A
princípio o Capital de Giro é o montante que restou das aplicações em
Imobilizados, proveniente do Patrimônio Líquido, na fase ainda de Capital dos
Sócios. Portanto, “Capital de Giro Próprio”.
No
decorrer do desenvolvimento operacional da empresa, esse Capital de Giro
Próprio, tenderá a ser fortalecido com o resultado das operações do
empreendimento, de acordo com a atuação junto ao mercado, gerando o “Capital de Giro
Operacional”.
“Aqui também, os
conhecimentos, as observações e o bom senso do administrador, na busca de
recursos financeiros e na aplicação dos mesmos, dentro da atividade
empresarial, é que permitirá a manutenção de um bom Capital de Giro, no período
que antecede o retorno financeiro, acrescido dos lucros, resultantes de uma boa
atuação no Mercado”.
O “Capital de Giro
Próprio", por si só, muitas vezes não é suficiente para um maior
desenvolvimento do empreendimento, dai, a necessidade de se trabalhar também
com Capital de Terceiros” nos casos de operações a crédito
bem como na concessão de créditos, buscando sempre um equilíbrio entre ambas.
Caminhando ao lado do Capital de Giro, existem também as operações a crédito de
longo prazos, acima de um período contábil.
No primeiro exercício
74% do dinheiro do proprietário ou sócios, investidos na empresa (PL), foram
utilizados nas compras de Bens Patrimoniais (Ativos Fixos, Imobilizado)
restando 26% de Capital de Giro próprio. No segundo exercício, as aplicações em
Ativos Fixos foram de 90% deixando-se 10% a título de Capital de Giro Próprio. “No
último período, todo o Patrimônio Líquido (100%) e mais 14% foram utilizados
para imobilização, ou seja, 14% já se referem à Capital de Terceiros, que se
não for bem manipulado, pode consumir o lucro do empreendimento. Normalmente,
em situações como essa, se os recursos para compra dos bens não forem de longo
prazo e ainda, se não houver um forte aquecimento nas vendas, a empresa poderá
passar por sérias dificuldades”.
As
Vendas no primeiro exercício foram 3,72 vezes superiores ao valor do
Imobilizado, no segundo exercício caiu para 3,66 e no terceiro exercício,
contando com um imobilizado bem maior, a vendas superaram apenas 2,48 vezes. Em situações semelhantes, é necessário aquecer fortemente as
vendas, analisar muito bem antes de novas imobilizações.
É claro que, para exercer uma atividade,
carece-se um local para se trabalhar, seja comércio, indústria ou prestação de
serviços. É evidente ainda que se
precise de equipamentos, máquinas, ferramentas, instalações, veículos, etc., se
constituem a Imobilização. O dinheiro utilizado nas aquisições é o uso que se
faz de parte dos investimentos dos sócios, que se encontra no Patrimônio
Líquido.
”A experiência, os conhecimentos, as observações e o uso do
bom senso na administração ou gerenciamento é que determinará a eficiência na
distribuição dos recursos para imobilizações. A sobrevivência da empresa poderá
depender disso. É importante salientar que, além do imobilizado, a empresa deve
aplicar recursos também em outras operações”.
O que foi dito até agora, objetivou chegar
à atividade operacional e o seu prosseguimento. Na verdade, a palavra
operacional vem do latim, de “opera”, que quer dizer “obra, trabalho”. “É na atividade operacional que se concretiza
grande parte dos objetivos da empresa, quando se propõe a exercer uma
atividade”, colocando produtos ou
serviços no mercado. É nela que o material ou a mercadoria é trabalhada antes
de chegar às mãos do consumidor. É acima de tudo a qualidade do produto, além
da necessidade e preço, que determinará
a maior ou menor procura.
O “BSC” CONFIGURA AS “VITAMINAS”
PARA A LOGÍSTICA E CONSENSOS SOCIOLÓGICOS
Nos
dias atuais, no atual ambiente globalizado, em face da acirrada concorrência e
alta competitividade, “não se admite mais o gerenciamento baseado somente nos
indicadores financeiros colocando em evidência o retorno dos investimentos e
consequente margem de lucro “cada vez maiores. Para analisar tendência dos
empreendimentos”. Há outros fatores,
de suma importância que devem ser considerados, independente do porte,
empreendedor individual, micro, pequena,
média ou grande empresa. “Trata-se do “BSC” – “Balanced Scorecard” “Cenário
Balancead”.
Medidas
de desempenho devem englobar os “valores” que a empresa considera como vitais,
para a sua sobrevivência e crescimento. “As medidas de desempenho em cada uma das perspectivas do
Cenário Balanceado estão relacionadas com”:
- Clientes – Satisfação, retenção, mercado e participação;
- Processos Internos – Qualidade, tempo de resposta, custo e introdução de novos produtos;
- Aprendizado e crescimento – Satisfação dos colaboradores e disponibilidade dos sistemas de informação
E COMO
CONSEQUÊNCIA:
- Perspectivas Financeiras – Valor agregado e retorno do investimento.
O “BSC” está desenhado para atender ao tipo de organização
que muitas empresas estão buscando ser, colocando a estratégia e a visão de
futuro no centro das atenções. “Ele não representa substituição e muito menos pretende
eliminar os indicadores financeiros tradicionais, a intenção é de criar novas
perspectivas que auxiliem a identificação dos fatores que geram uma saúde
financeira sadia.”
Daí é só adaptar os princípios básicos ao porte da empresa e por em prática,
sem o que não há garantia de sobrevivência, nos tempos atuais.
A perspectiva do cliente permite aos
executivos identificar segmentos de clientes e de mercado nos quais possam
competir, visando os seguintes pontos-chave:
- “Participação de mercado” – representação da proporção de vendas da unidade de negócio no mercado em que atua, determinada em termos de número de clientes, capital investido, unidades vendidas ou instaladas;
- “Retenção de clientes” – acompanhamento, em números absolutos ou relativos, do percentual de clientes com os quais a unidade de negócio continua mantendo relações comerciais;
- “Captação de clientes” – medição, em termos absolutos ou relativos, do percentual de clientes novos ou de novos negócios ganhos pela organização;
- “Satisfação dos clientes” – registro do nível de satisfação dos clientes em relação a critérios preestabelecidos de desempenho ou de valor agregado.
- “Lucratividade do cliente” – medição da lucratividade da empresa no negócio ou nos negócios com um cliente, ou com um segmento de mercado, depois de levantar as despesas específicas requeridas para atender esse cliente ou esse mercado.
Nesta
perspectiva, os executivos identificam os processos internos críticos nos quais
a empresa deve alcançar a excelência de negócios que ofereçam propostas de valor, capazes de
atrair e reter clientes, que satisfaçam as expectativas de retornos
financeiros. Esse modelo inclui três processos principais:
- “Inovação” – durante esse processo, Campos (2001) diz que devem ser pesquisadas as necessidades reais e futuras dos clientes-alvos. Em seguida são desenvolvidos os produtos e/ou serviços que deverão satisfazer as necessidades identificadas.
- “Operação” – as principais medidas operacionais genéricas são: custo, qualidade e tempo de resposta. Deve se preocupar com a produção e disponibilização dos produtos e serviços desenvolvidos durante o processo de inovação.
- “Serviço pós-venda” – esta é uma etapa de grande influência no processo de criação de imagem e reputação da organização na cadeia de valor do cliente, incluindo treinamentos, garantias, consertos, devoluções e processamento de pagamentos.
Cabe às diretorias das organizações,
identificar quais os processos críticos e vitais nos quais a empresa precisa destacar para que os objetivos dos
acionistas, dos clientes e dos interessados sejam plenamente atendidos.
O
aprendizado e o crescimento da organização vêm de três principais fontes: as
pessoas, os sistemas e os procedimentos organizacionais. Os objetivos traçados
através do BSC, em geral, acusam uma grande defasagem entre as capacitações das
pessoas, dos sistemas e dos procedimentos para alcançar os objetivos,
promovendo o desempenho. “É necessário capacitar os
funcionários, intensificar a tecnologia e os sistemas de informação e alinhar
os procedimentos e rotinas organizacionais para eliminar essa defasagem”.
As medidas nesta perspectiva são: satisfação do
funcionário, retenção, treinamento e habilidades e direcionadores específicos
dessas medidas, tais como índices detalhados de habilidades específicas
requeridas pelo novo ambiente competitivo. Processos
que ajudam as empresas a conectar os objetos de longo prazo às ações de curto
prazo:
- “Tradução da visão” – ajuda os gerentes a desenvolver o consenso em torno da estratégia da empresa, expressando-a em termos que orientam a ação no nível local.
- “Comunicação e conexão”– permite que os gerentes comuniquem a estratégia para cima e para baixo na organização e a conectam às metas das unidades e dos indivíduos.
- “Planejamento de negócios”– permite que a empresa integre o plano de negócios e o plano financeiro.
- “Feedback e aprendizado”– proporciona à empresa a capacidade de aprendizado estratégico, que consiste em reunir feedback, testar as hipóteses em que se baseou a estratégia e efetuar os ajustamentos necessários.
“Na perspectiva financeira, as medidas
indicam se a empresa está obtendo êxito com as estratégias definidas,
implementadas e executadas”.
Em geral, esse êxito é medido pela sua
lucratividade, pelo seu crescimento e pelo incremento de valor, consequente das
perspectivas anteriores. Se os indicadores financeiros não mostram o esperado,
pode haver problemas na execução, na implementação ou até mesmo na definição
das estratégias.
Os objetivos
enfatizarão o crescimento das vendas, os novos mercados e novos consumidores,
os novos produtos e novos canais de marketing, vendas e distribuição, mantendo
um nível adequado de gastos com desenvolvimento de produtos e processos.
Enfatizarão as medidas financeiras tradicionais, tais como retorno sobre o
capital investido, lucro operacional e margem bruta. A ênfase recairá sobre o fluxo de caixa.
Qualquer investimento deverá prover o retorno certo em caixa.
A valorização do
ser humano na sociedade e em particular dentro da organização deve ser levada
em conta como de grande importância, objetivando-se um ambiente saudável e em
consequência uma melhor qualidade de vida. Todavia, sabe-se da grande
dificuldade de se manter sadia as relações interpessoais e a interdependência
entre setores. A quase total carência de conhecimentos relacionados com o
equilíbrio mental diante das situações diárias e a baixa qualidade da educação,
dificultam de uma certa forma um melhor trabalho de socialização.
As macro tendências, a globalização,
os avanços tecnológicos, não deveriam exercer pressão a ponto de ferir a
autoestima, a tentativa de se administrar as emoções, não Deveriam ser
obstáculos para a auto motivação.
Consenso
sociológico é quando as empresas decidem,
voluntariamente, contribuir para
uma sociedade mais justa e para
um ambiente mais limpo. Uma empresa não tem apenas o objetivo de
fazer lucro e além de trazer benefício financeiro aos funcionários, deve também
contribuir socialmente para o seu meio envolvente. trazendo cultura e boas
condições para a sociedade.
O ambiente sadio numa empresa, não
pode ser um campo minado. O que mais irrita no trabalho, são certos
regulamentos e comportamentos híerárquicos que humilham as pessoas. Ficar
pensando nas tarefas desagradáveis é mais penoso que executá-las. Se não está
suportando o trabalho, fazendo-o com má vontade torna a vida mais pesada.
· Todo o executivo, para continuar executivo, deveria habituar-se a
aprender alguma coisa nova a cada dia. Para se chegar a ser de alto nível, tem
que se estar ciente de que não se pode voar como uma águia, com asas de um
mosquito. Muitos destroem suas áreas de comando para que seus erros não
apareçam, mas a queda virá mais cedo ou mais tarde.
· As diferenças de opiniões, escondidas sob o pretexto de
incompatibilidade, mesmo com subordinados, devem ser respeitadas. Muitas vezes
se perde um excelente funcionário por não se conceder um tempo para melhor
entendimento. Uma hora de tempo pode custar
“$50,00” enquanto que o treinamento de um substituto pode custar “$5.000,00”.
· Nem sempre um cargo de nível é ocupado por “qualidade”. É importante
não confundir qualidade com hipocrisia É incrível, mas é verdade: quando um
homem se julga detentor de poderes, até suas galinhas e cachorros sobem aos
céus.
· Soberbo é o indivíduo que aspira a ocupar posições de destaque,
sem ter capacidade nem cultura, como aquele que pretende alcançar riquezas,
apelando para direitos imaginários, sem empregarem de sua parte o esforço
pessoal. Convertem-se em ressentidos sociais, no momento em que fracassam em
suas tentativas.
· Arrogância profissional é quando se usa do cargo para fins
particulares, quando os outros não são ouvidos, quando os próprios
conhecimentos são adorados, quando há abuso do poder.
· Nenhuma empresa é pequena quando os dirigentes são grandes. É
preciso saber se na empresa, os excelentes operários recebem o salário da
compreensão. Tirar dos que trabalham para pagar os que não trabalham é uma
direção inoperante.
· Em muitas organizações, talvez tenha que se inverter a pirâmide do
poder. A autoridade só pode residir na superioridade pessoal, acima do direito
legal, mas, será que a autoridade pode ser exercida, sabendo-se menos que os
subordinados?
· Uma desastrosa deficiência funcional é trabalhar com acentuada
atenção voltada para os clientes, negligenciando funcionários. Diante da
alegria pelo lançamento de um produto que ganhou mercado, é uma prova de
sucesso empresarial, mas, pergunta-se: O pessoal de hierarquia mais baixa e que
ajudou a criá-lo é reconhecido?
· Um alto investimento sem custo é um elogio merecido que não custa
nada, mas o retorno é incomensurável. Quando o desempenho é reconhecido,
geralmente se esforça para um rendimento ainda maior. Portanto, um belo retorno
para um investimento tão modesto.
· Com a automação das fábricas, a robótica é um sucesso. È o caso de
se perguntar se os homens que trabalham em paralelo são tratados como humanos?
· A tão falada Qualidade Total é um processo de transformação
contínua. Resta saber se o é também na melhoria de vida dos trabalhadores.
Tratar corretamente o homem que executa trabalho equivale a duplicar sua
produção, o prazer, o lucro e a satisfação geral
· A qualidade é hoje uma das principais estratégias competitivas nas
diversas empresas e nos diversos setores. A qualidade está intimamente ligada à
produtividade, a melhoria de resultados e ao aumento de lucros, através de
redução de perdas e do desperdício, do envolvimento de todos na empresa e
conseqüente motivação.
· A racionalização é qualidade, é a luta contra o desperdício e a
simplificação é a sua principal técnica para eliminar o desnecessário. Ambas
dependem do raciocínio analítico, lógico e resolutivo, sem o impacto emocional.
· Lei de matemática industrial: um grama de qualidade vale mais do
que um quilo de quantidade.
· Não há quase nada no mundo que alguns homens não façam um pouco
pior para vender um pouco mais barato. E aqueles que olham somente o preço, são
vítimas da pilhagem legal daqueles homens. Se quisermos ver o fim de um
produto, é só fabricá-lo pior e vendê-lo mais barato.
· O
cliente não avalia se um produto e ou serviço possuem qualidade apenas pelo
preço, ou por determinada característica, pelo contrário, a qualidade é
determinada quando o produto e ou serviço atingem a expectativa do cliente. A
definição de qualidade deve sempre estar relacionada com a satisfação do
cliente.
ooo
Felicidade! – Sucesso!
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