domingo, 23 de fevereiro de 2014

GLOBALIZAÇÃO - RESPONSABILIDADE SOCIAL

Tranquilidade físico-mental, financeira e espiritual.
 
Veslaine Antônio Silva
 
 
Buscando restaurar a sanidade e a ordem, quem sabe em toda a terra, Confúcio, nascido em 552 a.C. já teria dito:

 “Os grandes antigos, quando queriam revelar e propagar as mais altas virtudes, punham seus Estados em ordem. Antes de porem seus Estados em ordem, punham em ordem suas famílias. Antes de porem em ordem suas famílias, punham em ordem a si próprios. Antes de porem em ordem a si próprios, aperfeiçoavam suas almas. Antes de aperfeiçoarem suas almas, procuravam ser sinceros em seus pensamentos e ampliavam ao máximo os seus conhecimentos. Essa ampliação dos conhecimentos decorre da investigação das coisas ou de vê-las como elas são. Quando as coisas são assim investigadas, o conhecimento se torna completo. Quando os pensamentos são sinceros, a alma se torna perfeita, o homem está em ordem, sua família também fica em ordem. Quando a família está em ordem, o Estado que ele dirige também pode cair na ordem. E quando os Estados caem na ordem, o mundo inteiro goza de paz e felicidade”.

Teoricamente, já naquela época, há mais de dois mil e quinhentos anos antes do terceiro milênio, essa manifestação não seria, ou pelo menos deveria ser, o prenúncio de uma real globalização?

Segundo pesquisadores, Já foi dito no século passado, que o próximo século deveria apresentar um ambiente social maravilhoso, diferente, onde as pessoas viveriam e fariam negócios, sem abusos na comercialização. Dentro desse otimismo, acredita-se que as pessoas do mundo todo terão a chance de obter educação, saúde e condições para comandar a própria vida de forma responsável. Que os governos limitarão, relutantemente, as tarefas que só eles podem realizar. Que a tecnologia cumprirá a sua promessa de oferecer os meios para aliviar a vida profissional e social das pessoas. Que a conversão religiosa, no melhor sentido possível, ocorrerá na terra, fornecendo as bases para uma paz e um entendimento verdadeiro.

Como a porta desse novo século já se abriu há mais de uma dezena de anos, essa esperada mudança está ocorrendo?

A onipotência, a onisciência e a onipresença das máquinas cansam a alma e elevam-na, como reação, às atitudes místicas de consoladoras fantasias.  A ciência afasta-se mais e mais da religião, para no fim cair no mistério e na fé. A física quântica fala da “partícula Divina”. Não somos seres humanos passando por uma experiência espiritual. Somos seres espirituais, vivenciando uma experiência humana. O que o ser humano leva dessa vida é a vida que ele leva.

E a tão falada “Responsabilidade Social” vem ocorrendo e contribuindo para isso?

Sem sombra de dúvida, segundo observadores, nestes últimos séculos tem-se investido intensamente no mundo da matéria, e os frutos são notáveis, sintetizados na tecnociência maravilhosa que dispomos.  A grande tragédia, entretanto é que não houve praticamente investimento significativo, no mundo da subjetividade espiritual, da ética e da consciência. O resultado se encontra nos noticiários tristes de cada dia. Escaladas de violência, guerras infindáveis, exclusão desumana de uma maioria que morre de fome, extinção em massa de espécies, colisão do ser humano com a natureza e todo tipo de aplicações irresponsáveis da tecnologia.
Temos que concordar que, não existe liberdade mental nem espiritual sem responsabilidade financeira, sem sólida competência para ganhar a subsistência. É por isso que também, a ciência das finanças deveria ser ensinada nas escolas, nas fábricas, nas lojas. Igualmente, Não existe vida doméstica confortável e tranquila, sem garantia de renda regular, ampla e honrosa. É por isso que a ciência das finanças deveria ser incluída como um dos assuntos importantes em todos os lares e até mesmo nas igrejas, não como instrumento materialista, mas de tranquilidade. Entretanto, é incontável o número de extrema carência, física, mental, psicológica e em consequência, de tranquilidade espiritual em todo o mundo.

Antigamente, a importância maior dos indicadores, eram os financeiros, suficientes para mostrar a tendência das empresas com maior eficiência. No entanto, nos dias atuais, com o atual ritmo econômico mundial, somente os indicadores financeiros não são mais eficientes, principalmente quando se utiliza tais informações para se obter maior lucro possível em curto prazo, sacrificando os resultados e a sobrevivência das empresas e consequentemente os seres humanos ligados a elas direta ou indiretamente. O Indicador “Financeiro” coloca em evidência o valor agregado e o retorno do investimento. Agora com maior ênfase, também são de importância, os seguintes indicadores: a “Clientela”, que salienta o grau de qualidade que gera satisfação, retenção, mercado e participação. Os “Processos Internos”, voltados para a qualidade, fortemente desconsiderada no mercado com uma infinidade de produtos desqualificados, escandalosamente colocados à venda, sejam nacionais, sejam importados e o “Grau de Satisfação” dos colaboradores que indiretamente são sócios nos empreendimentos. Todavia, são explorados ao máximo.

A importância da Responsabilidade Social, seja do grande empresário, seja do micro e médio empresário, seja até mesmo do micro empreendedor individual e também do empregado, está na busca de conhecimentos dos mais variados e em consequência, a tranquilidade que se atingirá com o grau de espiritualidade em paralelo ao comportamento. A vida não dá nem empresta; não se comove nem se apieda. Tudo quanto ela faz é retribuir e transferir aquilo que nós lhe oferecemos. Isso é válido para a pessoa física, mas, também para a pessoa jurídica, ou seja: as empresas de um modo geral.

Para conseguir uma “pequena fortuna”: três operações naturais e simples ajudam e muito: saber para onde vai todo o dinheiro, saber para onde deveria ir e certificar-se de que ele vá para onde deve ir. Não é raro encontrar empresários e indivíduos que estão à beira da falência, mas incitados por motivos banais ou por interesse de outra ordem, simulando despreocupações, permitindo-se até mesmo esbanjamentos para dar a impressão de que seus bens estão florescendo. Uma vaidade inoperante, também destruidora num lento processo. O uso de forma vangloriosa, que o homem vem fazendo da ciência, da tecnologia, do dinheiro, julgando que tudo está sob controle pode ser enquadrado como consequência positiva da chamada globalização? Não, não é isso que acontece, que se sente diante da realidade.

A mostra de descontentamento que durante um tempo ficou silenciada, agora voltou intensificada por parte do ser humano de um modo geral. Os povos estão se despertando do entorpecimento, cada vez mais conscientes da realidade em que vivem, que a cada dia se torna mais transparente e clara. Em todo lugar, mesmo no mundo dito civilizado, o ser humano, mero pagador de impostos, é explorado ao máximo para receber o mínimo em troca. Em face disso, está se organizando, manifestando seu poder inato e exigindo reformas concretas contra a administração incompetente, o mau uso de verbas públicas, a corrupção disseminada e o descaso com os problemas básicos, ou seja, um senso de indignação generalizado, excessivamente tolerado.


De outro lado, felizmente, também no cenário mundial contemporâneo, percebe-se o processar de inúmeras transformações de ordem económica, política, social e cultural que, por sua vez, se adaptam aos novos modelos de relações entre instituições e mercados, organizações e sociedade. No âmbito das actuais tendências de relacionamento, verifica-se a aproximação dos interesses das organizações e os da sociedade, resultando em esforços múltiplos para o cumprimento de objetivos compartilhados e com isso a esperançosa “Responsabilidade Social”. Será o Apocalipse?

            Apocalipse, etimologicamente do gregoapokálypsis”, significa revelação, formada por "apo" = tirado de, e "kalumna" = véu. O Apocalipse fora escrito com o propósito de confortar e encorajar a igreja do seu tempo em face da extrema perseguição aos cristãos, no período político compreendido entre o reinado de Nero, e a destruição de Jerusalém. Comparativamente é a semelhança do mundo político e social que hoje estamos vivendo. Pode-se dizer que “Juízo final”, “fim do mundo” é um mito, e, positivamente pensando, será o final da insensatez humana. Com esse pensamento, “Apocalipse” passa a ser essencialmente a esperança, quando a sociedade será impactada para aceitar um "novo mundo", onde as diferenças serão postas de lado e o bem comum será alcançado através da “Paz Global”.


Contribuíram para esse artigo os últimos lançamentos do autor, via Editora Biblioteca 24 horas, os livros: SAÚDE FINANCEIRA – SISTEMAS PRÁTICOS DE CONTROLE, VIVENDO E OBSERVANDO – PEDRADAS QUE AJUDAM e EU OPTEI POR... E MINHA VIDA MUDOU. Editora Biblioteca 24 horas.