Veslaine Antônio Silva
O mercado está favorável com as
vendas em ritmo acelerado. Os custos fixos e variáveis estão compatíveis com a
atividade. A margem de lucro comprovadamente é excelente, mas o dinheiro não
aparece. “A empresa está respirando mal”. O que está acontecendo?
Os pontos marcantes nesse período,
os maiores causadores do “sumiço” do dinheiro nas empresas, principalmente nas
pequenas empresas, está relacionado com a eficiência ou deficiência do giro dos
estoques, dos prazos médios de recebimentos nas vendas a prazo e dos prazos
médios de pagamentos nas compras a prazo.
Se a faixa de mercado de uma
empresa, no seu ritmo normal permite a venda mensal de 10.000 unidades de
produtos em mádia, o ritmo da produção deve ser compatível, admitindo-se
racionalmente um pouco mais como medida de segurança no atendimento. Exemplo:
se o giro do estoque de produtos vendidos for de 30 dias em média e o giro do
estoque de produtos fabricados for em média de 60 dias, significa que o
dinheiro investido no estoque de produtos, ficará parado um mês diante dos
compromissos que vencem no dia-a-dia.
Se a empresa fabrica em média 10.000
unidades mensais o ritmo de compra de matérias-primas também deve ser
compatível, admitindo-se também racionalmente um pouco mais como medida de
segurança para evitar riscos no abastecimento. Exemplo: Se o giro de estoque da
produção for de 30 dias e o giro do estoque de matérias-primas for de 60 dias,
significa que o dinheiro investido a mais em matérias-primas ficará parado um
mês, também diante dos compromissos que vencem no dia-a-dia.
Uma outra causa da descapitalização
está no fato da empresa habitualmente fazer as compras a prazo com um tempo
para pagamento inferior ao que concede para recebimento nas vendas a prazo.
Exemplo: Se nas análises periódicas e sistemáticas a rotação de débitos nas
compras a prazo é de 30 dias e a rotação de créditos na vendas a prazo é de 60
dias, significa que em média a empresa estria pagando seus débitos em média 30
dias antes dos recebimentos.
Esses três exemplos são os mais
freqüentes e fortes causadores das deficiências nos fluxos de caixa das
empresas, dificultando a “respiração”, quitando compromissos com juros
por atrasos ou até mesmo perdendo créditos. A tendência é de um crescimento dos
indicadores negativos, num processo lento e gradativo. Trata-se de uma análise
simples que se sugere fazer mensalmente e que mostra claramente como está sendo
conduzida a liquidez financeira da empresa.
