domingo, 7 de dezembro de 2014

2/2 - "LÓGICA DA LOGÍSTICA"





           É evidente, que para exercer uma atividade é necessário, material a ser manipulado e gente para trabalhar.  É necessário assumir e cumprir compromissos tais como: Fornecedores, Salários e Encargos, Impostos, etc.

            A princípio o Capital de Giro é o montante que restou das aplicações em Imobilizados, proveniente do Patrimônio Líquido, na fase ainda de Capital dos Sócios.  Portanto, “Capital de Giro Próprio”.

            No decorrer do desenvolvimento operacional da empresa, esse Capital de Giro Próprio, tenderá a ser fortalecido com o resultado das operações do empreendimento, de acordo com a atuação junto ao mercado, gerando o “Capital de Giro Operacional”.

            “Aqui também, os conhecimentos, as observações e o bom senso do administrador, na busca de recursos financeiros e na aplicação dos mesmos, dentro da atividade empresarial, é que permitirá a manutenção de um bom Capital de Giro, no período que antecede o retorno financeiro, acrescido dos lucros, resultantes de uma boa atuação no Mercado”.

            O “Capital de Giro Próprio", por si só, muitas vezes não é suficiente para um maior desenvolvimento do empreendimento, dai, a necessidade de se trabalhar também com Capital de Terceiros” nos casos de operações a crédito bem como na concessão de créditos, buscando sempre um equilíbrio entre ambas. Caminhando ao lado do Capital de Giro, existem também as operações a crédito de longo prazos, acima de um período contábil.






            



   












            No primeiro exercício 74% do dinheiro do proprietário ou sócios, investidos na empresa (PL), foram utilizados nas compras de Bens Patrimoniais (Ativos Fixos, Imobilizado) restando 26% de Capital de Giro próprio. No segundo exercício, as aplicações em Ativos Fixos foram de 90% deixando-se 10% a título de Capital de Giro Próprio. “No último período, todo o Patrimônio Líquido (100%) e mais 14% foram utilizados para imobilização, ou seja, 14% já se referem à Capital de Terceiros, que se não for bem manipulado, pode consumir o lucro do empreendimento. Normalmente, em situações como essa, se os recursos para compra dos bens não forem de longo prazo e ainda, se não houver um forte aquecimento nas vendas, a empresa poderá passar por sérias dificuldades”.






            As Vendas no primeiro exercício foram 3,72 vezes superiores ao valor do Imobilizado, no segundo exercício caiu para 3,66 e no terceiro exercício, contando com um imobilizado bem maior, a vendas superaram apenas 2,48 vezes. Em situações semelhantes, é necessário aquecer fortemente as vendas, analisar muito bem antes de novas imobilizações.

             É claro que, para exercer uma atividade, carece-se um local para se trabalhar, seja comércio, indústria ou prestação de serviços.  É evidente ainda que se precise de equipamentos, máquinas, ferramentas, instalações, veículos, etc., se constituem a Imobilização. O dinheiro utilizado nas aquisições é o uso que se faz de parte dos investimentos dos sócios, que se encontra no Patrimônio Líquido.

             ”A experiência, os conhecimentos, as observações e o uso do bom senso na administração ou gerenciamento é que determinará a eficiência na distribuição dos recursos para imobilizações. A sobrevivência da empresa poderá depender disso. É importante salientar que, além do imobilizado, a empresa deve aplicar recursos também em outras operações”.


            O que foi dito até agora, objetivou chegar à atividade operacional e o seu prosseguimento. Na verdade, a palavra operacional vem do latim, de “opera”, que quer dizer “obra, trabalho”.  “É na atividade operacional que se concretiza grande parte dos objetivos da empresa, quando se propõe a exercer uma atividade”, colocando produtos ou serviços no mercado. É nela que o material ou a mercadoria é trabalhada antes de chegar às mãos do consumidor. É acima de tudo a qualidade do produto, além da necessidade  e preço, que determinará a maior ou menor procura.






















O “BSC” CONFIGURA AS “VITAMINAS” PARA A LOGÍSTICA E CONSENSOS SOCIOLÓGICOS


            Nos dias atuais, no atual ambiente globalizado, em face da acirrada concorrência e alta competitividade, “não se admite mais o gerenciamento baseado somente nos indicadores financeiros colocando em evidência o retorno dos investimentos e consequente margem de lucro “cada vez maiores. Para analisar tendência dos empreendimentos”. Há outros fatores, de suma importância que devem ser considerados, independente do porte, empreendedor  individual, micro, pequena, média ou grande empresa. Trata-se do “BSC” – “Balanced Scorecard” “Cenário Balancead”. 

            Medidas de desempenho devem englobar os “valores” que a empresa considera como vitais, para a sua sobrevivência e crescimento. “As medidas de desempenho em cada uma das perspectivas do Cenário Balanceado estão relacionadas com”:

  • Clientes – Satisfação, retenção, mercado e participação;
  • Processos Internos – Qualidade, tempo de resposta, custo e introdução de novos produtos;
  • Aprendizado e crescimento – Satisfação dos colaboradores e disponibilidade dos sistemas de informação
       E COMO CONSEQUÊNCIA:

  • Perspectivas Financeiras – Valor agregado e retorno do investimento.
            O “BSC” está desenhado para atender ao tipo de organização que muitas empresas estão buscando ser, colocando a estratégia e a visão de futuro no centro das atenções.  “Ele não representa substituição e muito menos pretende eliminar os indicadores financeiros tradicionais, a intenção é de criar novas perspectivas que auxiliem a identificação dos fatores que geram uma saúde financeira sadia. Daí é só adaptar os princípios básicos ao porte da empresa e por em prática, sem o que não há garantia de sobrevivência, nos tempos atuais.


            A perspectiva do cliente permite aos executivos identificar segmentos de clientes e de mercado nos quais possam competir, visando os seguintes pontos-chave:

  • “Participação de mercado” – representação da proporção de vendas da unidade de negócio no mercado em que atua, determinada em termos de número de clientes, capital investido, unidades vendidas ou instaladas;
  • “Retenção de clientes” – acompanhamento, em números absolutos ou relativos, do percentual de clientes com os quais a unidade de negócio continua mantendo relações comerciais;
  • “Captação de clientes” – medição, em termos absolutos ou relativos, do percentual de clientes novos ou de novos negócios ganhos pela organização;
  • “Satisfação dos clientes” – registro do nível de satisfação dos clientes em relação a critérios preestabelecidos de desempenho ou de valor agregado.
  • “Lucratividade do cliente” – medição da lucratividade da empresa no negócio ou nos negócios com um cliente, ou com um segmento de mercado, depois de levantar as despesas específicas requeridas para atender esse cliente ou esse mercado.

            Nesta perspectiva, os executivos identificam os processos internos críticos nos quais a empresa deve alcançar a excelência de negócios  que ofereçam propostas de valor, capazes de atrair e reter clientes, que satisfaçam as expectativas de retornos financeiros. Esse modelo inclui três processos principais:

  • “Inovação” – durante esse processo, Campos (2001) diz que devem ser pesquisadas as necessidades reais e futuras dos clientes-alvos. Em seguida são desenvolvidos os produtos e/ou serviços que deverão satisfazer as necessidades identificadas.
  • “Operação” – as principais medidas operacionais genéricas são: custo, qualidade e tempo de resposta. Deve se preocupar com a produção e disponibilização dos produtos e serviços desenvolvidos durante o processo de inovação.
  • “Serviço pós-venda” – esta é uma etapa de grande influência no processo de criação de imagem e reputação da organização na cadeia de valor do cliente, incluindo treinamentos, garantias, consertos, devoluções e processamento de pagamentos.
            Cabe às diretorias das organizações, identificar quais os processos críticos e vitais nos quais a  empresa precisa  destacar para que os objetivos dos acionistas, dos clientes e dos interessados sejam plenamente atendidos.   


            O aprendizado e o crescimento da organização vêm de três principais fontes: as pessoas, os sistemas e os procedimentos organizacionais. Os objetivos traçados através do BSC, em geral, acusam uma grande defasagem entre as capacitações das pessoas, dos sistemas e dos procedimentos para alcançar os objetivos, promovendo o desempenho. “É necessário capacitar os funcionários, intensificar a tecnologia e os sistemas de informação e alinhar os procedimentos e rotinas organizacionais para eliminar essa defasagem”.

         As medidas nesta perspectiva são: satisfação do funcionário, retenção, treinamento e habilidades e direcionadores específicos dessas medidas, tais como índices detalhados de habilidades específicas requeridas pelo novo ambiente competitivo. Processos que ajudam as empresas a conectar os objetos de longo prazo às ações de curto prazo: 


  • “Tradução da visão” – ajuda os gerentes a desenvolver o consenso em torno da estratégia da empresa, expressando-a em termos que orientam a ação no nível local.
  •  “Comunicação e conexão”– permite que os gerentes comuniquem a estratégia para cima e para baixo na organização e a conectam às metas das unidades e dos indivíduos.
  • “Planejamento de negócios”– permite que a empresa integre o plano de negócios e o plano financeiro. 
  • “Feedback e aprendizado”– proporciona à empresa a capacidade de aprendizado estratégico, que consiste em reunir feedback, testar as hipóteses em que se baseou a estratégia e efetuar os ajustamentos necessários.

            “Na perspectiva financeira, as medidas  indicam se a empresa está obtendo êxito com as estratégias definidas, implementadas e executadas”. Em geral, esse êxito é medido pela sua lucratividade, pelo seu crescimento e pelo incremento de valor, consequente das perspectivas anteriores. Se os indicadores financeiros não mostram o esperado, pode haver problemas na execução, na implementação ou até mesmo na definição das estratégias.

            Os objetivos enfatizarão o crescimento das vendas, os novos mercados e novos consumidores, os novos produtos e novos canais de marketing, vendas e distribuição, mantendo um nível adequado de gastos com desenvolvimento de produtos e processos. Enfatizarão as medidas financeiras tradicionais, tais como retorno sobre o capital investido, lucro operacional e margem bruta.  A ênfase recairá sobre o fluxo de caixa. Qualquer investimento deverá prover o retorno certo em caixa.


          A valorização do ser humano na sociedade e em particular dentro da organização deve ser levada em conta como de grande importância, objetivando-se um ambiente saudável e em consequência uma melhor qualidade de vida. Todavia, sabe-se da grande dificuldade de se manter sadia as relações interpessoais e a interdependência entre setores. A quase total carência de conhecimentos relacionados com o equilíbrio mental diante das situações diárias e a baixa qualidade da educação, dificultam de uma certa forma um melhor trabalho de socialização.

          As macro tendências, a globalização, os avanços tecnológicos, não deveriam exercer pressão a ponto de ferir a autoestima, a tentativa de se administrar as emoções, não Deveriam ser obstáculos para a auto motivação.

            Consenso sociológico é quando as empresas decidem, voluntariamente, contribuir para uma sociedade mais justa e para um ambiente mais limpo.  Uma empresa não tem apenas o objetivo de fazer lucro e além de trazer benefício financeiro aos funcionários, deve também contribuir socialmente para o seu meio envolvente. trazendo cultura e boas condições para a sociedade.

            O ambiente sadio numa empresa, não pode ser um campo minado. O que mais irrita no trabalho, são certos regulamentos e comportamentos híerárquicos que humilham as pessoas. Ficar pensando nas tarefas desagradáveis é mais penoso que executá-las. Se não está suportando o trabalho, fazendo-o com má vontade torna a vida mais pesada.



·       Todo o executivo, para continuar executivo, deveria habituar-se a aprender alguma coisa nova a cada dia. Para se chegar a ser de alto nível, tem que se estar ciente de que não se pode voar como uma águia, com asas de um mosquito. Muitos destroem suas áreas de comando para que seus erros não apareçam, mas a queda virá mais cedo ou mais tarde.

·       As diferenças de opiniões, escondidas sob o pretexto de incompatibilidade, mesmo com subordinados, devem ser respeitadas. Muitas vezes se perde um excelente funcionário por não se conceder um tempo para melhor entendimento. Uma hora de tempo pode custar  “$50,00” enquanto que o treinamento de um substituto pode custar “$5.000,00”.

·       Nem sempre um cargo de nível é ocupado por “qualidade”. É importante não confundir qualidade com hipocrisia É incrível, mas é verdade: quando um homem se julga detentor de poderes, até suas galinhas e cachorros sobem aos céus.

·       Soberbo é o indivíduo que aspira a ocupar posições de destaque, sem ter capacidade nem cultura, como aquele que pretende alcançar riquezas, apelando para direitos imaginários, sem empregarem de sua parte o esforço pessoal. Convertem-se em ressentidos sociais, no momento em que fracassam em suas tentativas.

·       Arrogância profissional é quando se usa do cargo para fins particulares, quando os outros não são ouvidos, quando os próprios conhecimentos são adorados, quando há abuso do poder.

·       Nenhuma empresa é pequena quando os dirigentes são grandes. É preciso saber se na empresa, os excelentes operários recebem o salário da compreensão. Tirar dos que trabalham para pagar os que não trabalham é uma direção inoperante.

·       Em muitas organizações, talvez tenha que se inverter a pirâmide do poder. A autoridade só pode residir na superioridade pessoal, acima do direito legal, mas, será que a autoridade pode ser exercida, sabendo-se menos que os subordinados?

·       Uma desastrosa deficiência funcional é trabalhar com acentuada atenção voltada para os clientes, negligenciando funcionários. Diante da alegria pelo lançamento de um produto que ganhou mercado, é uma prova de sucesso empresarial, mas, pergunta-se: O pessoal de hierarquia mais baixa e que ajudou a criá-lo é reconhecido?

·       Um alto investimento sem custo é um elogio merecido que não custa nada, mas o retorno é incomensurável. Quando o desempenho é reconhecido, geralmente se esforça para um rendimento ainda maior. Portanto, um belo retorno para um investimento tão modesto.

·       Com a automação das fábricas, a robótica é um sucesso. È o caso de se perguntar se os homens que trabalham em paralelo são tratados como humanos?

·       A tão falada Qualidade Total é um processo de transformação contínua. Resta saber se o é também na melhoria de vida dos trabalhadores. Tratar corretamente o homem que executa trabalho equivale a duplicar sua produção, o prazer, o lucro e a satisfação geral



·       A qualidade é hoje uma das principais estratégias competitivas nas diversas empresas e nos diversos setores. A qualidade está intimamente ligada à produtividade, a melhoria de resultados e ao aumento de lucros, através de redução de perdas e do desperdício, do envolvimento de todos na empresa e conseqüente motivação.
                                                                                           
·       A racionalização é qualidade, é a luta contra o desperdício e a simplificação é a sua principal técnica para eliminar o desnecessário. Ambas dependem do raciocínio analítico, lógico e resolutivo, sem o impacto emocional.

·       Lei de matemática industrial: um grama de qualidade vale mais do que um quilo de quantidade.

·       Não há quase nada no mundo que alguns homens não façam um pouco pior para vender um pouco mais barato. E aqueles que olham somente o preço, são vítimas da pilhagem legal daqueles homens. Se quisermos ver o fim de um produto, é só fabricá-lo pior e vendê-lo mais barato.

·       O cliente não avalia se um produto e ou serviço possuem qualidade apenas pelo preço, ou por determinada característica, pelo contrário, a qualidade é determinada quando o produto e ou serviço atingem a expectativa do cliente. A definição de qualidade deve sempre estar relacionada com a satisfação do cliente.




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Felicidade! – Sucesso!
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