com lucro a partir do valor de $ 76.088,00, que representa 37,3% do valor da venda. Os percentuais de custos variáveis e custos fixos são extraídos do mapa de custo gerencial. Ver demais comentários mais adiante
    Também aqui, no ritmo normal de trabalho (básico), com um valor da venda de 300M2 a 680,00 o metro quadrado, faturando $204.000,00, a empresa passou a operar com lucro, a partir de $76,088,00 correspondente a 112 M2. O lucro foi de 31,0% que atende à política da empresa. Buscando aumentar as vendas para 450M2 (50% a mais), sem alteração do preço original, a margem de lucro passa para 37,1%. Todavia, também diante de uma concorrência, é possível que ela não negocie sem uma queda de preços.  Daí uma redução no preço que cai para $619,48 o metro quadrado, aumentando o poder de competição. Assim, mesmo com o preço menor, a margem de lucro continua no patamar de 31,0% atendendo aos interesses da empresa, com o ponto de equilíbrio de 84.546.

oooooooooooooooo

3º MODELO
  

UMA PEQUENA FÁBRICA DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS.

por se tratar de fabricação, venda e serviços, o modelo, embora um pouco mais complexo, pode ser aplicado a qualquer ramo de atividade

INSTRUÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS OPERADOS NO MAPA DE CUSTO GERENCIAL, QUE DETERMINA ÍNDICES PARA OS CÁLCULOS DE CUSTOS 
INDIVIDUAIS OU ESTUDOS DE CUSTOS.

A -  Ramo de atividade e denominação do demonstrativo

B -  Referência do demonstrativo

C – Identificação do mês em que se está procedendo o cálculo de custo.

D – Referência dos meses dos quais está se extraindo a média dos valores

E  - Ordem numérica das apurações para fins de orientação

F – Denominação das Contas que foram  levantadas

G – Centro de Custo Financeiro. Embora não seja especificamente um departamento, as despesas estarão     em evidência, dado ao seu grau de influência no Capital de Giro e no Custo Final do Produto.

H – Centro de Custo Administrativo.  São as despesas do setor administrativo, centralizadas num único centro, por se tratar de uma micro ou pequenas empresa

Observação: 


Embora com denominações diferentes, ambos (G e H) são classificados 
como “Custos Indiretos”.

I – Custos Indiretos da Produção. São aqueles que embora não estejam ligados diretamente ao processo de fabricação, servem de apoio no setor fabril.

São eles:


• Materiais. Aqui também é tratado como um centro de custo. A matéria-prima constitui um custo aplicado diretamente ao produto, entretanto, desde a sua aquisição até a sua distribuição e aplicação, ela é onerada por custos tais como: processo de compra, registros, armazenagem, etc. que fará com que a matéria-prima custe “ela mesma mais os acréscimos”.

• Segurança. Embora sob o título “segurança”, para não ficar muito detalhado, engloba a segurança, higiene, assistência ao empregado.

• Ferramentaria. Fornece os componentes a serem utilizado na área fabril. Exemplo: moldes a serem acoplados às máquinas operatrizes, para fabricação de uma série de produtos ou mesmo em casos de um único produto sob encomenda.

• Fabricação. Como centro indireta da produção, representa os custos da direção técnica e seus subordinados, dos projetos,  pessoal da manutenção e limpeza, etc. 

J – Custos Diretos da Produção. São setores onde a mão de obra direta da produção transforma a matéria-prima em novo produto que será colocado no mercado.

Para ilustrar os setores e serviços


A peça bruta é serrada na “Serralheria”, passando posteriormente para o setor de “Soldagens”,  depois para o setor de “Usinagem” e posteriormente, para o setor de  “Acabamento”, onde são retiradas as arestas com passagem pelo jateamento de areia, indo em seguida para o setor de “Tratamento Térmico”, que garantirá a dureza do aço, seguindo depois para o setor de “Niquelagem”, para banhos eletrolíticos, e por fim, para o setor de “Embalagem


LSoma dos custos

M - Índices. Representa  o percentual de cada um dos custos, em face do Custo da Mão de Obra Direta. São utilizados também    para medir o grau de eficiência, entre um período e outro, além da sua importância para cálculos de custos, nas Ordens de Fabricação ou Ordens de Serviços, ou ainda para fins orçamentários.

01/03 – DESPESAS COM O PESSOAL
A base de rateio é a própria folha de pagamento que mostra os empregados de cada setor. Idem  o pro-labore. Se  houver alguma despesa que se destaque, o item 03 é utilizado.

• MATERIAL DE EXPEDIENTE
Refere-se às despesas do dia a dia de cada setor, tais como impressos, material de projeto, canetas,  etc.

 DESPESAS COM TRANSPORTES
Nesse ramos de atividade, 100% destes gastos estão relacionado com materiais. Em outros ramos de atividade pode ser que outros setores absorvam parte dessas despesas.

 ENCARGOS FISCAIS
De acordo com a classificação contábil ou com auxílio do contador, pode-se verificar a que setor  compete cada uma das despesas.

07 - DESPESA COM MANUTENÇÃO

Também de acordo com o tipo de material e o tempo útil do pessoal da manutenção, as despesas  podem ser distribuídas.

08/09- ENCARGOS E DESPESAS DIVERSAS

Pela classificação contábil ou com auxílio do contador e/ou outros, essas despesas podem ser distribuídas por competência e uso de cada setor. Exemplos: capacetes e óculos de segurança vai para os setores tais, papeis de projeto vai para o setor de projeto, Telefone, água, luz, proporcional a cada setor, conforme o pessoal e equipamentos.

  ENCARGOS FINANCEIROS
Serão alocados para o setor de mesmo nome

11/12 – DESPESAS COM ATIVOS FIXOS
Conforme cada setor que as absorve. Exemplo: depreciação de máquinas é de acordo com as máquinas de cada setor

 TOTAL CUSTO POR CENTRO
Soma das despesas de cada um dos centros

 HORAS DIRETAS TRABALHADAS
Número de horas trabalhadas nos centros diretos da produção, normalmente apuradas e registradas por apontamentos.

 CUSTO HORÁRIO DIRETO
H/h(Horas /homem)  Custo total de cada um dos centros  diretos, dividido

 BASE DE RATEIO PARA OS CUSTOS INDIRETOS


Considerando  que as despesas indiretas existem em função dos setores produtivos, que espelham a atividade objeto da empresa, a forma de rateio aqui utilizada é com base nos investimentos  em trabalhos alocados em cada um dos centros diretos. Por exemplo: O custo do setor de “Serralheria´ $25.364,00 representa aproximadamente 11% do total dos custos diretos (230.000,00 letra L-13). O custo do setor de “Soldagens” $ 42.566,00 representa 18,5% do total dos custos diretos e assim por diante até o setor de “Embalagens

17/20 – RATEIO DOS CUSTO INDIRETOS DA PRODUÇÃO
De acordo com as bases de rateio determinadas no item 16, os custos dos centro indiretos da produção serão alocados aos setores de custos diretos da produção. Exemplo: O custo de $200.888,00 da “Fabricação” (item L-13) será rateado da seguinte forma: 11,0%  ($22.098,00) para o setor de “Serralheria”, 18,5% ($37.164,00) para o setor de “Soldagens” e assim por diante. Até o setor de “embalagens”.

 • APÓS O RATEIO DOS CUSTOS INDIRETOS DA PRODUÇÃO

É a soma dos centro indiretos da produção rateados, que fornece o custo total indireto da produção por centro direto.

• CUSTO INDIRETO DA PRODUÇÃO POR HORA DIRETA

É o total de cada um dos centros indiretos  (item 21) dividido pelo total de horas diretas trabalhadas. Exemplo: “Serralheria” soma do rateio dos custo indiretos (51.339,00) divido pelas horas diretas trabalhadas no setor (1.950  - J-14)  é igual 26,33 que é o custo Indireto da Produção por hora direta trabalhada no setor.  Idem $86.344,00 do setor de “Soldagens” dividido por 4.120 horas diretas trabalhadas, é igual a 20,96 e assim por diante até o setor de “Embalagens”

23/26 – CUSTO FINANCEIRO E ADMINISTRATIVO POR HORA DIRETA
Da mesma forma que os Custos Indiretos da Produção (item 22), se procede com os custo “financeiros” e “administrativos”.  Encontrando-se os custos financeiros e administrativos por hora direta trabalhada em cada setor da produção

27/28 – CUSTO OPERACIONAL
É o custo do trabalho direto somado ao indireto, sem considerar ainda, matérias-primas e despesas diretamente relacionadas com vendas. É o resultado da soma dos itens 13, 21, 23 e 25

• 29 - MATÉRIA-PRIMA APLICADA
Refere-se à matéria-prima requisitada ou comprada, aplicada diretamente na produção.

• 30 - CUSTO FINAL DA PRODUÇÃO
É a soma do custo operacional item 25 com o custo da matéria-prima item 29

31/33 – CUSTOS RELACIONADOS DIRETAMENTE COM  AS VENDAS
Além dos aqui apurados, eventualmente, uma parcela das despesas com marketing, promoções, etc. poderão ser incluídas nesse grupo.

• 34 - CUSTO DOS ENCARGOS SOBRE VENDAS
  Soma dos itens 31 a 33.

• 35 - CUSTO TOTAL
Soma  do Custo Final da Produção (item 30) e Encargos sobre Vendas (item 34

• 36 - VENDAS LÍQUIDAS
Subentende-se o valor da venda do lote produzido no período em que se apura o custo.

• 37 - RECEITAS NÃO OPERACIONAIS
Quando há, refere-se à receitas provenientes , não da atividade principal da empresa. Exemplos: juros sobre aplicações no mercado financeiro, descontos obtidos por pagamentos antecipados de títulos.

• 38 - RECEITAS TOTAIS
É o resultado da soma dos itens 36 e 37

• 39 - LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA
É o resultado do item  38 menos o item 35


APURAÇÃO DO CUSTO POR PRODUTO


        NA SEQUÊNCIA, EXPOSIÇÃO SOBRE A APURAÇÃO DO CUSTO POR PRODUTO 
                                        USANDO OS NÚMERO DE ORDEM.

01/08 – HORAS DIRETAS TRABALHADAS POR SETOR (CENTRO)  Total das horas trabalhadas, apontadas por centro direto durante a fabricação, multiplicadas pelo   custo horário direto extraído do Mapa Gerencial (15J)

09 - MÃO DE OBRA DIRETA É o resultado da soma dos itens 01 a 08


10/11 – MATÉRIA-PRIMA E MATERIAL DE EMBALAGEM Material aplicado na fabricação do produto,
cujas quantidades são obtidas mediante a soma dasrequisições junto ao Almoxarifado ou de acordo
com a fórmula dos produtos,valorizados de preferência, atualizados na data da apuração do custo.

12 - TOTAL DO MATERIAL DIRETO APLICADO  É o resultado da soma do item 10 e 11

13 - TOTAL DOS CUSTO DIRETOS É o resultado da soma 09 e 12

15/19 – CUSTOS INDIRETOS DA PRODUÇÃO Rateados em bases percentuais para cada setor indireto, conforme Mapa Gerencial (coluna M itens 19 a 20),  cujos percentuais são aplicados sobre o volume de Mão de Obra Direta (item 9 da apuração).

20 - TOTAL DOS CUSTOS INDIRETOS É o resultado da soma dos itens 16 a 19

21 - CUSTO INDIRETO DA PRODUÇÃO UNITÁRIOÉ o resultado da divisão do item 20 pela quantidade produzida

22 - CUSTO INDUSTRIAL São todos os custo que de forma direta ou indireta envolve a fabricação do produto. É a soma dos itens 13 e 20

23- CUSTO INDUSTRIAL UNITÁRIO É o resultado da divisão do item 22 pelaquantidade

24 - CUSTO ADMINISTRTATIV Parcela dos custos relacionados com a administração, alocados aos custo diretos em base percentual aplicada sobre a Mão de Obra Direta (item 09), conforme Mapa Gerencial  (coluna M item 23)

25 - CUSTO ADMINISTRATIVO UNITÁRIO É o resultado da divisão do item 24 pela quantidade

26/30 –  ENCARGOS SOBRE VENDAS São os encargos relacionados diretamente com o volume de vendas, cujos percentuais já se tem conhecimento prévio, conforme legislação e contratos. No Caso do ICMS, o valor refere-se ao ICMS calculados sobre o preço de venda (item 37) menos o ICMS calculado sobre o valor  da matéria-prima e Mat3erial de Embalagem (item 12)

31 - TOTAL DOS ENCARGOS SOBRE VENDAS É o resultado da soma dos itens 27  a 30

32 - TOTAL DOS ENCARGOS SOBRE VENDAS UNITÁRIO é o resultado da divisão do item 31 pela quantidade

33 -   CUSTO FINANCEIRO Influência das despesas financeiras, no volume de produção. É alocado ao custo do produto mediante    aplicação do percentual encontrado no Mapa Gerencial (coluna M item25) sobre a mão de obra direta (item 9 da apuração).

34 CUSTO FINANCEIRO UNITÁRIO é o resultado da divisão do item 33 pela quantidade.

35  CUSTO COMERCIAL, é o resultado da soma dos itens 22, 24, 31 e 33)

36 - CUSTO COMERCIAL UNITÁRIO É o resultado da divisão do item 35 pela quantidade.

37  - RECEITAS OPERACIONAIS (VENDA LÍQUIDA) É o resultado da multiplicação do preço de venda unitário pela quantidade produzida

38  - PREÇO UNITÁRIO DE VENDA. É o inverso do anterior ou seja  item 37 dividido pela quantidade

39      - RECEITAS NÃO OPERACIONAIS. Quando a empresa obtém receitas alem da venda de produtos tais como venda de sucata, aplicações dos excedentes de caixa no mercado financeiro, nada mais justo alocar uma parcela a título de amenização dos custos ou maximização da margem de lucro. O contrário do que ocorre no Custo Financeiro. Caso ocorra, aplica-se o percentual do Mapa Gerencial (coluna M item 37) sobre o valor da mão de Obra Direta (item 09 da apuração)

40 - RECEITA NÃO OPERACIONAL POR UNIDADE
Quando há, é o resultado da divisão item 39 pela quantidade

41 TOTAL DAS RECEITAS. É o resultado da soma do item 37, quando há, com o item 39

42 - RECEITA TOTAL UNITÁRIA. É o resultado do item 41 dividido pela quantidade

43 - LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA. É o valor das Receitas Toais (item41) menos o valor do Custo Comercial (item 35)

44 - LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA UNITÁRIO . É o resultado da divisão do                    item  43 pela quantidade

Obs.: Havendo interesse em se estender um pouco mais, pode-se chegar a um Lucro Final, computando-se o Imposto de Renda. É comum também, acrescentar-se ao total dos custos um percentual a título de “quebra”, como margem de segurança, levando-se em conta possíveis perdas de materiais, eventual  falha  no apontamento da Mão de Obra, etc.

COLUNA %
Refere-se ao percentual de cada uma das contas diante do valor das vendas que no caso é igual a 100%

COLUNAS “F”  E  “V”

Refere-se à classificação das contas em “Fixas” ou “Variáveis” ou ainda parte “Fixa” e parte “Variável”, para fins de cálculo do Ponto de Equilíbrio e negociações


RESUMO E COMENTÁRIOS SOBRE O CÁLCULO DO PONTO DE EQUILÍBRIO 
E DESCONTOS, SEM PERDERA MARGEM PERCENTUAL DE LUCRO

RESUMO DAS DESPESAS FIXAS E VARIÁVEIS
(Dados extraídos da Apuração de Custo por Produto)
CÁLCULO DO DESCONTO E PONTO DE EQUILÍBRIO


















Da mesma forma aqui, no ritmo normal de trabalho (básico), com um valor da venda de 5.400 peças ao preço unitário de $380,00, faturando $2.052.000,00, a empresa passou a operar com lucro, a partir de $627.217, correspondente a 1.624 peças. O lucro foi de 25,2% que também atende à política da empresa. Buscando também aumentar as vendas com uma oferta de 8100 peças (50% a mais), sem alteração do preço original, a margem de lucro passa para 28,9%. Todavia, ainda diante de uma concorrência, é possível que ela não negocie sem um queda de preços.  Daí uma redução no preço que cai para $361,25 o metro quadrado, aumentando o poder de competição. Assim, mesmo com o preço menor, a margem de lucro continua no patamar de 25,2%, dentro da política da empresa, com o ponto de equilíbrio de 690.259,00.


BUSCANDO  SIMULAÇÕES  PARA  VENCER  A CONCORRÊNCIA, VENDENDO A UM PREÇO 
MAIS BAIXO, SEM PERDER MARGEM 
DE LUCRO PRETENDIDA 


CÁLCULO DO PONTO DE EQUILÍBRIO 
E MARGEM DE LUCRO
OBSERVAÇÕES:

- Cálculo do ponto de Equilíbrio e menor preço, ver fórmulas.

O percentual do Ponto de Equilíbrio na quantidade está relacionado com a quantidade vendida e não com o valor


COMENTÁRIOS:

Digamos que, de acordo com a direção, a política de preço, tem como expectativa uma margem de lucro de 20% sobre as vendas.

1 – POSIÇÃO ATUAL – A empresa está em seu ritmo normal, fabricando com qualidade insuspeitada, em média 30.000 unidades do produto que vende ao preço unitário de $2,80. Nessas condições, ela opera com lucro a partir $42.000,00 (15.000 unidades) que corresponde a 50% do faturamento, Atendendo ao retorno esperado.

2 – POSIÇÃO PROJETADA – O mercado permite e a empresa está planejando aumentar a produção e venda para 75.000 unidades do produto, em princípio sem alteração no preço. O Custo fixo permanece o mesmo. Nessas condições, ela continuará a operar com lucro a partir $42.000,00 (15.000 unidades) que, todavia corresponde apenas 20,0% das vendas, Devido à posição do Custo Fixo a margem de lucro passará para 32,0% sobre as Vendas. Um retorno bem acima do anterior.

3 – POSIÇÃO PROJETADA – Após estudos foi decidido uma redução no preço de $2,80 para $2,50 buscando um incentivo nas vendas. O Custo fixo permanece o mesmo. Nessas condições, ela passará a operar com lucro a partir $51.220,00 (20.488 unidades) que, corresponde a 27,3% das vendas. Já nessa situação, a margem de lucro, com relação {a posição anterior, cai para 23,8%, mas mesmo assim, acima dos 20% que  é a política da empresa.

4 – POSIÇÃO PROJETADA – Surgiu ainda uma preocupação. Tem um concorrente que vende também o produto com qualidade ao preço de $2,40. Supondo uma estrutura administrativa e industrial semelhante, a esse preço a situação seria assim: O Custo fixo seria aproximadamente o mesmo. Nessas condições, ela passará a operar com lucro a partir $55.000,00 (23.333 unidades) que, corresponde a 31,1% das vendas. Nessa situação, a margem de lucro seria de 20,7%, um pouco maior que a posição anterior e ainda com maior força de concorrência.

 5 – POSIÇÃO PROJETADA – Decidiu-se novamente reduzir o preço para favorecer a concorrência, mas sem perder a expectativa de retorno.

FÓRMULA UTILIZADA NOS EXEMPLOS PARA CÁLCULO DOS PREÇOS COM DESCONTO:


                       (CUSTO TOTAL DA                    (VENDAS DA
                              QUANT.  PROJETADA)    X  QUANTIDADE BÁSICA)
                              -----------------------------------------------------------------   X  PREÇO ORIGINAL
                              (CUSTO TOTAL DA           X          (VENDAS DA
                               QUANT.  BÁSICA)                QUANT.  PROJETADA)


                                142.800  X  84.000                               11.995,2
                               --------------------------       X    2,80  ---------------       X  2,80   
                                210.000  X  67.200                               14.112,0

                                                           
                                                           =  0,85  X  2,80   =  2,38

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RESULTADO

Vendendo ao preço de $2,38. Com o Custo fixo no mesmo valor, ela passará a operar com lucro a partir $57.229,00 (24.046 unidades) que corresponde a 32,1% das vendas. Nessa situação, a margem de lucro seria de 20,0% dentro da política da empresa e com maior força de concorrência.


UM FORTE INSTRUMENTAL COMPETITIVO NA ECONOMIA DOS DIAS ATUAIS, QUALQUER 
QUE SEJAO PORTE DA EMPRESA; ATÉ 
MESMO O MICROEMPREENDEDOR 
INDIVIDUAL, DESDE QUE FAÇA 
USO DO APRENDIZADO!

ooooooooooo

Terminamos aqui!
Felicidade – sucesso!

Veslaine
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PRÓXIMO CURSO:

LOGÍSTICA ATUALIZADA
- ATIVIDADES COMPLEMENTARES -