domingo, 11 de outubro de 2015

PIRÂMIDE DO PODER


PIRÂMIDE DO PODER

Os “Prós” e “Contras” dos Dirigentes!

  Veslaine Antônio Silva

O que mais irrita no trabalho, são  regulamentos que humilham as pessoas. Ficar pensando nas tarefas desagradáveis é mais penoso que executá-las. Se não está suportando o trabalho, fazendo-o com má vontade torna a vida mais pesada.
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Nenhuma empresa é pequena quando os dirigentes são grandes. É preciso saber se na empresa, os excelentes operários recebem o salário da compreensão. Tirar dos que trabalham para pagar os que não trabalham é uma direção inoperante.


  • Os dirigentes que se preocupam em fazer sua própria fortuna sem gerar uma base sólida é uma verdadeira demonstração de insensatez gerencial.

  • Quem não é capaz de se dominar, não é digno de ser chefe. Os vivos são e serão sempre, cada vez mais governados ou dirigidos pelos mais vivos.

  • Em muitas organizações, talvez tenha que se inverter a pirâmide do poder. A autoridade só pode residir na superioridade pessoal, acima do direito legal, mas, será que a autoridade pode ser exercida, sabendo-se menos que os subordinados.

  • Sendo superior, nunca repreendas ninguém com ira, mas só depois que ela passar. Uma simples presença humana muitas vezes pode conter mais autoridade que uma floresta de baionetas.

  • Encare todos os concorrentes como professores. Não há um sequer, de quem não se possa aprender alguma coisa. Todos à sua maneira estarão provavelmente mais aperfeiçoados. Descubra como e onde, e depois acabe com a sua inferioridade.

  • Uma desastrosa deficiência funcional é trabalhar com a atenção voltada para os clientes, negligenciando funcionários. Diante da alegria pelo lançamento de um produto que ganhou mercado, pergunta-se: O pessoal de hierarquia mais baixa e que ajudou a criá-lo é reconhecido?
  • Para o sucesso de uma empresa familiar, deve-se assumir a responsabilidade de contratar um administrador profissional.  Nas de maior sucesso, os filhos e herdeiros trabalharam primeiro fora.
  • É impressionante, mas é uma verdade, principalmente em muitas posições hierárquicas: férias são coisas que muitos temem como temem o inferno. Os superiores podem perceber que a ausência não foi notada.

  • A corrupção é sinônimo de desorganização administrativa, provocada pela inépcia administrativa dos dirigentes que procuram comprar o apoio de quem revelar os respectivos níveis de incompetência, concedendo vantagens e fingindo não perceber fraudes.

  • Os comerciantes hábeis sabem especular com a ambição dos compradores e assim organizam vendas de “saldos”, “liquidações” etc.. A maioria das pessoas que buscam comprar nessas liquidações não necessita no momento, dos gêneros, nem de outros artigos, mas o fundamental para elas é não perder o negócio.

  • A melhor pesquisa de mercado é o sistema de comunicação cada vez mais avançado que faz com que as empresas conheçam cada vez mais a vontade do povo.

  • A empresa pode estar bem localizada, mas é importante saber, se a comunidade onde ela opera é bem servida.

  • Faça de cada empregado um sócio do negócio. Seja quem for, que não mereça ser sócio, não merece também ser empregado. Pelo trabalho se conhece o empregado.

  • Geralmente os bons princípios morais e filosóficos não se fixam no arrogante a não ser de forma artificial. Ou seja: Senhores, arrogância nunca foi uma palavra simpática, principalmente se se trata de algum dirigente.

  • Arrogância profissional é quando se usa do cargo para fins particulares, quando os outros não são ouvidos, quando os próprios conhecimentos são adorados, quando há abuso do poder.

  • A autoridade só pode residir na superioridade pessoal, acima do direito legal, mas, será que a autoridade pode ser exercida, sabendo-se menos que os subordinados?

  • Sendo superior, nunca repreendas ninguém com ira, mas só depois que ela passar.

  • Uma desastrosa deficiência funcional é trabalhar com a atenção voltada para os clientes, negligenciando funcionários.

  • Diante da alegria pelo lançamento de um produto que ganhou mercado, pergunta-se: O pessoal de hierarquia mais baixa e que ajudou a criá-lo é reconhecido?

  • As diferenças de opiniões, escondidas sob o pretexto de incompatibilidade, mesmo com subordinados, devem ser respeitadas. Muitas vezes se perde um excelente funcionário por não se conceder um tempo para melhor entendimento. Uma hora de tempo pode custar 50 dólares enquanto que o treinamento de um substituto pode custar cinco mil dólares.

  • Os dirigentes que se preocupam em fazer sua própria fortuna sem gerar uma base sólida é uma verdadeira demonstração de insensatez gerencial. Quem não é capaz de se dominar, não é digno de ser chefe.

  • Os vivos são e serão sempre, cada vez mais governados ou dirigidos pelos mais vivos. A corrupção é sinônimo de desorganização administrativa, provocada pela inépcia administrativa dos dirigentes que procuram comprar o apoio de quem revelar os respectivos níveis de incompetência, concedendo vantagens e fingindo não perceber fraudes.

  • Todo empregado pensará melhor, sentir-se-á melhor, trabalhará melhor, se souber que a sua companhia goza de admiração e respeito na coletividade em geral. A melhor pesquisa de mercado é o sistema de comunicação cada vez mais avançado que faz com que as empresas conheçam cada vez mais a vontade do povo. A empresa pode estar bem localizada, mas é importante saber, se a comunidade onde ela opera é bem servida.

  •  Faça de cada empregado um sócio do negócio. Seja quem for, que não mereça ser sócio, não merece também ser empregado. Pelo trabalho se conhece o empregado.

  • Geralmente os bons princípios morais e filosóficos não se fixam no arrogante a não ser de forma artificial. Ou seja: Senhores, arrogância nunca foi uma palavra simpática, principalmente se se trata de algum dirigente.




domingo, 4 de outubro de 2015

POLÍTICA, GOVERNO, PODER!



POLÍTICA, GOVERNO, PODER!

“CAPITALISMO FRAUDULENTO, DISFARÇADO EM GLOBALIZAÇAO  
E BEM COMUM”



Buscando restaurar a sanidade e a ordem, quem sabe em toda a terra, Confúcio, nascido em 552 a.C. já teria dito:

            “Os grandes antigos, quando queriam revelar e propagar as mais altas virtudes, punham seus Estados em ordem. Antes de porem seus Estados em ordem, punham em ordem suas famílias. Antes de porem em ordem suas famílias, punham em ordem a si próprios. Antes de porem em ordem a si próprios, aperfeiçoavam suas almas. Antes de aperfeiçoarem suas almas, procuravam ser sinceros em seus pensamentos e ampliavam ao máximo os seus conhecimentos. Essa ampliação dos conhecimentos decorre da investigação das coisas ou de vê-las como elas são. Quando as coisas são assim investigadas, o conhecimento se torna completo. Quando os pensamentos são sinceros, a alma se torna perfeita, o homem está em ordem, sua família também fica em ordem. Quando a família está em ordem, o Estado que ele dirige também pode cair na ordem. E quando os Estados caem na ordem, o mundo inteiro goza de paz e felicidade”.

A atualidade se encontra nesse nível?
Que pergunta cretina!


            Derivativo do grego “politikós” (polis), que significa tudo o que se refere à cidade, portanto, citadino, público, social. Na Idade Moderna o termo perdeu o seu significado original tendo sido substituído por expressões tais como “ciência do Estado”, "ciência política”, “doutrina do Estado” e “Filosofia Política”.

            A palavra política nos leva a quatro conceitos distintos: a doutrina do direito e da moral, a teoria do Estado, a arte de governar e o estudo dos comportamentos intersubjetivos. Na abordagem que estamos fazendo, ao analisar as implicações entre espiritualidade e política, nos interessa abordar a política enquanto doutrina do direito e da moral, pois a partir daí temos elementos para entender, também, a política sob as demais perspectivas.

            O conceito de política enquanto doutrina do direito e da moral foi exposto por Aristóteles, na Ética. Para o filósofo grego, a investigação daquilo que deve ser o bem pertence a mais arquitetônica das ciências. Pois, a política determina quais são as ciências necessárias nas cidades, quais as que cada cidadão deve aprender e até que ponto.

            O conceito de Política, entendido como forma de atividade ou de praxe humana, está intimamente ligado com o de poder. O poder foi definido tradicionalmente como algo que se baseia nos meios para obter uma vantagem ou analogamente como o conjunto de meios que permitem obter efeitos desejados. Um destes meios é o domínio sobre os outros homens.

            A Política é, em certo sentido, a tomada de decisões através de meios públicos, em contraste com a tomada de decisões pessoais, adotadas particularmente pelo indivíduo, e com as decisões econômicas, geradas como resposta às influências impessoais, tais como o dinheiro, condições do mercado e escassez de recursos. Platão e Aristóteles fazem uma analogia com o “navio” para explicar a ação política. O timoneiro deveria cuidar do leme, do peso, da rota e dos tripulantes para que o mesmo não encalhe, não afunde e chegue ao seu destino. O mesmo se dá com o governante à frente de um Estado, isto é, deve conduzir homens aos ideais propostos.

            Todos aqueles que têm nas mãos o poder e a riqueza, têm a chance de ajudar ou prejudicar muitos. Este poder temporal é uma valiosa ferramenta para que seus detentores possam sanar seu carma. Tudo depende, entretanto, do modo como será utilizada, uma vez que seu mau uso poderá gerar novo efeito negativo.

            Em função das “leis do carma”, a maioria dos que atualmente ocupam posições de poder o fazem porque, em outras vidas, fizeram mal a muitos, criando um carma pessoal e coletivo, e, reencarnando para terem a chance de reparar seus erros.

            A maioria das pessoas públicas, como artistas, políticos, milionários, se hoje fazem muitos rirem, é porque, no passado, os fizeram chorar, se hoje alimentam muitos, é porque, no passado, os deixaram passar fome, se levaram muitos à morte através de “guerras santas”, têm o dever de encaminhá-los a Deus, e assim por diante…

            Aqueles que nascem com a oportunidade de possuírem poder do modo como já o tiveram no passado terão o livre-arbítrio para usá-lo como quiserem. Tanto para ajudar a muitos ou somente em benefício próprio, mas no “acerto de contas final”, no além túmulo, há quem muito é dado, muito será cobrado.

            O poder é uma das “drogas” mentais que mais viciam, embebedam a mente e desequilibram a razão. Os maiores impérios que existiram na terra, ruíram pela sede de seus dirigentes de subjugarem outras nações e por lutas e traições internas. Contudo, ninguém “é poderoso”, todos “estão poderosos”, porque todo poder e riqueza são temporários.

            Muitos políticos e poderosos que deveriam trabalhar com o povo, pelo povo e para o povo, além de corruptos, têm somente metas e objetivos pessoais, esquecendo-se de que seu cargo lhes foi dado para lutar por aqueles que o puseram lá. Em geral, não fazem nada para justificar o seu salário.

            No cenário mundial contemporâneo percebe-se o processar de inúmeras transformações de ordem económica, política, social e cultural que, por sua vez, se adaptam aos novos modelos de relações entre instituições e mercados, organizações e sociedade. No âmbito das actuais tendências de relacionamento, verifica-se a aproximação dos interesses das organizações e os da sociedade resultar em esforços múltiplos para o cumprimento de objetivos compartilhados. É necessário e de grande importância, valorizar o produto nacional, influenciar a mudança de conceitos como consumidores, pensar num futuro próximo a fim de garantir a segurança, fomentar a estabilidade e a geração de empregos.

            Todos os corruptos acham que se suas roubalheiras e desonestidades não vierem a público, ninguém as descobrirá. Que o desvio de verbas que levou fome ou morte a muitos, não lhes trará conseqüências. Mesmo os que realizaram, realizam e realizarão “roubos perfeitos”, podem esconder de todos, menos de suas próprias consciências e de Deus, e, podem ter a certeza, as leis que regem o Universo, mais cedo ou mais tarde irão proporcionar-lhes sofrimentos iguais aos que causaram a outros, não somente para sofrerem, mas para fazê-los ver o que fizeram de errado.

            Poder e riqueza não é somente o dinheiro, mas também o conhecimento, pois se uma pessoa tem muito conhecimento e experiência, deve passá-los para aqueles que queiram aprender, porque quem guarda o que sabe somente para si, é igual a um rico que não dá aos necessitados o que lhe sobra. A maioria das pessoas pensa que se isolando do que acontece de ruim no mundo, estará se livrando dos problemas.

Grande engano, pois todos são como elos de uma corrente estando ligados uns aos outros.

            Um ato de violência do outro lado do globo reflete diretamente em todo planeta, pois as ondas de energia negativa se propagam na velocidade do pensamento e, com o tempo, irá afetar a todos, pois que a terra e o universo formam um grande organismo simbiôntico.

            Estar ligado à preceitos religiosos é extremamente necessário aos políticos, muito mais do que um eremita isolado. Se este último praticar algum mal, ele é o único a sair ferido, afinal é ele mesmo. Já, uma pessoa que exerce um cargo de poder e que influencia diretamente o destino da sociedade, age mal, o prejuízo será grande, atingindo muitas pessoas.

            Muitos são os que têm o poder nas mãos, que têm riqueza e que têm a chance de ajudar ou prejudicar muitos. Tudo, todavia, depende do modo que faz uso de tudo isso, já que seu uso irresponsável poderá gerar situações negativas. O poder tem tido efeito de “drogas mentais” que viciam fortemente, que embebedam o cérebro e chegam a tirar a razão do equilíbrio. Grandes impérios que existiram no passado acabaram em ruínas pelas lutas e traições internas e pela sede do poder ilimitado a ser exercido também sobre outras nações. Só que esqueceram que o poder e a riqueza são temporários.

            Grande parte dos políticos e pretensos poderosos cujo princípio básico no exercício de suas funções, deveria ser o trabalho em benefício do povo, são na verdade corruptos com objetivos puramente pessoais esquecendo-se de foram eleitos para um trabalho honesto que justifique o quanto ganham o que não acontece. Julgando que se suas safadas sutilezas não vierem a público, ninguém as descobrirá e que o desvio de verbas que muitas vezes se redundam em fome ou morte não lhes trará conseqüências. Tudo pode ficar escondido de todos, menos de suas próprias consciências e de Deus.

            A política não é apenas uma atividade das instituições sociais, senão que se origina na própria essência da sociedade, independentemente de sua institucionalização. O bem comum, por sua vez, é a concepção milenar da função da política dentro da sociedade, e a expressão clássica desta concepção está em Tomás de Aquino, que, na sua Suma Teológica, escreve “Finis politica est urbanum bonum” — “A finalidade da política é o bem comum”

            A maioria das pessoas gosta de possuir muitos bens e ter domínio sobre os demais homens. Mas de acordo com as instruções dos Espíritos “A autoridade, da mesma forma que a fortuna, é uma delegação da qual serão pedidas contas àquele que dela se acha investido; não creiais que lhe seja dada para lhe proporcionar o vão prazer de comandar, nem, assim como crêem falsamente a maioria dos poderosos da Terra, como um direito, uma propriedade”. Deus as dá como prova ou missão e as retira quando lhe apraz.
 
Acreditamos que os governantes, quando a moral for o fator mais importante em todas as resoluções, não mais irão buscar os seus interesses mesquinhos, mas, acima de tudo, deverão aplicar amplamente a noção de “bem comum” propiciando sob todos os meios possíveis a felicidade da maioria.

Temas como estrutura e forma de governo, legitimidade do poder, fontes do poder, direitos e deveres dos membros de uma comunidade, assim como as relações  entre os indivíduos e o Estado não podem ser entendidos e conscientemente vividos sem a compreensão das questões éticas e morais que aí estão presentes.

Veslaine Antônio Silva