POLÍTICA, GOVERNO, PODER!
“CAPITALISMO
FRAUDULENTO, DISFARÇADO EM GLOBALIZAÇAO
E BEM COMUM”
E BEM COMUM”
Buscando
restaurar a sanidade e a ordem, quem sabe em toda a terra, Confúcio, nascido em
552 a.C. já teria dito:
“Os grandes
antigos, quando queriam revelar e propagar as mais altas virtudes, punham seus
Estados em ordem. Antes de porem seus Estados em ordem, punham em ordem suas
famílias. Antes de porem em ordem suas famílias, punham em ordem a si próprios.
Antes de porem em ordem a si próprios, aperfeiçoavam suas almas. Antes de
aperfeiçoarem suas almas, procuravam ser sinceros em seus pensamentos e
ampliavam ao máximo os seus conhecimentos. Essa ampliação dos conhecimentos
decorre da investigação das coisas ou de vê-las como elas são. Quando as coisas
são assim investigadas, o conhecimento se torna completo. Quando os pensamentos
são sinceros, a alma se torna perfeita, o homem está em ordem, sua família
também fica em ordem. Quando a família está em ordem, o Estado que ele dirige
também pode cair na ordem. E quando os Estados caem na ordem, o mundo inteiro
goza de paz e felicidade”.
A atualidade se encontra nesse nível?
Que pergunta cretina!
Que pergunta cretina!
Derivativo
do grego “politikós” (polis),
que significa tudo o que se refere à cidade, portanto, citadino, público,
social. Na Idade Moderna o termo perdeu o seu significado original tendo sido
substituído por expressões tais como “ciência do Estado”, "ciência
política”, “doutrina do Estado” e “Filosofia Política”.
A
palavra política nos leva a quatro conceitos distintos: a doutrina do direito e
da moral, a teoria do Estado, a arte de governar e o estudo dos comportamentos
intersubjetivos. Na abordagem que estamos fazendo, ao analisar as implicações
entre espiritualidade e política, nos interessa abordar a política enquanto
doutrina do direito e da moral, pois a partir daí temos elementos para
entender, também, a política sob as demais perspectivas.
O
conceito de política enquanto doutrina do direito e da moral foi exposto por
Aristóteles, na Ética. Para o filósofo grego, a investigação daquilo que deve
ser o bem pertence a mais arquitetônica das ciências. Pois, a política determina
quais são as ciências necessárias nas cidades, quais as que cada cidadão deve
aprender e até que ponto.
O
conceito de Política, entendido como forma de atividade ou de praxe humana,
está intimamente ligado com o de poder. O poder foi definido tradicionalmente
como algo que se baseia nos meios para obter uma vantagem ou analogamente como
o conjunto de meios que permitem obter efeitos desejados. Um destes meios é o
domínio sobre os outros homens.
A
Política é, em certo sentido, a tomada de decisões através de meios públicos,
em contraste com a tomada de decisões pessoais, adotadas particularmente pelo
indivíduo, e com as decisões econômicas, geradas como resposta às influências
impessoais, tais como o dinheiro, condições do mercado e escassez de recursos.
Platão e Aristóteles fazem uma analogia com o “navio” para explicar a ação
política. O timoneiro deveria cuidar do leme, do peso, da rota e dos
tripulantes para que o mesmo não encalhe, não afunde e chegue ao seu destino. O
mesmo se dá com o governante à frente de um Estado, isto é, deve conduzir
homens aos ideais propostos.
Todos aqueles que têm nas mãos o
poder e a riqueza, têm a chance de ajudar ou prejudicar muitos. Este poder
temporal é uma valiosa ferramenta para que seus detentores possam sanar seu
carma. Tudo depende, entretanto, do modo como será utilizada, uma vez que seu
mau uso poderá gerar novo efeito negativo.
Em função das “leis do carma”, a
maioria dos que atualmente ocupam posições de poder o fazem porque, em outras
vidas, fizeram mal a muitos, criando um carma pessoal e coletivo, e,
reencarnando para terem a chance de reparar seus erros.
A maioria das pessoas públicas, como
artistas, políticos, milionários, se hoje fazem muitos rirem, é porque, no
passado, os fizeram chorar, se hoje alimentam muitos, é porque, no passado, os
deixaram passar fome, se levaram muitos à morte através de “guerras santas”,
têm o dever de encaminhá-los a Deus, e assim por diante…
Aqueles que nascem com a
oportunidade de possuírem poder do modo como já o tiveram no passado terão o
livre-arbítrio para usá-lo como quiserem. Tanto para ajudar a muitos ou somente
em benefício próprio, mas no “acerto de contas final”, no além túmulo, há quem
muito é dado, muito será cobrado.
O poder é uma das “drogas” mentais
que mais viciam, embebedam a mente e desequilibram a razão. Os maiores impérios
que existiram na terra, ruíram pela sede de seus dirigentes de subjugarem
outras nações e por lutas e traições internas. Contudo, ninguém “é poderoso”,
todos “estão poderosos”, porque todo poder e riqueza são temporários.
Muitos políticos e poderosos que deveriam trabalhar com o
povo, pelo povo e para o povo, além de corruptos, têm somente metas e objetivos
pessoais, esquecendo-se de que seu cargo lhes foi dado para lutar por aqueles
que o puseram lá. Em geral, não fazem nada para justificar o seu salário.
No cenário mundial contemporâneo
percebe-se o processar de inúmeras transformações de ordem económica, política,
social e cultural que, por sua vez, se adaptam aos novos modelos de relações
entre instituições e mercados, organizações e sociedade. No âmbito das actuais
tendências de relacionamento, verifica-se a aproximação dos interesses das
organizações e os da sociedade resultar em esforços múltiplos para o cumprimento
de objetivos compartilhados. É necessário e de grande
importância, valorizar o produto nacional, influenciar a mudança de conceitos
como consumidores, pensar num futuro próximo a fim de garantir a segurança, fomentar a estabilidade e a geração de
empregos.
Todos
os corruptos acham que se suas roubalheiras e desonestidades não vierem a
público, ninguém as descobrirá. Que o desvio de verbas que levou fome ou morte
a muitos, não lhes trará conseqüências. Mesmo os que realizaram, realizam e
realizarão “roubos perfeitos”, podem esconder de todos, menos de suas próprias
consciências e de Deus, e, podem ter a certeza, as leis que regem o Universo,
mais cedo ou mais tarde irão proporcionar-lhes sofrimentos iguais aos que
causaram a outros, não somente para sofrerem, mas para fazê-los ver o que
fizeram de errado.
Poder e riqueza não é somente o
dinheiro, mas também o conhecimento, pois se uma pessoa tem muito conhecimento
e experiência, deve passá-los para aqueles que queiram aprender, porque quem
guarda o que sabe somente para si, é igual a um rico que não dá aos
necessitados o que lhe sobra. A maioria das pessoas pensa que se isolando do
que acontece de ruim no mundo, estará se livrando dos problemas.
Grande
engano, pois todos são como elos de uma corrente estando ligados uns aos
outros.
Um ato de violência do outro lado do
globo reflete diretamente em todo planeta, pois as ondas de energia negativa se
propagam na velocidade do pensamento e, com o tempo, irá afetar a todos, pois
que a terra e o universo formam um grande organismo simbiôntico.
Estar ligado à preceitos religiosos
é extremamente necessário aos políticos, muito mais do que um eremita isolado.
Se este último praticar algum mal, ele é o único a sair ferido, afinal é ele
mesmo. Já, uma pessoa que exerce um cargo de poder e que influencia diretamente
o destino da sociedade, age mal, o prejuízo será grande, atingindo muitas
pessoas.
Muitos são os que têm o poder nas
mãos, que têm riqueza e que têm a chance de ajudar ou prejudicar muitos. Tudo,
todavia, depende do modo que faz uso de tudo isso, já que seu uso irresponsável
poderá gerar situações negativas. O poder tem tido efeito de “drogas mentais”
que viciam fortemente, que embebedam o cérebro e chegam a tirar a razão do
equilíbrio. Grandes impérios que existiram no passado acabaram em ruínas pelas
lutas e traições internas e pela sede do poder ilimitado a ser exercido também
sobre outras nações. Só que esqueceram que o poder e a riqueza são temporários.
Grande parte dos políticos e
pretensos poderosos cujo princípio básico no exercício de suas funções, deveria
ser o trabalho em benefício do povo, são na verdade corruptos com objetivos
puramente pessoais esquecendo-se de foram eleitos para um trabalho honesto que
justifique o quanto ganham o que não acontece. Julgando que se suas safadas sutilezas não
vierem a público, ninguém as descobrirá e que o desvio de verbas que muitas
vezes se redundam em fome ou morte não lhes trará conseqüências. Tudo pode
ficar escondido de todos, menos de suas próprias consciências e de Deus.
A
política não é apenas uma atividade das instituições sociais, senão que se
origina na própria essência da sociedade, independentemente de sua
institucionalização. O bem comum, por sua vez, é a concepção milenar da função
da política dentro da sociedade, e a expressão clássica desta concepção está em
Tomás de Aquino, que, na sua Suma Teológica, escreve “Finis politica est
urbanum bonum” — “A finalidade da política é o bem comum”
A maioria das pessoas gosta de possuir muitos bens e ter
domínio sobre os demais homens. Mas de acordo com as instruções dos Espíritos
“A autoridade, da mesma forma que a fortuna, é uma delegação da qual serão
pedidas contas àquele que dela se acha investido; não creiais que lhe seja dada
para lhe proporcionar o vão prazer de comandar, nem, assim como crêem
falsamente a maioria dos poderosos da Terra, como um direito, uma propriedade”.
Deus as dá como prova ou missão e as retira quando lhe apraz.
Acreditamos que os governantes,
quando a moral for o fator mais importante em todas as resoluções, não mais
irão buscar os seus interesses mesquinhos, mas, acima de tudo, deverão aplicar
amplamente a noção de “bem comum” propiciando sob todos os meios possíveis a
felicidade da maioria.
Temas
como estrutura e forma de governo, legitimidade do poder, fontes do poder,
direitos e deveres dos membros de uma comunidade, assim como as relações entre os indivíduos e o Estado
não podem ser entendidos e conscientemente vividos sem a compreensão das
questões éticas e morais que aí estão presentes.
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